Conheça os 4 principais tipos de tomografia

Apr 02, 2025 . 12 minutos de leitura
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Os exames por imagens possibilitam diagnósticos mais ágeis e tratamentos mais eficazes. Confira 4 tipos de tomografia e como podem ser aplicadas na investigação de doenças!

Os exames por imagem são uma parte essencial da Medicina, pois permitem diagnósticos mais precisos e decisões médicas mais direcionadas. Nesse contexto, a tomografia é um recurso imprescindível para a avaliação de condições complexas, revelando detalhes anatômicos críticos, que facilitam desde a identificação precoce até o monitoramento de condições.

O uso dessa ferramenta possibilita a investigação de diversas doenças, como tumores e problemas cardiovasculares e neurológicos. Devido à sua relevância, é necessário que os médicos estejam familiarizados com diferentes tipos de tomografia disponíveis e saibam identificar os momentos adequados para a sua solicitação.

Quer saber mais sobre esse exame? Neste post, vamos explicar a sua importância, quais são as modalidades existentes e suas finalidades. Confira!

Como surgiu o diagnóstico por imagem?

A história do diagnóstico por imagem começa no final do século XIX com a descoberta dos raios-X por Wilhelm Röntgen, em 1895. Essa inovação revolucionou a Medicina, possibilitando, pela primeira vez, que o interior do corpo humano fosse visualizado de maneira não invasiva.

Com o passar dos anos, a tecnologia foi se aprimorando, o que contribuiu para o surgimento da Tomografia Computadorizada (TC), uma verdadeira transformação na avaliação médica por imagem.

A primeira TC, desenvolvida por Godfrey Hounsfield e Alan Cormack, em 1972, utilizava a mesma base dos raios-X, mas fornecia imagens com cortes transversais, ajudando os médicos a obter uma visão mais detalhada e precisa das estruturas internas do corpo.

Para realizá-la, era necessário utilizar um tubo de raios-X rotativo, que emitia radiação enquanto se movia ao redor do paciente. Os sensores, posicionados do outro lado, capturavam essa radiação e a convertiam em sinais elétricos que, processados por um computador, davam origem à imagem a ser avaliada.

Como a tomografia evoluiu ao longo do tempo?

Desde o seu advento, a tomografia passou por grandes avanços, tanto na qualidade das imagens quanto na velocidade dos exames. Nos primeiros modelos, as imagens eram relativamente simples e demoravam horas para serem geradas, o que limitava a aplicabilidade clínica e aumentava o tempo de exposição à radiação.

Porém, à medida que os processadores de computadores se tornaram mais potentes e as técnicas de reconstrução de imagens se aperfeiçoaram, os registros se tornaram mais nítidos e os exames, mais rápidos.

Além disso, a introdução de tomógrafos com múltiplos detectores (Tomografia Multisseccional) contribuiu para a captura de imagens em cortes mais finos e com maior resolução, facilitando a detecção de condições mais sutis.

Quais são os principais tipos de tomografia?

Atualmente, há diferentes modalidades de tomografia, cada uma desenvolvida para atender a necessidades específicas de investigação clínica. Acompanhe, a seguir, quais são essas variações e quando elas podem ser utilizadas como apoio para o diagnóstico de seus pacientes.

1. Tomografia computadorizada (TC)Parte inferior do formulário

Uma das ferramentas mais recorrentes na prática médica, a Tomografia Computadorizada, que funciona por meio de raios-X, oferece imagens detalhadas em cortes axiais de praticamente qualquer região do corpo.

Ela permite avaliar desde lesões traumáticas cranianas até patologias torácicas, abdominais e musculoesqueléticas com agilidade e precisão. Seu maior benefício está na ampla disponibilidade e no tempo reduzido para a captação das imagens, o que a torna fundamental em situações de emergência.

No entanto, vale considerar a exposição à radiação ionizante e a menor sensibilidade para diferenciação de tecidos moles em comparação a outros métodos, como a ressonância magnética.

Em muitos casos, a TC é aplicada no atendimento inicial de pacientes politraumatizados, ajudando a identificar rapidamente hemorragias, fraturas e lesões internas.

