Quais são os desafios e conquistas da Saúde transgênero no Brasil? Saiba mais sobre a importância de profissionais especializiados nessa área.
De acordo com dados do Banco Mundial, no Brasil, estima-se que existam cerca de quatro milhões de pessoas transgêneras e não-binárias, que sofrem diariamente com o preconceito e a discriminação, além da falta de médicos especializados nessa área.
No início do ano, apenas 13 estados brasileiros possuíam serviços, habilitados pelo Ministério da Saúde, de atenção integral a esta população.
No entanto, a portaria de número 1693 do mesmo Ministério, publicada em maio de 2024, deu um novo passo quanto a isso, possibilitando-a de realizar exames e procedimentos de rotina na rede pública, necessários para ambos os sexos.
Ainda assim, o caminho a percorrer é longo, em especial pela carência de profissionais e a demanda cada vez maior.
É sobre isso que iremos falar no post de hoje!
Acompanhe a leitura!
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Saúde deve ser considerada em sua totalidade
Apesar de, pela portaria, uma mulher transgênero que ainda possua testículos poder marcar uma consulta com o urologista, o cenário voltado à transição hormonal, tratamento que envolve a administração de hormônios com o objetivo de alinhar características físicas ao gênero com o qual a pessoa se identifica, que perpassa a comunidade trans, não é tão simples assim.
Mesmo com o avanço positivo, é preciso considerar a saúde e bem-estar dos homens e mulheres transgênero em sua totalidade.
"No conceito de saúde estabelecido pela OMS, o bem-estar físico, mental e social tem que ser completo. Logo, uma pessoa trans em sofrimento com o próprio corpo, não pode ser considerada saudável até que suas necessidades física e mental sejam atendidas, lembrando que não necessariamente isso precisa implicar em hormonização ou cirurgia”, explica a Dra. Renata Maksoud Bussuan, endocrinologista, coordenadora da Pós-graduação em Endocrinologia e do Workshop em Atendimento Ambulatorial Transgênero da Afya Educação Médica, e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Transgênero (SBRAMT).
O processo de transição hormonal: possíveis efeitos colaterais
O acompanhamento médico e o acesso a especialistas, portanto, são essenciais durante o processo de transição hormonal.
Os efeitos fisiológicos trazidos por um processo como esse exigem monitoramento constante por profissionais capacitados em Medicina Transgênero.
“Há vários efeitos colaterais, como queda de cabelo, aumento da oleosidade de pele, surgimento de acne, aumento do colesterol. O paciente pode optar por fazer a hormonização cruzada, na qual a pessoa usa somente hormônios para ficar mais próximo o possível do gênero com o qual se identifica, ou até mesmo cirurgias plásticas. Por isso, é preciso ter a assistência de um médico que entenda de Medicina Transgênero durante todo esse desenvolvimento”, conta.

Quebrando preconceitos e paradigmas
Para além do acesso facilitado à saúde e do acompanhamento de um médico capacitado no tema, a população transgênero necessita de respeito e combate à discriminação.
Iniciativas e campanhas de conscientização são essenciais para reduzir o estigma, e promover uma sociedade mais inclusiva e informada sobre as questões transgênero.
Hoje, mulheres trans e travestis já contam com atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério da Saúde possui uma Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
A Afya Educação Médica também disponibiliza um guia de atendimento a pessoas transgêneas para médicos e um e-book sobre Medicina Inclusiva, além de oferecer atendimentos gratuitos nos seus ambulatórios a esses pacientes.
“Já temos muito mais locais de atendimento hoje do que tínhamos antes da pandemia”, esclarece a Dra. Renata Bussuan.
Capacite-se no atendimento à população transgênero
Domine as competências sobre o acolhimento ao paciente transgênero por meio de uma anamnese completa e exame físico e hormonização: conheça o nosso Workshop em Atendimento Ambulatorial Transgênero!
Ou, se preferir…
Tenha uma compreensão aprofundada dos fundamentos teóricos e práticos da Endocrinologia, aperfeiçoando a suas avaliações clínicas e, consequentemente, o cuidado que oferece aos portadores de doenças endócrino-metabólicas em nossa Pós-graduação em Endocrinologia!
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