A importância da relação médico-paciente na luta contra a hipertensão arterial

Ao contrário da crença de muitas pessoas, fatores como a violência urbana e acidentes de trânsito não são as principais causas de morte no Brasil, mas sim doenças do sistema cardíaco. A hipertensão arterial está entre as principais doenças cardíacas que impactam os brasileiros.  

Em uma população que cresce e envelhece a cada ano, as campanhas de prevenção, o diagnóstico precoce da hipertensão e a valorização da relação médico-paciente são fundamentais para garantir longevidade e bem estar de toda a população com essa doença.  

O que é a hipertensão arterial?

A hipertensão arterial, popularmente chamada de pressão alta, é uma doença crônica que afeta por volta de 25% a 35% da população brasileira - homens e mulheres. É uma doença silenciosa, que nem sempre apresenta sintomas específicos. No geral, a hipertensão arterial é caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias, quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (14 por 9).  

Seu diagnóstico pode ser feito com a medição frequente dos níveis de pressão arterial. Quanto antes diagnosticada, melhor. É causada na maioria das vezes pelo excesso do consumo de álcool, cigarro, alimentos com muito sódio, sedentarismo e excesso de peso.

Sintomas e tratamento da hipertensão arterial

Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito. São eles:

  • Dores no peito
  • Dor de cabeça
  • Tonturas
  • Zumbido no ouvido
  • Fraqueza
  • Visão embaçada
  • Sangramento nasal

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento. Ela pode ser controlada de diversas formas: com mudanças de hábitos de alimentação, exercícios físicos e com medicamentos.  

O tratamento específico deve ser avaliado diretamente com um médico cardiologista.

Relação médico-paciente no combate à pressão alta

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), a relação médico-paciente tem papel fundamental na adesão ao tratamento da hipertensão arterial. Essa relação deve se basear no diálogo e acontecer da melhor forma possível, de forma que ambos estabeleçam certo grau de confiança. Nesta dinâmica, o médico deve ser acolhedor e passar a sensação de que o paciente possa se abrir.  

Para os especialistas da SBMFC, uma boa relação do profissional com seu paciente, além de impactar na adesão e continuidade do tratamento, permite ao médico conhecer a realidade da pessoa em tratamento e estabelecer um protocolo de tratamento realista, adaptado às condições de vida do paciente.  

Um problema recorrente com pacientes hipertensos é a não-adesão ao tratamento da hipertensão. Isso se deve a vários fatores como o tempo prolongado do tratamento, alto custo, desconhecimento da importância da continuação do uso do medicamento, medo dos efeitos da mistura com demais medicamentos e álcool.  

O que você pensa sobre o abandono do tratamento da pressão alta?

Autor(a)

Os médicos que leram esse post, também leram:

Todos os Posts