2. Tomografia Computadorizada Multislice

Ao ser criada, a Tomografia Computadorizada Multislice representou um enorme passo na qualidade dos diagnósticos médicos, tendo em vista que permite a aquisição simultânea de dezenas a centenas de cortes finos, em alta velocidade.

Mais do que uma resolução superior, ela também proporciona reconstruções multiplanares e volumétricas, fundamentais para investigações clínicas minuciosas de estruturas vasculares, cardíacas e pequenas lesões.

Com a TC Multislice, os profissionais de saúde podem realizar estudos mais dinâmicos e angiográficos com precisão e menor tempo de apneia do paciente, reduzindo artefatos relacionados ao movimento.

Em contrapartida, devido ao fato de gerar um maior volume de dados, requer um processamento adequado e a sua dose de radiação pode ser mais elevada em exames complexos. Geralmente, ela é utilizada em angiotomografia de coronárias, quando se busca uma avaliação não invasiva e mais específica da anatomia arterial.

3. Tomografia por Emissão de Pósitrons

A Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET-CT) associa o componente anatômico da tomografia convencional ao metabólico do PET, disponibilizando informações valiosas sobre a atividade celular, o que é particularmente útil em oncologia.

Por meio de radiofármacos, como a fluordesoxiglicose (FDG), esse exame serve para detectar áreas de maior consumo glicídico, frequentemente relacionadas a neoplasias. Isso colabora para o diagnóstico e estadiamento de tumores, bem como para o monitoramento de resposta terapêutica e a detecção precoce de recidivas.

Todavia, a aplicação da PET-CT demanda um preparo específico do paciente, um período maior de realização e apresenta limitações em processos inflamatórios, que podem gerar falso-positivos em decorrência do aumento do metabolismo local. Na rotina médica, ela pode auxiliar tanto na definição do tratamento quanto no acompanhamento pós-quimioterapia.

4. Tomografia por Feixe Cônico

Mais restrita a áreas como Odontologia, cirurgia bucomaxilofacial e Otorrinolaringologia, a tomografia por feixe cônico (Cone Beam CT) se destaca por sua alta resolução espacial com baixa dose de radiação, ideal para estruturas ósseas pequenas e detalhadas.

Uma das vantagens dessa tomografia é facilitar o planejamento cirúrgico em regiões anatômicas complexas, como a avaliação da posição de dentes inclusos, planejamento de implantes e análise da articulação temporomandibular.

Por sua baixa capacidade de avaliar tecidos moles, a Cone Beam CT é mais utilizada na Odontologia, quando é necessário mapear a densidade óssea antes de um implante dentário, visando trazer mais segurança ao procedimento e melhor previsibilidade de resultados.

Quais são as aplicações mais frequentes da TC?

Entre os tipos de tomografia, a TC é uma das mais utilizadas na Medicina, em uma grande variedade de especialidades, sendo útil para atendimento de emergência, acompanhamento de doenças crônicas e tumores, entre outras funções. Veja, abaixo, quais são as aplicações mais comuns da tomografia computadorizada.

Trauma e emergências

Os médicos que atuam em setores de emergência lidam constantemente com casos críticos e precisam de diagnósticos rápidos e precisos para tomar decisões imediatas. Nesse contexto, a TC é crucial para condução de situações de traumas, como acidentes automobilísticos, quedas e lesões cranianas.

Ela pode ser realizada para identificar eventuais fraturas ósseas, hemorragias internas e danos a órgãos vitais, como o cérebro. Por exemplo, em um paciente com suspeita de hemorragia intracraniana após traumatismo craniano, o exame por imagem pode evidenciar hematomas epidurais ou subdurais, favorecendo intervenções imediatas.

Neurologia

Em quadros neurológicos, a tomografia computadorizada otimiza o diagnóstico de várias condições, como acidentes vasculares cerebrais (AVC), hemorragias cerebrais e tumores.

Quando se trata de pacientes com AVC, a TC pode revelar áreas de isquemia ou sangramentos, sendo fundamental para decidir quais práticas terapêuticas devem ser adotadas.

Vale ressaltar que para certos tipos de tumores cerebrais ou doenças como a hidrocefalia, a ressonância magnética pode ser preferível, já que apresenta uma resolução superior para tecidos moles.

