Esse conteúdo é exclusivo para nossos alunos cadastrados.

Este artigo é totalmente e gratuito, porém apenas para usuários não anonimos que se cadastraram na central de conteúdo!

Primeiro acesso? Clique aqui.
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

Dezembro Laranja: tratamentos para o câncer de pele

22/10/2025
10
Minutos de leitura
por:
equipe afya educacao médica
Profa. Maria de Fátima Maklouf Amorim Ruiz
Compartilhar
Copy to Clipboard.
Compartilhar url

Quais são os tratamentos mais indicados para o câncer de pele? Confira a matéria completa no especial de Dezembro Laranja em nosso blog.

Os principais tipos de câncer de pele são: o carcinoma espinocelular (CEC), o carcinoma basocelular (CBC)- câncer de pele não melanoma, e o câncer de pele melanoma. Mesmo com o aumento dos casos diagnosticados, não traduziu em aumento da mortalidade, com a melhora da acurácia no diagnóstico precoce e o tratamento.

O tratamento do câncer de pele não melanoma é baseado no diagnóstico (clínica, dermatoscopia, mapeamento corporal, microscopia confocal, biópsia e anátomo patológico- padrão ouro), estratificação de risco (fig 1) e sinais de doença localmente avançada, metástases regionais ou sistêmicas:

 CBC de baixo risco de recorrência 

  • Tronco e extremidades (azul)
  • Sem radioterapia prévia
  • <2 cm
  • Subtipo superficial e nodular
  • Bordas nítidas
  • Sem envolvimento perineural

CBC de alto risco de recorrência 

A excisão cirúrgica simples e a cirurgia micrografia de Mohs é o tratamento de escolha. A radioterapia é indicada para casos de CBC de baixo risco, com margens positivas na cirurgia, para CEC com margens positivas, sem indicação para nova cirurgia, tratamento coadjuvante de CBC/CEC com envolvimento perineural.

Para paciente com CBC superficial de baixo risco e espinocelular in situ (Bowen), outras opções terapêuticas não cirúrgicas são: crioterapia, curetagem e eletrocoagulação e laser ablativo, Imiquimode, 5-FU e terapia fotodinâmica.

O tratamento sistêmico (terapia alvo, imunoterapia, quimioterapia citotóxica) é indicado para paciente com: CBC metastático, CBC localmente avançado recorrente a cirurgia ou contraindicação da mesma. A 1ª linha é a terapia alvo com inibidores da via de sinalização Hegdehog (Vismodegib). A 2a linha é a imunoterapia com anti- PD1 (Cemiplimabe). Para o CEC metastático, CEC localmente avançado recorrente após a cirurgia ou contraindicação o tratamento de 1ª linha é a imunoterapia (Cemiplimabe e Pembrolizumabe) e 2a linha, quimioterapia citotóxica.

O tratamento do melanoma deve seguir uma sistematização: diagnóstico clínico, biópsia e estadiamento. Vale ressaltar que o tratamento da doença avançada melhorou com o uso de terapia direcionada e imunoterapia. A biópsia excisional é indicada em lesão pigmentada suspeita e posterior ampliação das margens de segurança, seguindo a espessura de Breslow:

O tratamento cirúrgico possibilita a cura aos pacientes com melanoma nos estádios I e II. A biópsia do linfonodo sentinela, se for positivo, a linfadenectomia completa deve ser realizada. Para os casos de melanoma metastático e como terapia adjuvante após a cirurgia, a terapia sistêmica é indicada.

A imunoterapia atua nos receptores inibitórios (check point inhibitors) de linfócitos T, as proteínas CTLA-4 (ipilumab) e PD-1 (nivolumab ou pembrolizumab). Os anticorpos monoclonais bloqueiam os receptores ativando a resposta imunológica. A terapia alvo com inibidores BRAF e MEK (genes humanos relacionados ao gene do melanoma) e de outros tipos de câncer também.

A inteligência artificial é um recurso com resultados promissores em vários centros de estudo. Um estudo apresentadono Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia mostrou que a inteligência artificial pode ajudar a identificar o câncer de pele em estágios iniciais, incluindo o melanoma. Um grupo de pesquisadores da Unicamp vem utilizando a inteligência artificial e o deep learning, através de redes neurais artificiais, com uma precisão de 86% no diagnóstico. No entanto, apesar da evolução e dos resultados animadores, os autores do estudo ponderam que o programa deve ser usado em conjunto com outros profissionais.

REFERÊNCIAS
  1. Congresso brasileiro de cirurgia dermatológica 2023
  1. https://www.ejcancer.com/action/showPdf?pii=S0959-8049%2822%2900123-X
  1. Cartilha GBM
  1. https://www.anaisdedermatologia.org.br/pt-pdf-S2666275221000783
  1. https://jnccn.org/view/journals/jnccn/21/11/article-p1181.xml
  1. https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-nao-melanoma
  1. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf
  1. European Journal of Cancer 167 (2022) p. 54 e 69.

Artigo por:
Profa. Maria de Fátima Maklouf Amorim Ruiz
63192-SP
Quer saber mais?
Selecionamos alguns posts que você pode gostar!

X

Olá, Futuro Especialista!👋

Venha bater um papo comigo no whatsapp e conheça as vantagens exclusivas que preparei para você.

Obrigado!
Em breve nossa equipe entrará em contato com você.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário.
Fale com um consultor
Obrigado!
Em breve nossa equipe entrará em contato com você.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário.
Fale com um consultor

X

Olá, Futuro Especialista!👋

Venha bater um papo comigo no whatsapp e conheça as vantagens exclusivas que preparei para você.