Saiba tudo sobre a nova Medicina Germânica

A Nova Medicina Germânica (NMG) é uma das práticas da Medicina Integrativa que propõem que a origem das doenças é uma resposta do organismo para se adaptar a uma situação de estresse emocional.

Para os adeptos, trata-se de trabalhar com o paciente a consciência de que o organismo dele encontrou em sua inesgotável criatividade a ​​capacidade de autocura. A NMG surgiu a partir de um trauma vivido por seu criador, que sofreu de um câncer pouco tempo depois do ocorrido. A partir daí, iniciou-se um estudo profundo da relação entre traumas e o aparecimento de doenças. No entanto, frisamos que há também muitas críticas à NMG e não recomendamos o seu uso como única abordagem terapêutica.

Vamos entender seu conceito, história e como funciona? Fique conosco na leitura deste post!

O que é a Nova Medicina Germânica?

A Nova Medicina Germânica (NMG) é um conjunto de princípios de cura descobertos pelo médico alemão Dr. Ryke Geerd Hamer, no início dos anos 1980. Ele identificou correlações entre sintomas físicos, nosso cérebro e sofrimento emocional em nossas vidas (conhecido como “conflito de choque”).

Nesse sentido, a ideia central da NMG é que os traumas fazem com que o corpo responda de maneiras primordiais para nos ajudar a sobreviver. Em outras palavras, os sintomas que consideramos doenças são muitas vezes tentativas do organismo de nos ajudar a resolver um conflito. Cada sintoma está relacionado a um trauma específico.

O Dr. Hamer também fez a descoberta significativa de que existem duas fases possíveis para cada trauma:

  • a fase de estresse, quando ainda estamos chocados com um acontecimento; e
  • a fase de cura, após o trauma ser resolvido — caso seja resolvido.

Alguns traumas, aliás, nunca são resolvidos ao longo da vida, apenas suprimidos ou controlados. Além disso, Hamer descobriu que quando somos atingidos por um trauma, há marcas claras visíveis em uma tomografia cerebral.

História da Nova Medicina Germânica

Alguns anos após ter ido morar na Itália com a família, onde trabalhava com Oncologia, Dr. Hamer enfrentou uma tragédia que mudou dramaticamente o curso de sua história. Enquanto estavam de férias, seu filho Dirk foi mortalmente ferido por duas balas. Após 19 operações, seu filho morreu no hospital e dois meses depois, o Dr. Hamer foi diagnosticado com câncer testicular.

O súbito desenvolvimento da doença o fez considerar a possibilidade de uma relação entre o conflito interno originado pela morte do filho e o desenvolvimento do câncer. Estas questões levaram-no, em 1981, a estudar mais de 200 casos de pacientes com câncer ginecológico, a quem questionou sobre os acontecimentos traumáticos que viveram no passado.

Ele descobriu um padrão: muitos pacientes haviam passado por um evento traumático meses antes do aparecimento da doença. No final de sua carreira, Dr. Hamer afirmou ter confirmado sua teoria em mais de 40 mil casos.

Aprofundando seus estudos sobre o impacto do estresse e do trauma no cérebro, determinou os pilares da NMG, que ficaram conhecidos como "As 5 Leis Biológicas da Nova Medicina", sobre as quais falaremos a seguir.

Quais são os pilares da nova Medicina Germânica?

As 5 leis biológicas de Hamer, base da Nova Medicina Germânica, explicam como os fatos traumáticos geram estratégias defensivas no organismo na busca de ajudar o corpo a resolver esses eventos. Entenda.

1. Lei férrea do câncer

A primeira lei biológica afirma que doenças se originam de um evento grave e inesperado vivenciado pelo indivíduo. Esse conflito gera atividades cerebrais que determinam a reação do corpo na tentativa de resolver aquele evento, originando doenças, como é o caso do câncer.

2. Lei bifásica de todas as enfermidades

Um paciente que não resolveu seu conflito está na primeira fase de conflito ativo, onde predomina o sistema nervoso simpático (chamada de fase fria), com sintomas como pele e extremidades frias, estresse, perda de peso e transtornos do sono.

Se conseguir resolver o conflito, o paciente entra numa segunda fase de cura pós-resolução, na qual predomina o sistema nervoso parassimpático, onde são diagnosticadas doenças "quentes" (reumatismos, infecções, alergias etc.). A segunda fase é a que normalmente acarreta mais riscos, e a cura completa só ocorre após a sua conclusão.