Oncologia

Indispensável na Oncologia, a TC traz informações para direcionar o diagnóstico e monitoramento do câncer, especialmente em estágios iniciais. Com as suas imagens, os médicos podem analisar a patologia e a localização de metástases.

Por exemplo, em câncer de fígado, a tomografia computadorizada permite identificar nódulos neste órgão e avaliar linfonodos adjacentes, além de informar sobre a resposta ao tratamento.

Doenças cardiovasculares

A TC também tem sido aplicada na avaliação de condições cardiovasculares, principalmente para examinar as artérias coronárias. Isso porque, ela mostra obstruções, aneurismas e outras anomalias vasculares.

Se a tomografia indica que o paciente está com um bloqueio nas artérias coronárias, você pode decidir entre tratamentos clínicos ou a necessidade de uma intervenção mais invasiva, como a colocação de stents.

Doenças pulmonares

No diagnóstico de problemas pulmonares, como pneumonia, enfisema e câncer de pulmão, a TC de tórax é um exame fundamental para visualizar os pulmões de forma criteriosa.

Assim, pode-se revelar lesões difíceis de detectar com outros métodos de imagem, como radiografia. Ademais, em casos de embolia pulmonar, a TC angiográfica possibilita verificar a presença de coágulos nas artérias pulmonares.

Porém, em indivíduos com complicações respiratórias graves, o uso de contraste pode ser arriscado, sendo necessário avaliar alternativas com base no quadro clínico.

Abdômen e pelve

Pacientes que chegam ao consultório ou pronto-socorro com dores abdominais persistentes, distensão, febre ou desconforto sem causa aparente frequentemente despertam a necessidade de investigação por imagem, e a TC de abdômen e pelve surge como uma das principais aliadas nessas circunstâncias.

Afinal, ajuda a visualizar órgãos como fígado, pâncreas, rins e intestinos, sendo primordial para esclarecer suspeitas de doenças como apendicite, diverticulite, cálculos renais e tumores abdominais.

Em um cenário típico, por exemplo, diante de um quadro de dor intensa no quadrante inferior direito, a TC consegue constatar a inflamação do apêndice e ainda descartar outros diagnósticos diferenciais, como cisto ovariano ou condições inflamatórias intestinais.

É preciso ter cautela em pacientes com alergia ao contraste iodado ou função renal comprometida, situações em que alternativas como a ultrassonografia ou a ressonância magnética podem ser mais seguras e igualmente eficazes.

Doenças musculoesqueléticas

Seja após um trauma esportivo, um acidente de trânsito ou desenvolvimento de doenças crônicas que afetam a mobilidade, a TC pode diagnosticar lesões musculoesqueléticas com precisão.

Diante da suspeita de fraturas complexas, desalinhamento ósseo ou comprometimento articular, ela é uma aliada valiosa para ter acesso a imagens tridimensionais e analisar com riqueza de detalhes regiões como coluna vertebral, quadril e joelhos.

Pessoas com fraturas intra-articulares, em que cada milímetro faz diferença na recuperação da função, podem ser encaminhadas para tomografia para uma melhor abordagem de reconstrução.

Planejamento cirúrgico

Antes de entrar em uma sala cirúrgica, é necessário que a equipe médica tenha o máximo de previsibilidade sobre o que encontrará, e é justamente nesse cenário que a TC se destaca.

O fornecimento de imagens detalhadas e tridimensionais torna esse exame relevante para o planejamento de procedimentos complexos, auxiliando a antecipar dificuldades e traçar estratégias mais seguras.

Na remoção de tumores cerebrais, correção de fraturas articulares ou na desobstrução de artérias coronárias, o médico pode visualizar com exatidão a anatomia envolvida e adaptar a técnica cirúrgica conforme cada caso.

Em cirurgias ortopédicas, a TC pode mostrar desvios mínimos em fraturas que passariam despercebidos em radiografias, evitando complicações no alinhamento ósseo. Já nas intervenções cardíacas, ela simplifica a análise do calibre e da obstrução das artérias, orientando procedimentos como a colocação de stents.

Quais são os erros comuns na interpretação da tomografia computadorizada?

