Ritalina, Venvanse e Atentah: quais são as diferenças?

Mar 11, 2025 . 12 minutos de leitura
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TDAH tem solução! Conheça os medicamentos mais eficazes para a condição e como eles funcionam!

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Caracterizado por sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade, ele pode impactar significativamente a qualidade de vida, especialmente quando não tratado adequadamente.

Felizmente, a Medicina evoluiu muito nas últimas décadas, e hoje existem medicamentos eficazes para controlar os sintomas do transtorno. Entre os mais conhecidos estão a Ritalina, o Venvanse e o Atentah.

Mas, afinal, quais são as diferenças entre eles? Fique com a gente! Nos próximos minutos, vamos entender como cada um funciona, seus mecanismos de ação, indicações, efeitos colaterais e vantagens. Boa leitura!

Qual é o panorama do TDAH no Brasil e no mundo?

O TDAH é um dos transtornos neuropsiquiátricos mais comuns na infância, mas também afeta adultos. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 5% a 8% das pessoas sofrem com a condição em todo o mundo.  

Por isso, é claro que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além de intervenções comportamentais e psicoterapêuticas, os medicamentos desempenham um papel muito importante no controle dos sintomas.

Mas, afinal, o que é o TDAH?

Diante disso, é importante relembrarmos algumas das principais características do TDAH. O que causa essa condição? O que pode ser feito para diagnosticá-la? Confira a resposta para essas e outras perguntas logo abaixo!

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que geralmente começa na infância e pode persistir na vida adulta. Ele é caracterizado pela presença de sintomas envolvendo padrões de desatenção, hiperatividade e impulsividade.

E é claro que isso afeta no dia a dia dessas pessoas, certo?

Embora muitas pessoas associem o TDAH apenas a crianças hiperativas, o transtorno pode se manifestar de diferentes formas, dependendo do subtipo e da idade do indivíduo.

Quais são os sintomas da condição?

Os sintomas do TDAH podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente se enquadram em duas categorias principais: desatenção e hiperatividade/impulsividade.

Confira mais detalhes abaixo!

Sintomas de desatenção

Começaremos com a lista dos sintomas clássicos de desatenção do TDAH. Confira:

  • dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades;
  • facilidade para se distrair com estímulos externos;
  • esquecimento frequente de compromissos ou tarefas;
  • dificuldade em seguir instruções ou concluir atividades;
  • perda frequente de objetos pessoais;
  • evasão de tarefas que exigem esforço mental prolongado.

Sintomas de hiperatividade e impulsividade

Agora, é hora de você conferir os sinais que indicam a presença de hiperatividade e impulsividade nos quadros de TDAH. Os mais comuns são:

  • agitação constante, como mexer as mãos ou os pés;
  • dificuldade em permanecer sentado por longos períodos;
  • fala excessiva e interrupção frequente de conversas;
  • dificuldade em esperar a vez em filas ou jogos;
  • impulsividade em tomar decisões sem considerar as consequências.

Quais são os subtipos de TDAH?

O TDAH é classificado em três subtipos principais, dependendo dos sintomas predominantes. Continue a leitura para saber mais detalhes!

TDAH com predomínio de desatenção

Neste subtipo, os sintomas de desatenção são mais evidentes, enquanto a hiperatividade e a impulsividade são menos pronunciadas.

TDAH com predomínio de hiperatividade/impulsividade

Aqui, os sintomas de hiperatividade e impulsividade são mais proeminentes, enquanto a desatenção é menos evidente.

TDAH combinado

Este subtipo apresenta sintomas significativos de desatenção e hiperatividade/impulsividade. Por isso, algumas pessoas também o chamam de “TDAH misto”.

Quais são as causas do TDAH?

O que causa o TDAH ainda não foi compreendido pela ciência, mas pesquisas sugerem que uma combinação de fatores genéticos, neurológicos e ambientais desempenha um papel importante.

Vamos conhecer mais detalhes? Veja abaixo!

Fatores genéticos

Estudos mostram que o TDAH tem um forte componente hereditário. Pessoas com parentes próximos que têm TDAH têm maior probabilidade de desenvolver o transtorno.

Fatores neurológicos

Pesquisas de neuroimagem indicam que pessoas com TDAH podem ter diferenças na estrutura e no funcionamento de certas áreas do cérebro, especialmente aquelas envolvidas no controle da atenção, impulsividade e regulação do comportamento.