3. Lei do sistema ontogenético de todas as enfermidades

Esta lei é definida pelas modificações fisiológicas sofridas por cada tecido, o que Hamer chamou de “programas especiais” de cada órgão. Baseado na Embriologia, o médico sugere que a progressão da doença é originada no cérebro. Isso explica o surgimento de tumores, úlceras, necroses, comprometimento das funções de um órgão etc.

4. Lei do sistema ontogenético dos microrganismos

Hamer sustenta que os microrganismos, em vez de serem antagônicos ao corpo, na verdade, desempenham um papel necessário na cura, e que algumas das intervenções da Medicina convencional são contraproducentes, por interferirem nesses processos naturais.

5. Lei da quintessência

A quintessência é a explicação do porquê das outras quatro leis. Para Hamer, esta lei elucida os "programas especiais significativos da natureza", desenvolvidos durante a evolução das espécies, para permitir lidar com emergências, transcendê-las, evolucionar e, assim, preservar a vida ― é o instinto de sobrevivência.

Como funciona esse processo de cura da Nova Medicina Germânica?

A capacidade de identificar e resolver o “conflito de choque” original sinalizará ao cérebro para parar as alterações fisiológicas ao nível dos órgãos, muitas vezes levando ao alívio dos sintomas. Logo, a prática da NMG envolve uma colaboração íntima entre o médico e o paciente. O processo terapêutico acontece com os seguintes passos básicos:

  • anamnese: investigação minuciosa para que o médico descubra o que desencadeou o desequilíbrio e o que o corpo está tentando dizer com os sintomas;
  • conexão causa-sintoma: o médico vincula o que o paciente está sentindo à origem emocional do problema;
  • reprogramação biológica: as sessões têm o objetivo de conduzir o organismo a uma auto-organização, a fim de retornar ao estado de funcionamento normal. Para isso, são trabalhadas inúmeras técnicas, como liberação de crenças, mudanças de comportamento, terapia manual etc. Se necessário, uma equipe transdisciplinar pode ser envolvida.

Não há restrições de idade ou tipo de doença

A Nova Medicina Germânica pode ser aplicada desde bebês até idosos, tanto como forma de Medicina Preventiva quanto curativa e atende pessoas com qualquer desconforto físico e/ou emocional.

Dessa maneira, a NMG pode ser combinada com outras especialidades médicas, a fim de contribuir com o tratamento de diversas doenças, desde sinusites e enxaquecas até casos graves de depressão, fobias e câncer.

Vantagens

A Nova Medicina Germânica é defendida por muitos profissionais de saúde como terapia complementar aos tratamentos da Medicina Tradicional. Enquanto esta age diretamente no combate à doença, na abordagem da NMG, a análise dos sintomas da paciente combinada com a de conflitos emocionais permite o desenvolvimento de um plano de tratamento personalizado, que pode incluir psicoterapia, aconselhamento nutricional, suplementos naturais etc.

Muitos pacientes relatam melhorias significativas em sua saúde física e emocional, com diminuição de ansiedade, depressão e efeitos colaterais de tratamentos tradicionais.

Críticas à NMG

Críticos à Nova Medicina Germânica afirmam que esta é uma pseudociência e que todas as experiências dos pacientes são anedóticas, uma vez que esta seria uma prática com roupagem técnico-científica, porém sem qualquer validação.

Além disso, escândalos envolvendo seu criador, o Dr. Hamer, corroboram possíveis “perigos” da utilização da NMG, quando pacientes são levados a tê-la como forma exclusiva de tratamento de doenças graves.

Por exemplo, Hamer perdeu sua licença para exercer a Medicina em 1986 e foi investigado várias vezes por alegações de negligência médica e de causar a morte de pacientes. Ele chegou a cumprir pena entre 2004 e 2006, na França, por acusações de fraude e prática ilegal da Medicina.

Além disso, a tese de Hamer sobre a NMG, apresentada à Universidade de Tübingen (Alemanha), foi rejeitada após vários exames por vários membros da faculdade de Medicina, que concluíram que seu trabalho carecia de métodos científicos e reprodutibilidade e seus argumentos não apoiavam suas teorias.

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De qualquer maneira, a Nova Medicina Germânica vem sendo trabalhada por muitos profissionais competentes da área da saúde ao redor do mundo, que compreendem seu papel como terapia complementar ao tratamento de doenças, pelo fato de ela agir no âmbito emocional do paciente. Inclusive, não são poucos os relatos de pacientes que vivenciaram grandes mudanças em seu bem-estar geral com o apoio das práticas da NMG.

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