A interpretação das imagens fornecidas pela TC exige não apenas observação técnica, mas também um conhecimento profundo do quadro clínico do paciente para compreender nuances que podem comprometer a precisão dos resultados. Descubra quais são os erros mais comuns ao interpretar esse tipo de exame.

Erro de artefato

Mesmo sendo conhecida por ser altamente precisa, a tomografia pode ser vulnerável a erros de artefato, que ocorrem devido a movimentos involuntários do paciente ou interferências técnicas durante o exame.

Tais artefatos podem distorcer as imagens e dificultar a visualização clara de estruturas anatômicas, prejudicando a avaliação médica. Sendo assim, se a pessoa examinada não conseguir manter a posição adequada durante a TC pode gerar movimentos que resultam em desfoque nas imagens, o que pode mascarar lesões ou detalhes fundamentais.

Esse erro é particularmente preocupante quando se examina áreas de difícil acesso, como o cérebro ou órgãos internos, onde pequenas alterações podem não ser percebidas, levando a diagnósticos imprecisos ou à ausência da identificação de condições críticas.

Interpretação inadequada de pequenas lesões

A detecção de lesões pequenas, principalmente em estágios iniciais de doenças, é uma das questões mais desafiadoras na interpretação de tomografias. Geralmente, elas têm características pouco evidentes, o que aumenta o risco de erros ou, em casos piores, de um falso negativo.

Um exemplo disso ocorre em tumores iniciais em tecidos moles, como no carcinoma hepático, que quando surge pode não exibir alterações evidentes o suficiente para ser detectado, resultando em um diagnóstico tardio.

Portanto, é importante que o especialista tenha uma abordagem crítica ao revisar imagens de tomografia, sobretudo para avaliar partes do corpo com tecidos mais homogêneos ou onde pequenas variações de densidade não são visualizadas facilmente. O acompanhamento regular e a realização de exames complementares são cruciais para que essas lesões não sejam negligenciadas.

Não correlação com o quadro clínico

A análise isolada das imagens sem uma consideração do histórico médico completo do paciente pode contribuir para decisões clínicas errôneas. Diante disso, é preciso que a TC seja interpretada em conjunto com os sintomas relatados e eventuais condições previamente apresentadas.

Quando um paciente tem dor abdominal crônica, a tomografia pode revelar espessamento da parede do intestino, uma alteração que pode ser confundida com sinais de doença inflamatória intestinal.

Contudo, se considerar o seu histórico clínico, detectando manifestações leves e intermitentes, o profissional de saúde pode entender que essa mudança não é relevante, evitando assim exames desnecessários ou intervenções invasivas.

Superinterpretação de achados incidentais

Muitas vezes, a tomografia pode evidenciar achados incidentais, ou seja, anomalias que não estão relacionadas à condição clínica principal do paciente, mas que podem gerar uma reação excessiva.

A tendência de superinterpretação dessas descobertas pode resultar em procedimentos ou tratamentos dispensáveis, como biópsias de nódulos inofensivos. Para evitar esse erro, recomenda-se focar na natureza do achado e na probabilidade clínica, com o entendimento de que nem todas as alterações detectadas necessitam de intervenções periódicas.

A vigilância periódica, com exames de seguimento, pode ser uma solução mais eficaz para cuidar desses casos.

Confusão entre diferentes tipos de tecidos ou lesões

A diferenciação entre tipos de tecidos ou lesões pode ser complexa em TCs, especialmente em casos onde estruturas anatômicas têm características semelhantes.

Ao tentar diferenciar entre linfoma e tecido adiposo, que podem apresentar padrões de imagem que se sobrepõem em tomografias, pode haver confusões quanto à análise do resultado. O conhecimento técnico e, em alguns casos, de biópsias e ressonâncias magnéticas, podem ser solicitadas para esclarecer dúvidas.

Cuidado no preparo do paciente para a Tomografia Computadorizada?

A eficácia da tomografia vai além da tecnologia utilizada, envolvendo também a preparação correta do paciente. Esse preparo tem um impacto significativo tanto na qualidade das imagens geradas quanto na segurança do procedimento. Saiba como garantir resultados mais precisos e minimizar riscos durante e após o exame.

