A obesidade já pode ser considerada uma epidemia no Brasil. Afinal, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), existem mais de 18 milhões de pessoas obesas no país. Se consideradas todas que estão acima do peso, o número passa de 70 milhões. A cada ano, são 2 milhões de novos casos.
Os números preocupam, principalmente, porque o excesso de peso é um dos fatores mais relevantes para outras doenças, como o diabetes e a hipertensão. Sem contar em todos os problemas emocionais e psicológicos envolvidos. Por isso, o melhor mesmo é prevenir. Mas você sabe como é possível fazer a prevenção da obesidade? Neste post mostramos tudo sobre a doença. Acompanhe!
O que é obesidade?
Trata-se do acúmulo de gordura no organismo, distribuído por todo o corpo ou localizado, sobretudo, na região abdominal. Decorre, na maioria dos casos, do consumo exagerado de calorias na alimentação. Ou seja, a ingestão de alimentos é superior ao gasto energético do indivíduo. É bom lembrar que cada pessoa tem necessidades calóricas próprias, de acordo com a sua rotina, a prática de atividades físicas e até a genética.
No entanto, ao ingerir mais alimentos que o necessário, o normal é ganhar peso, uma vez que as calorias extras não são usadas na forma de energia, sendo convertidas em gordura e armazenada nos tecidos adiposos. Para saber se alguém é obeso, o parâmetro mais utilizado é o Índice de Massa Corporal (IMC). Ele compara a quantidade de gordura com a composição de massa muscular. Adiante, mostraremos como calcular e quais os valores recomendados.
Quais são os tipos de obesidade?
A obesidade pode ser categorizada a partir de diferentes fatores, como a causa, o formato do corpo e o próprio IMC. O primeiro está relacionado à origem, com o fato da pessoa ser obesa em razão do consumo de calorias em excesso (primária) ou resultado de alguma doença (secundária). A seguir, veja quais são os outros dois.
Quanto ao formato
Homogênea: quando a gordura se distribui por igual em todo o corpo, incluindo braços e pernas.
Androide: o tipo de obesidade típico de homens ou mulheres depois da menopausa. A gordura fica acumulada no tórax e abdômen, oferecendo mais riscos de doenças cardiovasculares.
Ginecoide: mais comum nas mulheres, em que a gordura fica concentrada na região dos quadris e nas coxas. Costuma ser associada aos casos de artrose e varizes nas pernas.
Quanto o grau do IMC
O IMC é calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado. Dessa forma, um IMC ideal fica em torno de 18,5 a 24,9. Qualquer valor acima disso é entendido como excesso de peso, da seguinte maneira:
- sobrepeso: 25 a 29,9;
- obesidade grau I: 30 a 34,9;
- obesidade grau II: 35 a 39,9;
- obesidade Grau III: acima de 40.
Quais as causas e os fatores de risco para a obesidade?
A doença pode ser motivada por diversos fatores, inclusive, de maneira concomitante, como a genética, o estilo de vida, problemas emocionais, entre outros. Em casos mais raros, a obesidade pode estar relacionada a distúrbios metabólicos, como a síndrome de Cushing, ou hormonais, como o hipertireoidismo.
No caso da genética, um indivíduo pode ter maior propensão a acumular gordura, com uma menor conversão de calorias em energia. Já o estilo de vida está muito ligado à rotina do círculo familiar. É comum pais obesos terem filhos obesos não apenas pelos fatores genéticos, mas, principalmente, pela alimentação compartilhada por todos. Da mesma forma, o dia a dia da família, no trabalho e em outras atividades, afeta o quanto uma pessoa é mais ativa ou não.
É o caso de quem trabalha em escritório e passa muito tempo sentado, estando sujeito a diversos problemas médicos decorrentes do sedentarismo. No entanto, a dieta alimentar continua sendo o fator mais relevante para a obesidade. Afinal, uma alimentação rica em calorias contribui substancialmente para o ganho de peso. É o caso de quem dá preferência por alimentos gordurosos e ricos em carboidratos.
Menos comum, mas relevante, é a influência de alguns medicamentos, como antipsicóticos, betabloqueadores e esteroides. Eles alteram o metabolismo e, por isso, exigem mais cuidado dos pacientes que fazem uso contínuo. As drogas, bebidas alcoólicas e o cigarro atuam da mesma maneira e, por isso, devem ser evitados. A obesidade também pode acontecer em qualquer idade. Porém, o risco aumenta com o envelhecimento, tendo em vista as alterações hormonais e a redução do ritmo do metabolismo. As necessidades calóricas diminuem com o tempo, exigindo mais controle.
E os principais sintomas?
A obesidade em si não é sintomática. No entanto, as pessoas obesas podem sentir um desconforto decorrente do excesso de peso. Elas ficam mais sujeitas a dores musculares, têm os movimentos limitados, transpiram mais e podem se cansar mais facilmente.
Como é possível fazer o diagnóstico de obesidade?
O primeiro passo para o diagnóstico da obesidade é calculando-se o IMC. Obviamente, o peso e a própria aparência são características a serem consideradas. Porém, mesmo uma pessoa aparentemente mais magra pode ter sobrepeso ou obesidade, sobretudo do tipo androide e ginecoide. Além disso, outros exames podem ser realizados, como o de glicemia em jejum, o de colesterol total e um exame de sangue detalhado para verificar problemas hormonais.


%20(1).avif)
.avif)
.avif)
.avif)
%20(1).png)


