A International Diabetes Federation estima que 463 milhões de pessoas vivam com diabetes em todo o mundo. Já a Organização Mundial da Saúde afirma que, em 2016, 1,9 bilhão de pessoas, no mundo, estavam acima do peso, das quais 650 milhões tinham obesidade. Combinadas, diabetes e obesidade formam, portanto, um dos maiores desafios da medicina e a expectativa é de que o número de pessoas atingidas pelos problemas, inclusive de forma conjunta, continue aumentando.
Sendo assim, preparar-se para os desafios de lidar com essas doenças é essencial, principalmente em situações em que elas coexistem, o que já vem sendo chamado internacionalmente de “diabesity”, como será mostrado ao longo deste conteúdo. Para saber mais, basta continuar a leitura!
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Diabetes mellitus: por que o problema é alarmante?
Considerado um problema de saúde pública, o diabetes mellitus (DM) deve atingir, até 2045, cerca de 629 milhões de pessoas, a maioria com diabetes tipo 2. Somente no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a cada 2 minutos um novo caso de diabetes é diagnosticado. E o dado se torna ainda mais preocupante ao considerarmos que cerca de 40% das pessoas na América Latina têm diabetes, mas seguem sem diagnóstico do problema, segundo estimativas das autoridades em saúde.
Além de ser grande responsável pelos índices de mortalidade, o diabetes mellitus está entre as principais causas de insuficiência renal, cegueira, infarto do miocárdio, amputações e outras complicações. Há ainda outro agravante: a Sociedade Brasileira de Diabetes acredita que entre 60% e 90% dos portadores de DM2 tenham algum grau de obesidade, e que a incidência desse complicador seja maior após os 40 anos de idade.
Obesidade e suas proporções pandêmicas
Atingindo quase 2 bilhões de pessoas, o sobrepeso e a obesidade constituem um problema que duplicou de tamanho entre 1980 e 2014, de acordo com dados da OMS. No Brasil, dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel, 2019) mostram que a prevalência da doença aumentou 72% em 13 anos, saindo de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019.
Contudo, não é só o excesso de peso que preocupa os profissionais de saúde. Sabe-se que o risco para o desenvolvimento de outras doenças associadas ao sobrepeso está no acúmulo de gordura na região abdominal. Logo, pessoas com maior deposição de gordura no abdômen são mais propensas ao desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica (HAS), hiperglicemia, dislipidemia e eventos cardiovasculares, tais como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
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