Jejum antes da TC

Quando o contraste iodado é utilizado na tomografia computadorizada, o médico deve orientar o paciente a fazer jejum de 4 a 6 horas antes da realização do procedimento, a fim de diminuir os efeitos colaterais como náuseas e vômitos.

Esta recomendação deve ser reforçada para pessoas com histórico de problemas gástricos, como refluxo, que podem ser mais sensíveis a tais substâncias.

Hidratação antes e após o exame

A hidratação do paciente antes e após a tomografia é uma medida preventiva de grande importância diante do uso de contrastes iodados. Manter uma boa ingestão de líquidos não só ajuda a diluir o líquido no organismo, mas também facilita sua eliminação pelos rins, protegendo a função renal e evitando complicações.

Indivíduos com comorbidades, como insuficiência renal ou diabetes, que estejam utilizando medicamentos, devem aumentar a ingestão de líquidos para manter a função renal preservada e reduzir a carga sobre os rins.

Avaliação de alergias e histórico clínico

Para administrar o contraste iodado, é preciso avaliar detalhadamente o histórico de alergias do paciente. Ainda que reações adversas sejam raras, a identificação de uma possível hipersensibilidade à substância permite que o médico adote métodos de prevenção, como a escolha de outro tipo de contraste ou a prescrição de medicações profiláticas, se houver necessidade.

As pessoas que têm alergias alimentares, asma ou reações anteriores a outros contrastes exigem um monitoramento mais atencioso, visando sua segurança.

Suspensão temporária de medicamentos

Alguns medicamentos devem ser suspensos antes da realização da tomografia. Fármacos como a metformina, usados no gerenciamento do diabetes tipo 2, podem interferir na função renal e aumentar o risco de acidose láctica quando combinados com contraste iodado.

Nesse sentido, instrua os pacientes a suspender esses medicamentos por pelo menos 48 horas antes e depois do exame, sobretudo aqueles que já têm problemas renais.

Retirada de objetos metálicos

A presença de metais não interfere tanto na tomografia quanto na ressonância magnética, mas podem afetar a qualidade das imagens e gerar artefatos que dificultam a avaliação precisa das estruturas internas.

Por isso, é recomendado que o paciente retire objetos metálicos como anéis, relógios, piercings e outros acessórios antes de entrar na máquina. Se o paciente tem uma prótese metálica e necessita fazer uma TC torácica, ela também deve ser retirada, tendo em vista que pode interferir na captação das imagens ao seu redor.

Ajuste de posição e tranquilidade

A imobilidade do paciente é um fator essencial para o sucesso da tomografia, pois movimentos, mesmo que leves, podem causar borrões nas imagens. Sendo assim, o paciente deve manter-se completamente imóvel e, quando necessária, prender a respiração por alguns segundos.

Para melhorar o conforto e reduzir a ansiedade, podem ser ensinadas técnicas de relaxamento, além de posição para que o indivíduo se sinta mais tranquilo, reduzindo os movimentos involuntários.

Quais são as previsões para o futuro na área de diagnósticos por imagens?

O futuro dos diagnósticos por imagens está voltado para a combinação de tecnologias avançadas, como inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina, que prometem transformar a maneira como os exames são realizados e interpretados.

Ferramentas baseadas em IA já estão sendo desenvolvidas para analisar automaticamente imagens de tomografias, ressonâncias magnéticas e raios-X, proporcionando resultados cada vez mais rápidos e precisos, além de reduzir a carga de trabalho dos radiologistas.

Espera-se que essas tecnologias sejam capazes de identificar padrões sutis e preditivos que não podem ser reconhecidos ao olho humano, aumentando a precisão na detecção precoce de doenças.

O uso de imagens 3D e PET-CT também deve continuar avançando, permitindo visualizações mais detalhadas e uma melhor integração dos dados anatômicos com informações funcionais.

A tomografia é uma ferramenta indispensável à prática médica, com técnicas variadas que permitem explorar desde alterações estruturais até disfunções metabólicas. Sua aplicação adequada, de acordo com a natureza do problema investigado, amplia a precisão diagnóstica e orienta decisões terapêuticas com maior segurança.

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