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Tiktokização da atenção: como o uso excessivo de redes sociais pode afetar o cérebro

Tiktokização da atenção: como o uso excessivo de redes sociais pode afetar o cérebro

Seja por conta das poucas opções de lazer durante a pandemia ou pelas atualizações constantes que tornam as redes sociais ainda melhores, é cada vez maior o número de usuários que passam horas online quase todos os dias.

Embora as redes permitam a conexão com amigos e ajudem muitas pessoas a se informar de forma rápida, o uso excessivo de redes sociais também é responsável por diversos impactos negativos na saúde física e mental, como a síndrome do pescoço de texto e o que tem sido chamado de "tiktokização da atenção", fenômeno de diminuição da capacidade de atenção pelo excesso de exposição aos conteúdos curtos da rede.

Neste post, você vai entender melhor o que podemos definir como redes sociais e por que elas têm uma relação direta com a dopamina, hormônio relacionado à sensação de prazer no cérebro. Além disso, você vai descobrir como o uso excessivo está por trás de problemas graves na memória, atenção e autoestima. Confira!

Antes de tudo: o que são redes sociais?

Embora muitas pessoas saibam dar exemplos que respondem à pergunta "o que é uma rede social?", várias não entendem realmente o que ela é e por que tem esse nome.

Basicamente, chamamos de rede social plataformas que têm a capacidade de conectar indivíduos e possibilitar a comunicação por diversos meios, como mensagens diretas, postagens e outras maneiras de contato.

De certa forma, o conceito de rede social é bastante antigo e bem anterior à internet. Entretanto, foi com a tecnologia que ele ganhou novas proporções, já que era possível se conectar e se comunicar com amigos, familiares e até estranhos e famosos com muito mais velocidade.

Por que seu uso tem aumentado?

Quando falamos do uso das redes sociais, não são poucos os dados que mostram que o número de usuários nas principais redes, como Facebook, Instagram e TikTok, tem se tornado cada vez maior. O TikTok, por exemplo, já alcançou mais de um bilhão de usuários em um único mês simultaneamente no mundo todo. Os dados são da agregadora de pesquisas OpinionBox.

Além do TikTok, outras redes também têm registrado aumentos, mesmo com o número de alertas sobre os perigos do uso excessivo também em alta. Por que isso ocorre? Podemos citar principalmente o refinamento dos algoritmos e a democratização do acesso à internet em todo o mundo.

Quando muitas das redes surgiram nos anos 2000, caso do Facebook e do Instagram, o acesso a computadores pessoais e ao sinal de internet não era tão significativo quanto é hoje, o que sem dúvida aumenta a quantidade de usuários disponíveis diariamente.

Além disso, os algoritmos também se tornaram cada vez mais poderosos e refinados, aumentando sua capacidade de compreender desejos e comportamentos dos usuários e oferecê-los para que o tempo de permanência seja cada vez maior.

Como as redes sociais afetam nosso cérebro?

Como você viu até aqui, o número de usuários nas redes sociais só tende a crescer. Embora existam pontos positivos, já que um grande número de pessoas pode se conectar e expressar pontos de vista, também existem impactos negativos, principalmente quando o assunto é a saúde dos usuários.

A razão pela qual os algoritmos têm se tornado cada vez mais refinados é que eles vêm se transformando em especialistas no disparo da dopamina, hormônio por trás da sensação natural de prazer que sentimos.

Sempre que o cérebro se depara com uma situação que lê como positiva, como encontrar um amigo ou comer uma comida preferida, a dopamina entra em ação, acionando o sistema de recompensa, o que também desperta a vontade de repetir essa experiência positiva.

No caso das redes sociais, a dopamina é ativada toda vez que o usuário recebe uma curtida ou é marcado em uma foto, por exemplo. Recebendo descargas de dopamina sem muito esforço, a tendência é que os usuários se tornem cada vez mais tolerantes, ou seja, precisem cada vez mais de estímulos maiores para sentir a mesma sensação de prazer.

Quando os usuários não recebem curtidas, precisam se afastar do celular e, portanto, não ativam o sistema de recompensa, a tendência é que se sintam tristes e solitários, o que acende um alerta sobre a relação entre o uso excessivo de redes sociais e fenômenos como o abalo na autoestima, a depressão e a chamada síndrome de FOMO, ou Fear of Missing Out. Esta caracteriza o "medo de perder" atualizações e o que está sendo postado quando os usuários não estão ou não podem estar online.

Quais são os impactos negativos das redes sociais no corpo?

Como você viu, a liberação excessiva de dopamina afeta profundamente o cérebro dos usuários que excedem o limite nas redes sociais, o que tem sido cada vez mais frequente principalmente entre a população mais jovem, mas que também ocorre entre a população mais velha.

Mas como isso acontece na prática? A seguir, entenda de forma rápida como o uso excessivo de redes sociais está por trás do foco reduzido, da tiktokização da atenção e dos problemas de saúde físicos.

Dificuldades de foco e tiktokização da atenção

Na Psicologia, a atenção é considerada um processo básico, ou seja, ela é uma função essencial para o organismo humano e nos ajuda a decidir quais elementos focar ou ignorar temporariamente.

Quando acostumamos o cérebro a ter foco apenas por curtos períodos de tempo, que é a duração comum dos vídeos das redes, a capacidade de focar em conteúdos e estímulos mais extensos fica prejudicada, e retornar aos níveis normais pode ser tão difícil quanto romper com a dependência química.

Além da dificuldade de focar em conteúdos maiores, é mais difícil nos concentramos em tarefas que não nos dão a sensação de prazer, embora sejam importantes, como o trabalho ou as atividades domésticas.

Esse padrão causa o que vem sendo chamado de tiktokização da atenção, fenômeno observado em usuários severos da rede social TikTok, que tem como conteúdo principal justamente vídeos curtos entre 10 e 30 segundos e que diminuem o foco dos usuários em outras experiências da vida real.

Problemas de saúde físicos

A saúde mental e os impactos negativos das redes sociais costumam ser bastante associados em discussões sobre uso excessivo, mas esse vício pode afetar a saúde como um todo, inclusive a saúde física.

Um dos problemas de saúde mais comuns e que também está associado ao vício nos telefones e aparelhos eletrônicos portáteis de forma geral é a síndrome do pescoço de texto. Longos períodos de uso do telefone podem causar tensões nos músculos do pescoço, levando a dores e problemas crônicos no futuro.

Outras doenças relacionadas incluem:

  • tendinites;
  • doenças oculares;
  • dores de cabeça e outros sintomas também ligados à abstinência.

Quer saber mais sobre o papel da Medicina e do bem-estar em problemas modernos, como o uso excessivo de redes sociais? Siga no blog da Afya Educação Médica e entenda mais sobre saúde, bem-estar e muito mais!

Neste post, você conferiu um panorama sobre as redes sociais, nome que damos às diversas tecnologias que conectam e permitem a comunicação. Como podemos perceber, elas podem levar a problemas de saúde física e mental quando ocorre a utilização em excesso. No entanto, quando as redes são utilizadas com moderação, podem ser ótimas ferramentas para espalhar informações úteis e conhecimento para seus usuários.

Assim, compartilhe este post no Facebook, Instagram e LinkedIn para que mais pessoas entendam sobre os riscos do uso excessivo das redes sociais!