Se você passa o dia todo sentado, não anda nem para ir à farmácia da esquina e, pior, não fica mais de 5 minutos de pé, é provável que sofra de um problema grave. Trata-se do sedentarismo, um hábito que prejudica a saúde de muitas pessoas no Brasil e no mundo.
Junto com a má alimentação, ele é o principal responsável por diversas doenças crônicas que representam cerca de 70% das mortes no Brasil. Esse dado é da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mas o que, de fato, é caracterizado como sedentarismo? Neste post explicamos os estágios e os riscos associados a esse problema e mostramos formas de evitar que ele se instale na sua rotina. Confira!
Afinal, o que é sedentarismo?
Uma pessoa sedentária é aquela que não pratica nenhuma atividade física no cotidiano. Assim, ela passa muito tempo parada, ainda que se movimente um pouco no trabalho e em casa. Ou seja, é alguém que fica muito tempo sentado, deitado ou na mesma posição. O sedentarismo é uma característica tanto de pessoas que não praticam exercícios quanto daquelas que têm uma rotina mais parada.
É o caso, por exemplo, de quem trabalha em escritório, não caminha para ir ao trabalho e, nem mesmo, sobe alguns degraus de escada. Além disso, é bom destacar que também é sedentário quem se movimenta apenas eventualmente, como no futebol do fim de semana.
Quais são os estágios do sedentarismo?
Uma pessoa que se movimenta um pouco pode até argumentar que não é sedentário. No entanto, existem graus ou estágios que caracterizam a rotina e a própria condição física das pessoas. São eles:
- grau 1: algumas poucas caminhadas no dia a dia, mas sem outra atividade física mais intensa;
- grau 2: carrega as sacolas do supermercado e anda um pouco até o estacionamento, mas nada muito além disso;
- grau 3: evita todo tipo de esforço físico, anda muito pouco e não carrega peso;
- grau 4: passa o tempo todo sentado ou deitado.
Quais os problemas do sedentarismo?
Ninguém fica sedentário de uma hora para outra. Na infância é comum sermos mais ativos – ainda que o sedentarismo e a obesidade infantil estejam crescendo bastante – deixando de nos exercitar aos poucos a partir da adolescência. A tendência é que a inatividade vá se tornando um hábito que, com o tempo, traz consequências menos ou mais graves. A seguir, confira as principais.
Cansaço
Um dos primeiros efeitos do sedentarismo é o cansaço, acompanhado de fadiga. Com o tempo, o quadro piora, resultando em atrofia muscular, dificuldade de locomoção e dores intensas.
Coluna e articulações
Progressivamente, uma pessoa sedentária tende a ter diversos problemas na coluna, nas articulações e nos ossos em geral. Afinal, além de o corpo precisar se mexer para funcionar melhor, o fato de ficar muito tempo sentado ou deitado prejudica a postura e os movimentos articulares.
Obesidade
Com o tempo e o aumento do cansaço, o sedentário passa a se locomover cada vez menos. Assim, consome muito mais calorias que, aos poucos, vão sendo acumuladas nos tecidos adiposos, provocando a obesidade.
Diabetes
Uma pessoa sedentária tende a ingerir mais calorias. O excesso de glicose no sangue gera um quadro de diabetes, uma doença crônica que, por sua vez, também pode levar a diversos problemas, inclusive à morte.
Doenças cardiovasculares
De fato, o sedentarismo é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, uma vez que as calorias que não são utilizadas ficam armazenadas no organismo. O excesso de gordura nas artérias pode levar ao entupimento e ao enrijecimento dos vasos sanguíneos.

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