Fatores ambientais

Alguns fatores ambientais, como exposição a toxinas durante a gravidez, parto prematuro e baixo peso ao nascer, podem aumentar o risco de desenvolver TDAH.

Qual é o impacto do TDAH na vida diária?

O TDAH pode afetar várias áreas da vida. O principal é o desempenho acadêmico, que se caracteriza com dificuldades de concentração e organização que podem levar a baixo desempenho escolar.

Mas isso não é tudo! Os relacionamentos também podem sofrer por conta da impulsividade e a desatenção, que podem causar conflitos em relacionamentos pessoais e profissionais.

Por fim, as pessoas com essa condição também sofrem com a autoestima. Por isso, crianças e adultos com TDAH podem desenvolver baixa autoestima devido às dificuldades enfrentadas.

Como é feito o diagnóstico do TDAH?

Não há um teste que dê positivo para TDAH. Por isso, o diagnóstico da condição é clínico e baseado em critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). O processo geralmente envolve:

  • entrevista clínica, na qual o médico ou psicólogo realiza uma entrevista detalhada com o paciente e, no caso de crianças, com os pais ou cuidadores;
  • avaliação de sintomas, que são avaliados com base em questionários e escalas de avaliação;
  • histórico médico e escolar, que são ferramentas úteis para identificar padrões de comportamento consistentes com o TDAH;
  • exclusão de outras condições, momento em que o profissional de saúde deve descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como ansiedade, depressão ou distúrbios do sono.

Além disso, são feitos vários testes com psiquiatras, neuropsicológicos ou neuropsicopedagogos, a fim de identificar padrões de comportamento e de funcionamento cerebral compatíveis com o transtorno.

Como é feito o tratamento do TDAH?

O tratamento do TDAH geralmente envolve uma abordagem multimodal, que combina intervenções medicamentosas e não medicamentosas.

Medicamentos

Os medicamentos mais comumente prescritos para o TDAH incluem:

  • estimulantes, como a Ritalina (metilfenidato) e o Venvanse (lisdexanfetamina), que aumentam a disponibilidade de neurotransmissores como a dopamina e a noradrenalina;
  • não estimulantes, como o Atentah (atomoxetina), que age como um inibidor seletivo da recaptação da noradrenalina.

Terapias comportamentais

As terapias comportamentais são essenciais para ajudar os pacientes a desenvolver habilidades de organização, planejamento e controle de impulsos.

A principal abordagem é a terapia cognitivo-comportamental, focada em mudar padrões de pensamento e comportamento.

Além disso, há um foco importante no treinamento de habilidades sociais — para melhorar a interação social e a comunicação — e o treinamento para pais, para ajudá-los a lidar com os desafios do TDAH e implementar estratégias eficazes em casa.

Apoio educacional

Por fim, as crianças com TDAH podem se beneficiar de adaptações educacionais, como plano de ensino individualizado (PEI) e suporte adicional na sala de aula.

Sendo assim, o TDAH é um transtorno complexo que requer diagnóstico e tratamento adequados para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Com uma abordagem multimodal que inclui medicamentos, terapias comportamentais e apoio educacional, é possível controlar os sintomas e ajudar os indivíduos a terem uma vida bem mais plena!

Qual foi a evolução do tratamento do TDAH?

Agora, é hora de falarmos mais especificamente sobre o tratamento do TDAH. Afinal, esse processo passou por uma grande evolução ao longo dos anos.

Nas décadas de 1930 e 1940, os primeiros medicamentos estimulantes, como as anfetaminas, começaram a ser utilizados. Na década de 1950, o metilfenidato (princípio ativo da Ritalina) foi introduzido e se tornou um dos pilares do tratamento.

Mais recentemente, novas opções terapêuticas foram desenvolvidas, como a lisdexanfetamina (Venvanse) e a atomoxetina (Atentah). Esses medicamentos oferecem mecanismos de ação diferentes e podem ser mais adequados para determinados perfis de pacientes.

Ritalina, Venvanse e Atentah: vamos falar sobre esses medicamentos?

Chegou o momento de falarmos sobre os fármacos utilizados no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Vamos lá? Continue para conhecer as características de cada um deles!

Ritalina

A Ritalina é, sem dúvida, um dos medicamentos mais conhecidos e utilizados no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Seu princípio ativo, o metilfenidato, é um estimulante do sistema nervoso central (SNC) que atua de forma eficaz no controle dos sintomas do TDAH.

