Como otimizar o fluxo de pacientes no hospital

A graduação em Medicina oferece ao médico uma base muito sólida para atuar profissionalmente. Mas será que essa base é suficiente para um médico gestor? Será que os seis anos de faculdade vão ensinar a otimizar o fluxo de pacientes no hospital?

Bem, sabemos que não. Na verdade, a carreira médica é marcada por uma série de desafios não só associados à saúde, mas também à administração. Sem um bom médico, a saúde pode colapsar, assim como aconteceria sem bons gestores.

Por isso, qualquer estabelecimento de saúde, desde as pequenas clínicas aos grandes hospitais, deve contar com um planejamento estratégico bem estruturado. Isso vai ser benéfico tanto para a instituição de saúde, como também para aqueles que usufruem dos serviços. Continue a leitura!

Entenda a importância da experiência do paciente

Como dito, manter um bom fluxo de pacientes no hospital é benéfico tanto para administração do local, como também para as equipes e, claro, para os próprios pacientes. Entenda o motivo!

Maior segurança e qualidade

Uma boa administração hospitalar tem cada processo na palma da mão. Isso significa que se sabe exatamente o que, onde e como tudo está acontecendo. Em outras palavras, padroniza os processos e, consequentemente, adquire mais segurança e qualidade na realização deles.

E isso não é diferente com o fluxo de pacientes! Imagine só se, por algum motivo, determinado leito amanhece vazio. Será que o paciente ganhou alta? Foi transferido? Ou será que fugiu? Pois bem, o controle de fluxo bem feito é capaz de responder a essas perguntas.

Além da segurança, a qualidade não fica de fora, afinal, um bom fluxo de pacientes demonstra agilidade no tratamento deles. Quem não quer ser rapidamente atendido e ter seu problema solucionado?

Aumento da produtividade

Agora, vamos lidar com uma consequência básica da otimização do fluxo de pacientes: a maior produtividade. Se mais pacientes são atendidos, com uma boa prestação de serviços e mantendo, sem dúvidas a produtividade é beneficiada.

Dessa forma, é possível garantir uma melhor experiência não só para o paciente, mas também para o hospital. Em outras palavras, indica diretamente a qualidade do serviço prestado e, claro, mantém a rotatividade de leitos para atender cada vez mais pessoas.

Veja por que monitorar métricas de atendimento

É muito óbvio pensar que um hospital tem um fluxo de pacientes, mas como saber se ele funciona da melhor forma possível? Pois bem, para determinar se o fluxo é bom ou não, é preciso contar com algumas métricas ou indicadores de sucesso.

Tempo de permanência

Uma das situações que mais prejudica a rotatividade de pacientes é justamente o maior tempo de ocupação de leitos. De fato, alguns pacientes apresentam quadros que vão requerer maior tempo de internação. Mas é preciso ter bastante cuidado!

Não é só o tempo de internação que deve ser avaliado. É preciso medir todo o tempo que o paciente passa no hospital, desde o período em que aguarda atendimento até o prazo estimado para uma troca de leito. Viu como envolve desde as pequenas às maiores esferas?

Perfil de readmissões

Agora, outro indicador importante: as readmissões. Vimos que algumas doenças requerem maior tempo de internação, mas e se esse tempo extrapolar o ideal? Ou, pior, e se os pacientes precisarem ser readmitidos com frequência?

São situações que precisam ser cuidadosamente avaliadas, uma vez que representam a linha tênue entre a história natural da doença ou alguma iatrogenia que passa despercebida. Seja qual for o fator, é preciso ter estes dados para conseguir buscar maneiras de se otimizar e melhorar o fluxo de pacientes.

Erros no fluxo

Complementando a ideia acima, os indicadores são importantes para traduzir, direta ou indiretamente, aquilo que se passa em um hospital. Se um pós-operatório tem previsão para durar um dia de internação, o que fazer se ele durar cinco?

Embora pareçam apenas números, eles podem retratar aspectos mais profundos não só no fluxo de pacientes, mas na atuação médica como um todo. Então, atenção redobrada com os indicadores!

Pontos de intervenção

Assim como é importante monitorar as métricas para detectar erros, é preciso ficar de olho nos resultados para saber como intervir. Vimos, acima, um exemplo simples sobre permanência pós cirúrgica.

Se determinada cirurgia está associada a maior tempo de permanência, o que será que pode ser feito para diminuir isso? Fugindo da área médica, se determinada ala do hospital demora para mais transferir leitos, será que a equipe precisa de um treinamento?

São apenas reflexões, mas que mostram a importância dos indicadores para a gestão de leitos.

Saiba como melhorar o fluxo de pacientes

Agora, vamos ser bem diretos: confira as dicas para melhorar o fluxo de pacientes no seu hospital!

Determine indicadores de qualidade

Que os indicadores são importantes você já sabe! Mas com o é possível determinar quais são eles? Bem, isso vai depender da realidade de cada instituição. Comece pelos mais simples, como a porcentagem de readmissões, leitos mais ocupados e tempo de espera.

Aos poucos, você pode ir aumentando a gama de indicadores trabalhados. Só não se esqueça de contar com uma boa equipe de análise de dados para não se perder no meio deles!

Reveja cada tempo de espera

A jornada do paciente no hospital é composta por uma série de etapas: recepção, triagem, atendimento, internação, pré-operatório, pós-operatório... Esses são apenas alguns exemplos, mas ao medir o tempo dos pacientes em cada uma delas, podemos identificar um tempo excessivo em certa etapa.

Sendo assim, busque associar ao tempo envolvido dados como o perfil do paciente e as comorbidades associadas.

Integre cada setor do hospital

A integração entre setores é fundamental para o trabalho de todas as equipes. Isso envolve médicos, enfermeiros, técnicos, limpeza, dentre outros. A partir do momento em que há integração entre setores, a comunicação entre eles e, consequentemente, a gestão de pacientes, ocorre de maneira facilitada.

Portanto, a partir do momento que um paciente ganha alta, por exemplo, a comunicação rápida entre setores pode disponibilizar o leito em um tempo cada vez mais rápido.

Otimize serviços não-clínicos

Por fim, as equipes que não atuam diretamente na área clínica podem otimizar, e muito, o fluxo dos pacientes. Aqui, envolve recepcionistas, administrativos, limpeza, camareiros, dentre outros. Mostra, portanto, que todas as equipes devem estar bem alinhadas no funcionamento hospitalar.

Viu só como o fluxo de pacientes exige um conhecimento extracurricular à faculdade? Por isso, os médicos que desejam ser gestores precisam apostar na educação continuada. Dessa forma, se capacitam para atuar numa área tão desafiadora quanto a médica: a administrativa.

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