A tecnologia é uma ferramenta fundamental no cenário da atualidade, sobretudo quando se fala em saúde. Sem dúvida, a chegada do prontuário eletrônico no ambiente hospitalar e ambulatorial foi uma mudança importante e de grande utilidade, tanto para os profissionais quanto para os pacientes.
O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é um recurso que vem sendo bastante utilizado e apresenta vários benefícios, como a concentração e segurança das informações do paciente e a agilidade no atendimento.
Com o uso do PEP, é possível acompanhar todo o histórico do paciente, facilitando assim a comunicação dos profissionais de saúde sobre as condutas a serem tomadas.
No final de 2016, o Ministério da Saúde declarou que os municípios brasileiros deveriam adotar o sistema de prontuário eletrônico em todas as áreas de serviços da Atenção Básica. Com isso, foi criado o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), um software que concentra todas as informações clínicas e administrativas do paciente no contexto da Unidade Básica de Saúde.
O principal objetivo desse sistema é otimizar os atendimentos, com acesso mais rápido ao histórico de saúde do paciente, além de diminuir os gastos com impressão de exames. Essa plataforma eletrônica é totalmente integrada ao Cartão Nacional de Saúde, permitindo que o cadastro do cidadão seja registrado e mantido em segurança.
Principais vantagens do Prontuário Eletrônico (2025)
- Segurança: criptografia, senhas e acesso restrito.
- Integração: histórico único, visão completa do paciente.
- Agilidade: consultas, exames e prescrições em tempo real.
- Armazenamento em nuvem: elimina papéis e CDs.
- Menos erros: fim da ilegibilidade e falhas de transcrição.
Neste post abordaremos as vantagens do Prontuário Eletrônico do Paciente e os cuidados necessários para que as informações estejam devidamente seguras.
O que mudou desde 2018, quando escrevermos esse post pela primeira vez, no prontuário eletrônico?
De lá para cá, o uso do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) avançou de forma significativa. A pandemia de Covid-19 acelerou a digitalização em saúde e impulsionou a integração entre prontuário eletrônico e telemedicina, permitindo consultas remotas mais seguras. Outro ponto relevante foi a adoção crescente da nuvem para armazenamento de dados, reduzindo custos de infraestrutura e ampliando a acessibilidade. Além disso, o avanço da inteligência artificial trouxe ferramentas de apoio ao diagnóstico e alertas automáticos de riscos, enquanto novas regulamentações da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) reforçaram as exigências de segurança e privacidade das informações médicas.
Vantagens do prontuário eletrônico
Segurança dos dados
As informações do paciente ficam armazenadas no sistema, sendo possível o acesso apenas com documentos pessoais.
Informações integradas
Permite uma avaliação integral do paciente, pois é possível ver a conduta tomada por outros profissionais. Tudo isso faz com que os diagnósticos sejam mais concretos e a terapêutica mais assertiva.
Guarda dos registros por tempo indeterminado
Cria-se um histórico de cada paciente, sem a necessidade de espaço físico, como teria que existir no caso de prontuários em papéis. Como o armazenamento dos registros é eletrônico, as informações dificilmente são descartadas.
Atualização em tempo real
Uma informação não obtida na primeira consulta pode ser conseguida em outro momento e atualizada em tempo hábil.
Agilidade no atendimento
Consiste em um preenchimento rápido das informações de anamnese, exames, prescrições, entre outros procedimentos. A verificação de tais dados também ocorre rapidamente.
Eliminação de erros de transcrição e letras ilegíveis
No momento da escrita, podem haver enganos devido à ilegibilidade do documento. Quando isso passa a ser eletrônico, o profissional de saúde não se preocupa mais com esse problema.
Visto o quanto esse processo é repleto de vantagens, é importante também se inteirar sobre como proceder com a implantação.
A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), junto com o Conselho Federal de Medicina, vem desde 2002 trabalhando para que o prontuário eletrônico seja implementado nas Unidades de Saúde de forma efetiva. No site da SBIS, encontra-se toda a documentação de certificação digital para a implantação do sistema, como afirma este blog sobre certificação digital.
É sempre importante lembrar que a transferência dos prontuários em papel para o meio eletrônico deve ser feita em etapas, para que não existam erros ou falhas de digitação. Coloque uma pessoa responsável para essa transição e divida a transferência a partir das áreas médicas com as quais cada paciente teve contato. Considere também todas as consultas realizadas. O processo de transferência é mesmo demorado, mas compensa no final, pois se traduz em mais agilidade no atendimento.
O sistema é realmente seguro?
A grande preocupação quando se fala em tecnologia é a real segurança dos dados. Nesse sistema estão contidas informações pessoais de cada cidadão, todo o seu histórico de saúde e as possíveis intervenções realizadas. Por isso a necessidade de ser bastante seguro.
É possível afirmar que o prontuário eletrônico é o meio mais seguro quando se fala em armazenamento de dados. A ferramenta é criptografada, além de conter nomes de usuários e senhas para o acesso, ou seja: pode-se controlar quem vai acessar o sistema. O armazenamento não é mais em gavetas e sim em nuvem, isto é: o usuário consegue conectar-se de onde estiver, seja por meio de computador ou celular, a qualquer momento, para acessar as informações necessárias.
Para que se tenha ainda mais segurança, seguem algumas dicas no trato das informações do PEP:
- não utilize Wi-Fi público;
- crie senhas difíceis, que tenham caracteres, números e letras;
- utilize extensões em seu navegador.

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