Vamos entender melhor como ele funciona e quando pode ser uma boa opção para os pacientes!

Mecanismo de ação

Vamos começar falando sobre como a Ritalina age no organismo. O metilfenidato aumenta a disponibilidade de dois neurotransmissores essenciais: a dopamina e a noradrenalina.

Essas substâncias estão diretamente envolvidas em processos como atenção, motivação e regulação do humor. Em termos simples, a Ritalina ajuda a "sincronizar" as áreas do cérebro que estão um pouco "fora de sintonia" no TDAH, melhorando o foco e reduzindo a impulsividade.

Indicações

Agora, é hora de falarmos sobre as principais indicações da Ritalina. A primeira, claro, é o tratamento do TDAH. Nesse caso, o fármaco é útil tanto para crianças, quanto para adolescentes e adultos.

Além disso, ele também pode ser utilizado no tratamento da narcolepsia, uma condição que causa sonolência excessiva durante o dia. Para esses pacientes, a Ritalina ajuda a manter o estado de alerta e a melhorar a qualidade de vida.

Como tomar?

Vamos falar sobre a administração da Ritalina, algo que sempre gera dúvidas. Para crianças acima de 6 anos, a dose inicial é de 10 mg por dia, podendo ser ajustada até 60 mg/dia, dependendo da resposta clínica.

Já para adultos, a dose inicial varia entre 20-30 mg/dia, podendo chegar a 80 mg/dia. Uma dica importante: a Ritalina deve ser tomada preferencialmente pela manhã, para evitar interferências no sono. Afinal, ninguém quer ficar acordado à noite por causa do medicamento, certo?

Efeitos colaterais

Como todo medicamento, a Ritalina pode apresentar alguns efeitos adversos. Os mais comuns incluem:

  • redução do apetite, algo que pode ser um desafio, especialmente em crianças;
  • insônia, por isso a importância de tomar a medicação pela manhã, a fim de não prejudicar o sono à noite;
  • dor de cabeça, geralmente leve e transitória;
  • nervosismo e agitação, algo que é mais comum no início do tratamento;
  • aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. Por isso, monitore esses parâmetros, especialmente em pacientes com histórico cardiovascular.

Quais são as vantagens?

A Ritalina tem algumas características que a tornam uma opção interessante:

  • efeito rápido, pois em cerca de 30 minutos, o paciente já pode sentir os benefícios;
  • custo acessível, já que comparado a outras opções, a Ritalina costuma ser mais econômica.

E as desvantagens?

Tudo tem dois lados, certo? Por outro lado, também existem alguns pontos que precisam ser considerados:

  • risco de dependência, já que por ser um estimulante, há um potencial de dependência física e psíquica (daí a tarja preta);
  • duração limitada, pois a versão convencional tem efeito de 4 a 6 horas, o que pode exigir doses múltiplas ao longo do dia.

Venvanse

Seguindo em frente, é hora de falarmos sobre o Venvanse. Essa é outra opção sólida no tratamento do TDAH, especialmente para quem busca um efeito mais prolongado.

Seu princípio ativo, a lisdexanfetamina, é um pró-fármaco que se converte em dexanfetamina no organismo, garantindo um efeito mais estável e duradouro.

Mecanismo de ação

Assim como a Ritalina, o Venvanse aumenta a liberação de dopamina e noradrenalina, mas com um perfil de ação mais prolongado. Isso ajuda a melhorar a atenção, o foco e o controle dos impulsos de forma consistente ao longo do dia.

Indicações

Agora, vamos falar sobre as indicações do Venvanse. Ele é indicado para o tratamento do TDAH em crianças, adolescentes e adultos. Além disso, também pode ser utilizado no tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) em adultos, ajudando a controlar os episódios de compulsão.

Como tomar?

A administração do Venvanse é bem simples. A dose inicial é de 30 mg/dia, podendo ser ajustada até 70 mg/dia, dependendo da resposta do paciente. Uma dica importante: ele deve ser tomado pela manhã, já que o efeito pode durar até 12 horas. Isso é ótimo para quem quer evitar múltiplas doses ao longo do dia.

Efeitos colaterais

O Venvanse também pode apresentar efeitos adversos. Os mais comuns incluem:

  • redução do apetite, algo que pode ser um desafio, especialmente em crianças, que podem ser naturalmente mais seletivas;
  • xerostomia, um efeito bastante relatado pelos pacientes;
  • insônia, assim como a Ritalina, e por isso o melhor horário para tomá-lo é durante a manhã;
  • irritabilidade, que costuma ser comum no início do tratamento;
  • aumento da pressão arterial e frequência cardíaca, fazendo com que o monitoramento também seja essencial em pacientes cardiopatas.

