A necessidade de inovar e apresentar soluções tecnológicas é uma realidade imposta pelo modelo de sociedade no qual vivemos. Logo, na área da saúde não poderia ser diferente, como mostra a TIC Saúde 2021 – pesquisa destinada a investigar a adoção e uso das tecnologias de informação (TIC) nos estabelecimentos de saúde do país.
Entretanto, se por um lado quando falamos em tecnologia em saúde o pensamento nos leva a imaginar tecnologias vestíveis; monitoramento a distância; uso de inteligência artificial e de robôs em cirurgias, por outro lado, a pesquisa nos mostra que a realidade no Brasil ainda está bem distante disso.
Segundo dados da TIC Saúde 2021, 6% dos estabelecimentos públicos de saúde do país não contam com infraestrutura básica de tecnologia em informação, como acesso à computador e à internet. Ou seja, não são informatizados.
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Realidade das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), segundo o TIC Saúde 2021
Como se sabe, as UBSs são a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS) na maior parte das vezes. Mas a digitalização ainda não está 100% presente nesta estrutura importante da Atenção Básica em Saúde. De acordo com o TIC Saúde 2021, em 2021, 94% das UBSs tinham computador e 92% acessavam a internet.
Muitas delas, no entanto, de maneira precária, já que em 41% dos estabelecimentos a velocidade era de no máximo 10Mbps. Por outro lado, o uso de sistemas de saúde eletrônicos teve um crescimento significativo, passando de 78% em 2019 para 89% das UBSs em 2021.
Ainda de acordo com o relatório, o avanço de digitalização dos sistemas para registro de informações foi fundamental para o monitoramento epidemiológico durante a crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus. Veja outras funcionalidades dos sistemas eletrônicos presentes nas UBSs:
- 58% permitem prescrição de receitas médicas;
- 46% listam pacientes por diagnóstico;
- 42% permitem encaminhamento de pacientes para outros serviços de forma eletrônica;
- 37% aceitam relatório de assistência prestada ou encaminhamento para estabelecimento;
- 29% permitem listar medicamentos prescritos pelo paciente;
- 26% permitem enviar ou receber resultados de exames de imagem de pacientes.
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Monitoramento remoto, telessaúde e teleconsulta
A pandemia também modificou o modo como os profissionais passaram a acessar a informação e seus pares. Entre a edição de 2019 e a do ano passado, o percentual de interação com equipes médicas via internet passou de 9% para 15%.
O uso da telessaúde também teve impacto em outras áreas. No caso do monitoramento remoto, viável depois da permissão do uso da telemedicina no país, o índice foi de 30%. Já o percentual de pacientes que se consultaram por meio de teleconsulta atingiu 14% nas UBSs.
Ainda considerando as UBSs e, desta vez, falando da oferta ao usuário, os percentuais de unidades que prestaram serviços a pacientes via internet foram:
- 18% visualização de resultados de exames
- 15% agendamento de consultas
- 12% agendamento de exames
- 10% interação com a equipe médica
- 8% visualização de prontuário

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