Como é a carreira do médico na Otorrinolaringologia?

A Otorrinolaringologia é uma especialidade médica que estuda e trata as doenças relacionadas ao ouvido, nariz e garganta. É uma área bastante abrangente e relevante da prática médica, pois envolve 3 dos 5 sentidos humanos: audição, olfato e paladar. Além disso, é uma especialidade que se desenvolveu muito nas últimas décadas, incorporando novas tecnologias, tratamentos e técnicas cirúrgicas.

Mas como é a carreira na Otorrinolaringologia? Quais são os desafios e as oportunidades para quem escolhe essa área? Neste artigo, vamos abordar alguns aspectos relevantes sobre o a carreira do otorrino, a remuneração, o mercado de trabalho e a procura dos médicos por essa especialidade.

Como é o trabalho do médico otorrinolaringologista?

O otorrinolaringologista é um médico clínico-cirúrgico, ou seja, ele pode atuar tanto no consultório quanto no centro cirúrgico. Isso significa que ele tem uma rotina variada e dinâmica, podendo distribuir seus cronogramas semanais entre consultas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias e plantões.

Nesse contexto, o médico otorrinolaringologista é o especialista que cuida das doenças relacionadas ao ouvido, nariz e garganta. Algumas das doenças mais comuns que o otorrinolaringologista trata são:

  • sinusite
  • rinite
  • otite
  • amigdalite
  • faringite
  • laringite
  • ronco
  • apneia do sono
  • labirintite
  • surdez
  • zumbido
  • câncer de cabeça e pescoço

No consultório, o otorrinolaringologista costuma atender pacientes adultos e pediátricos com queixas como infecções respiratórias, otites, obstrução nasal crônica, roncos, perda auditiva, entre outras. Ele também realiza exames como videolaringoscopia, videoendoscopia nasal e diagnóstico de vestibulopatias periféricas. A rotina no consultório costuma ser mais tranquila do que em hospitais.

No centro cirúrgico, o otorrinolaringologista realiza intervenções como adenoamigdalectomia (retirada das amígdalas e adenóides), timpanoplastia (reconstrução do tímpano), septoplastia (correção do desvio do septo nasal), entre outros procedimentos. As cirurgias podem ser realizadas em hospitais públicos ou privados, dependendo da demanda e da disponibilidade do médico.

Nos plantões, o otorrinolaringologista atende casos de urgência e emergência relacionados à sua área de atuação. Por exemplo, ele pode remover corpos estranhos do ouvido, nariz ou garganta; tratar sangramentos nasais; realizar traqueostomias; entre outros. Os plantões podem ser mais estressantes e exigir mais disponibilidade de tempo do médico.

Como se tornar um médico otorrinolaringologista?

Para se tornar um médico otorrinolaringologista, é preciso fazer a graduação em medicina, que dura, em média, seis anos. Em seguida, o médico pode fazer a residência médica em otorrinolaringologia ou um curso de pós-graduação lato sensu e prova de título de especialista concedido pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Qual o salário do otorrinolaringologista?

A remuneração do otorrinolaringologista depende de vários fatores, como a região onde ele trabalha, a carga horária, o tipo de vínculo empregatício (público ou privado), a experiência profissional e a qualificação. De acordo com plataformas de empregabilidade como a Catho, Salários e Glassdoor, a média salarial do otorrinolaringologista no Brasil é de R$ 6.249,35 para uma jornada de trabalho de 20 horas semanais. Já o teto salarial nacional dos otorrinos pode chegar a R$ 13 mil por mês.

O otorrinolaringologista pode trabalhar em clínicas privadas, hospitais públicos ou investir em seu próprio consultório. Na atuação clínica e hospitalar ele recebe de acordo com a sua produtividade, baseada em valores de consultas e procedimentos particulares ou nos valores estabelecidos pelos planos de saúde. Já com um consultório próprio, o otorrino precisa realizar um investimento inicial para equipar o consultório e arcar com os custos operacionais.

O mercado de trabalho na Otorrinolaringologia

O mercado de trabalho para o otorrinolaringologista é amplo no Brasil. Segundo o estudo Demografia Médica no Brasil 2023, existem 8.100 médicos titulados em Otorrinolaringologia no país, o que representa 1,6% do total de médicos brasileiros.

A procura pela carreira na Otorrinolaringologia

A procura pela formação em Otorrinolaringologia nas universidades brasileiras é alta, embora a oferta de vagas seja limitada. De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), existem 113 programas de residência médica em otorrinolaringologia no país, que oferecem cerca de 300 vagas por ano. Para ingressar na residência médica, os candidatos devem passar por um processo seletivo que envolve provas teóricas e práticas.

Uma alternativa muito atraente para os profissionais que desejam buscar a formação na área é o curso de pós-graduação lato sensu em Otorrinolaringologia.

Como é a pós-graduação lato sensu em Otorrinolaringologia?

A pós-graduação lato sensu em Otorrinolaringologia é um curso que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos e as habilidades dos médicos que desejam atuar na área.

O objetivo da pós-graduação lato sensu em Otorrinolaringologia é capacitar os profissionais para lidar com casos mais complexos e específicos da especialidade, como procedimentos endoscópicos nasais, otoneurologia, implantes cocleares, rinoplastia, entre muitos outros. A pós-graduação lato sensu em Otorrinolaringologia é uma forma de aprimorar os conhecimentos e as competências dos médicos que desejam se destacar na área e oferecer um atendimento de qualidade aos seus pacientes.

Para se inscrever na pós-graduação lato sensu em Otorrinolaringologia, é preciso ter concluído a graduação em Medicina com diploma válido em território nacional.

Em breve, a Afya Educação Médica, ex-IPEMED lançará o curso de Pós-graduação em Otorrinolaringologia, que tem duração de 12 meses, sendo composto por um percentual de aulas teóricas, mas com foco na prática ambulatorial e vivência com pacientes reais, bem como atualizações a respeito de Otologia, Rinologia, Laringologia, Cabeça e Pescoço, além das particularidades da Otorrinopediatria e Otorrinogeriatria.

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Você já pensou em seguir carreira na Otorrinolaringologia? Se sim, como chegou nessa decisão? Conte pra nós!

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