Quais são as vantagens?

O Venvanse tem algumas características que o destacam:

  • efeito prolongado, já que uma única dose pode cobrir todo o dia, o que é ótimo para a adesão ao tratamento;
  • menor potencial de abuso quando comparado à Ritalina, já que o Venvanse tem um perfil mais seguro nesse aspecto.

E as desvantagens?

Por outro lado, também existem alguns pontos que precisam ser considerados:

  • o custo mais elevado, que pode ser uma barreira para alguns pacientes.
  • em alguns casos, os efeitos adversos podem ser mais pronunciados.

Atentah

Finalmente, chegamos à novidade no tratamento do TDAH! O Atentah é uma alternativa interessante, especialmente para pacientes que não respondem bem aos estimulantes ou têm contraindicações para seu uso.

Seu princípio ativo, a atomoxetina, age de forma diferente, sem ser um estimulante. Assim, é uma alternativa interessante para grupos que normalmente não se dão muito bem com a Ritalina ou com o Venvanse.

Mecanismo de ação

A atomoxetina é um inibidor seletivo da recaptação da noradrenalina. Em vez de aumentar a liberação de neurotransmissores, ela impede que a noradrenalina seja "recapturada" pelos neurônios, aumentando sua disponibilidade no cérebro. Isso ajuda a melhorar a atenção e reduzir a impulsividade.

Indicações

Quem pode tomar esse medicamento? De modo geral, ele é indicado para o tratamento do TDAH em crianças, adolescentes e adultos. É uma opção interessante para pacientes que não toleram ou não respondem bem aos estimulantes tradicionais.

Como tomar?

A administração do Atentah varia de acordo com o peso do paciente. Para pacientes com até 70 kg, a dose inicial é de 0,5 mg/kg/dia, podendo ser ajustada até 1,2 mg/kg/dia.

Já para adultos e pacientes acima de 70 kg, a dose inicial é de 40 mg/dia, com ajustes possíveis até 100 mg/dia. Uma dica: ele pode ser tomado em dose única pela manhã ou em duas doses divididas (manhã e final da tarde).

Efeitos colaterais

Agora, chegou a hora de conferir os efeitos adversos que o Atentah pode causar. Os mais comuns incluem:

  • náusea, geralmente leve e transitória;
  • boca seca, que novamente aparece por aqui como um efeito frequente;
  • fadiga, também mais frequente no início do tratamento;
  • tontura, normalmente leve e transitória;
  • diminuição do apetite;
  • e, novamente, um leve aumento da pressão arterial.

Quais são as vantagens?

O Atentah tem algumas características que o destacam:

  • baixo risco de dependência, já que por não ser um estimulante, o Atentah é uma opção mais segura nesse aspecto;
  • efeito contínuo, pois o efeito é mantido ao longo do dia, sem picos abruptos;
  • alternativa para não respondedores, ou seja, ideal para pacientes que não toleram ou não respondem bem aos estimulantes.

E as desvantagens?

Por outro lado, também existem alguns pontos que precisam ser considerados:

  • efeito mais lento, já que pode levar algumas semanas para que os benefícios sejam perceptíveis;
  • custo mais elevado, especialmente quando comparado à Ritalina.

Hora do resumo! Quais são as características de cada um desses medicamentos?

Falamos muito nos últimos minutos, certo? Então, é hora de você conferir um quadro explicativo com um resumo de tudo o que foi dito ao longo do texto, até agora. Pode usar como “cola” no dia a dia — faz parte! — ou simplesmente para ajudá-lo a relembrar desses detalhes e fixá-los em sua mente!

LINK PARA A TABELA: https://ibb.co/B2tqdDGP

Como escolher o medicamento ideal para o seu paciente?

Como você viu, a escolha entre Ritalina, Venvanse e Atentah depende de vários fatores, incluindo o perfil do paciente, a gravidade dos sintomas e a presença de comorbidades. Aqui estão algumas considerações importantes para levar para a sua prática clínica!

Ritalina

Indicada para pacientes que precisam de um efeito rápido e de curta duração. Pode ser uma boa opção para crianças e adolescentes, mas requer monitoramento devido ao risco de dependência.

