Você sabe definir o papel do gastroenterologista na saúde digestiva?

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O gastroenterologista é o especialista responsável por diagnosticar e tratar as doenças não cirúrgicas do aparelho digestivo. Esse, por sua vez, é formado por boca, faringe, estômago, pâncreas, fígado, vias biliares, intestino delgado, intestino grosso e ânus. Isso significa, portanto, que a gastroenterologia se ocupa de cuidar, sobretudo, da saúde digestiva dos pacientes – não à toa, são os distúrbios relacionados à digestão os mais frequentes, segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Distúrbios gastrointestinais mais frequentes

A Organização Mundial de Gastroenterologia estima que 20% da população sofra de algum tipo de distúrbio gastrointestinal. Entre os principais sinais de problema estão: náuseas, sensação de empachamento, refluxo alimentar e/ou de ácido gástrico, diarreia e/ou constipação, além de dor abdominal.

Entre as causas mais comuns para o surgimento desses sintomas estão:

Síndrome do Intestino Irritável (SII) – embora as causas do surgimento do problema sejam desconhecidas, especialistas acreditam que fatores como estresse e ansiedade, além de aspectos fisiológicos como alteração da motilidade intestinal, hiperalgesia visceral e fatores genéticos tenham influência sobre o SII, que é diagnosticado a partir de avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem (como colonoscopia) e sinais como perda ponderal e febre, por exemplo.

Dispepsia funcional – popularmente chamada de má digestão, é uma das principais causas de procura por atendimento médico e faz com que os pacientes cheguem ao consultório relatando dor ou queimação na parte superior do abdômen. Em geral, hábitos alimentares, como o excesso de ingestão ou refeições feitas com muita pressa são as principais responsáveis pelos casos.

Constipação intestinal – normalmente está relacionada também a hábitos de vida, como baixa ingestão de fibras (que podem ser obtidas a partir de frutas, legumes e verduras), consumo insuficiente de água e sedentarismo. Costuma ser mais comum entre o público feminino e se caracteriza por dificuldade para evacuar e/ou esforço; fezes endurecidas e de pequeno volume; sensação de defecação insuficiente. 

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Outras áreas de atuação do gastroenterologista em prol da saúde digestiva

Embora os problemas listados acima sejam os que mais recorrentes, a lista de intercorrências que podem – e devem – ser tratados pelo gastroenterologista inclui também:

  • Cálculos nas vias biliares
  • Diarreia (aguda e crônica)
  • Disfagia
  • Doença celíaca
  • Doença de Crohn
  • Doença diverticular
  • Doenças funcionais
  • DRGE (doença do refluxo gastroesofágico)
  • H. Pylori
  • Hepatites (e cirrose hepática)
  • Intolerância à lactose
  • Microbiota intestinal
  • Probióticos
  • Pancreatite

Diante de tantos eventos que podem comprometer a saúde digestiva, o papel do gastroenterologista é fundamental tanto no direcionamento para mudanças no estilo de vida, já que alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo, estresse e outros problemas relacionados a hábitos comportamentais afetam o trato digestivo, assim como no diagnóstico precoce e preciso de problemas já instalados. Esse último ponto deve ser bastante considerado, principalmente em razão da semelhança que os sintomas iniciais podem ter. Para auxiliar o profissional na precisão do diagnóstico, exames como endoscopia, colonoscopia, manometria anorretal e retossigmoidoscopia devem ser indicados conforme a hipótese diagnóstica elaborada.

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Maio é mês de alerta para Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)

A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são as duas principais doenças inflamatórias intestinais. Além de serem doenças crônicas, elas podem ter manifestações periódicas bastante severas, que indicam danos inflamatórios importantes ao trato digestivo.

Segundo a Organização Mundial de Gastroenterologia, os sinais desses danos são:

  • Diarreia noturna
  • Fezes com muco ou sangue
  • Incontinência
  • Constipação
  • Obstrução intestinal
  • Dor ou sangramento retal ao defecar
  • Urgência para defecar
  • Câimbras e dores abdominais

Já os sinais clínicos do paciente que sofre de DII podem se manifestar por:

  • Inapetência
  • Perda ponderal
  • Febre
  • Fadiga
  • Sudorese noturna
  • Amenorreia primária

Como as DII não têm cura, assim como nos demais casos de doenças que acometem o trato gastrointestinal, é fundamental orientar bem o paciente quanto à relevância da mudança de hábitos e indicar uso de medicamentos para redução do desconforto nas fases mais intensas do problema. 

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