Venvanse

Ideal para pacientes que precisam de um efeito prolongado e preferem uma dose única diária. Também é uma opção para adultos com TDAH ou Transtorno de Compulsão Alimentar.

Atentah

Recomendado para pacientes que não respondem bem aos estimulantes ou têm histórico de abuso de substâncias. Também é uma opção para quem busca um tratamento com menor risco de dependência.

Como orientar o meu paciente quanto à administração desses fármacos?

A administração correta dos medicamentos para o TDAH é essencial para garantir a eficácia do tratamento e minimizar os efeitos colaterais. Como médico, você pode orientar seus pacientes com dicas práticas e estratégias que facilitem a adesão ao tratamento e o monitoramento dos resultados. Abaixo, apresentamos sugestões para ajudar nessa tarefa!

Explique a importância do horário de administração

A maioria dos medicamentos para TDAH (como Ritalina e Venvanse) deve ser administrada pela manhã para evitar interferências no sono. Explique que tomar o remédio logo após acordar ajuda a maximizar os efeitos durante o dia.

Além disso, se o paciente estiver usando medicamentos de curta duração (como a Ritalina convencional), sugira que a segunda dose seja tomada no início da tarde, evitando horários próximos ao sono noturno.

Para pacientes que usam atomoxetina (Atentah), oriente que o medicamento pode ser tomado em dose única pela manhã ou em duas doses (manhã e final da tarde), dependendo da tolerância e da resposta clínica.

Sugira a criação de um diário de sintomas

Incentive o paciente a anotar em um diário:

  • horário de administração do medicamento;
  • melhora dos sintomas (atenção, hiperatividade, impulsividade);
  • efeitos colaterais (insônia, redução do apetite, irritabilidade etc.);
  • qualidade do sono e do humor.

O diário ajuda a identificar padrões, ajustar doses e fornecer informações valiosas para o acompanhamento médico. E pode ser feito com aplicativos ou até mesmo nas anotações do celular, sem problemas!

Oriente sobre alimentação e hidratação

Explique também que os medicamentos podem ser tomados com ou sem alimentos, mas que uma refeição leve pode ajudar a reduzir possíveis náuseas (especialmente com o Atentah).

Como alguns medicamentos (Ritalina e Venvanse) podem reduzir o apetite, sugira que o paciente faça refeições balanceadas antes de tomar o remédio ou em horários em que o efeito seja menor.

Por fim, reforce a importância de beber água regularmente, especialmente em casos de boca seca (efeito colateral comum do Venvanse e Atentah).

Destaque a importância do sono

Dormir é fundamental! Por isso, oriente o paciente a evitar medicamentos estimulantes (como Ritalina e Venvanse) no final do dia para não prejudicar o sono.

Para tal, sugira práticas como evitar telas antes de dormir, manter um ambiente escuro e silencioso, e estabelecer horários regulares para dormir e acordar.

E, claro, peça que o paciente registre no diário se está tendo dificuldades para dormir ou acordar durante a noite.

Ensine a monitorar efeitos colaterais

Explique os efeitos colaterais mais frequentes de cada medicamento e oriente o paciente a relatar imediatamente efeitos colaterais graves, como taquicardia, alterações de humor intensas ou pensamentos suicidas (raro, mas possível com Atentah).

Incentive a adesão ao tratamento

Por fim, explique que os medicamentos para TDAH funcionam melhor quando usados de forma consistente. Interromper o tratamento sem orientação médica pode levar à piora dos sintomas.

Diante disso, sugira que o paciente use alarmes, aplicativos ou caixinhas de comprimidos organizadoras para não esquecer de tomar o remédio.

Para fechar, encoraje o paciente a relatar qualquer dificuldade ou dúvida durante o tratamento, como esquecimento de doses ou sensação de ineficácia.

Chegamos ao fim do nosso bate-papo! A Ritalina, o Venvanse e o Atentah são medicamentos eficazes no tratamento do TDAH, cada um com suas particularidades. Enquanto a Ritalina e o Venvanse são estimulantes que agem rapidamente, o Atentah oferece uma abordagem não estimulante com menor risco de dependência.

Sendo assim, a escolha do medicamento deve ser feita em conjunto com um médico, considerando as necessidades e o perfil do paciente. Se você está em busca de mais informações sobre TDAH e tratamentos, inscreva-se na nossa newsletter e fique por dentro de todas as novidades!

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