Métodos contraceptivos: conheça os principais

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Embora a sexualidade e os assuntos relacionados à ela venham se tornando cada vez mais explorados e debatidos atualmente, muitas vezes os métodos contraceptivos ou anticoncepcionais são encarados como tabus na sociedade.

Contudo, compreender quais são os principais métodos contraceptivos e como eles funcionam é essencial para quem tem uma vida sexual ativa e deseja evitar a gravidez, principalmente sem planejamento, em etapas difíceis da vida ou mesmo para evitar a gravidez na adolescência.

Confira agora mesmo quais são os métodos contraceptivos mais efetivos e as vantagens e desvantagens de cada uso para saber como orientar seus pacientes da melhor forma.

A história dos métodos contraceptivos

Desde as primeiras civilizações antigas já existia alguma preocupação a respeito dos métodos contraceptivos. Como a área dos anticoncepcionais evoluiu só muito recentemente, a maioria dos métodos eram desconfortáveis e pouco efetivos.

Na Antiguidade e também na Idade Média, as maneiras de evitar a gravidez envolviam métodos de barreira, isto é, formas de evitar que os espermatozoides encontrassem os óvulos, processo inicial da fecundação. Por isso eram utilizados instrumentos como pessários e preservativos feitos com pele de animal.

Os métodos hormonais e outras tecnologias começaram a surgir no século XX. Em 1921, foi desenvolvido o primeiro DIU, um dispositivo intrauterino que evita a conexão entre espermatozoides e óvulos. Alguns anos mais tarde, hormônios sintetizados em laboratório, como o estrogênio e o progestogênio, começaram a ser comercializados em formato de pílula.

Dessa forma, os métodos contraceptivos têm uma longa história de evoluções na Medicina, desde as técnicas mais rudimentares na antiguidade até os dias de hoje, com formas mais fáceis e menos invasivas de evitar a gravidez indesejada.

Os principais métodos contraceptivos que podem ser encontrados atualmente no mercado são preservativos masculinos e femininos, DIU de cobre e hormonal, pílula anticoncepcional, implante subdérmico, laqueadura e vasectomia, adesivo subcutâneo, diafragma e pílula do dia seguinte.

Os principais métodos contraceptivos

O que diferencia os inúmeros métodos disponíveis é a maneira com que ele evita a fecundação. Os principais são:

  • Métodos comportamentais: são formas de evitar a gravidez por meio de práticas ou evitações comportamentais. Exemplos desse método são a tabelinha, em que a mulher acompanha e sabe quais períodos está mais ou menos fértil, e o coito interrompido, em que a penetração é interrompida antes da ejaculação que carrega o esperma aconteça;
  • Métodos de barreira: envolvem barreiras físicas que atrapalham o contato entre os gametas masculinos e femininos e impedem a gravidez. A camisinha é considerada o método de barreira mais utilizado e também o menos invasivo e simples de usar;
  • Métodos hormonais: estão relacionados ao uso de hormônios que inibem a ovulação e impossibilitam a concepção. Podem ser administrados por via oral ou serem injetados no corpo da mulher;
  • Métodos cirúrgicos: são formas de evitar a gravidez por meio do rompimento de canais importantes para a circulação do sêmen ou condução dos óvulos. Nos homens, o processo é chamado de vasectomia, e nas mulheres, de laqueadura.

Siga a leitura e entenda melhor sobre como funciona cada um desses métodos contraceptivos.

Preservativo masculino

Um dos métodos de barreira mais utilizados, o preservativo masculino também pode ser considerado como um dos mais antigos. Civilizações como os egípcios utilizavam o coro de animais como mulas e tecidos variados para dificultar a entrada de espermatozoides pelo canal vaginal.

Nos dias atuais, a camisinha costuma ser feita de látex, uma borracha super resistente e que tem uma grande elasticidade. Dessa forma, ela pode ser desenrolada da extremidade do pênis até sua base, retendo o sêmen se colocada de maneira correta.

Embora as pesquisas variem, a camisinha tem uma eficácia entre 95% e 97%. Contudo, a grande maioria dos casos de falha estão relacionados ao mal uso do preservativo, como o uso de duas camisinhas ao mesmo tempo ou usá-la combinada com lubrificantes à base de óleo.

Preservativo feminino

Bem mais recente que a camisinha masculina, o preservativo feminino é uma nova tecnologia da Medicina na área dos anticoncepcionais, e funciona de maneira semelhante ao preservativo masculino, embora possua algumas diferenças no tamanho e no material.

Assim como os outros métodos de barreira, o preservativo feminino impede, por meio de uma barreira material, o contato entre os gametas. Ao contrário da camisinha masculina, feita de látex, a camisinha feminina é fabricada com poliuretano, que é mais fino que o látex e evita lesões dentro do canal vaginal e no colo do útero.

A camisinha funciona da seguinte maneira: o anel interno de silicone maleável é introduzido na vagina e depositado no colo do útero, deixando a outra extremidade fora do canal vaginal. Para retirá-la, é importante tomar cuidado e amarrar a parte aberta do preservativo para que não haja vazamentos.

Tanto o preservativo masculino quanto o feminino, além de prevenir a gravidez, também previne os usuários do preservativo de contrair infecções sexualmente transmissíveis (IST's), como sífilis, HPV e herpes genital.

Pílula anticoncepcional

As pílulas anticoncepcionais são uma das formas mais usadas para evitar a gravidez ao lado da camisinha. Embora possua alguns efeitos colaterais, como dores de cabeça e alterações na libido, sua efetividade, se administrada corretamente, é próxima de 99%.

As pílulas simples são comprimidos carregados de progesterona, e as pílulas combinadas levam progesterona e também estrógeno. Independente do tipo da pílula, ambas funcionam liberando hormônios que inibem a liberação dos óvulos.

Assim, ao invés de acontecer o processo natural por meio do qual os ovários liberam óvulos que recebem os espermatozoides para a fecundação, a progesterona e o estrógeno atrapalham a função dos hormônios naturais e os espermatozoides não encontram óvulos fecundáveis.

Os pontos negativos desse método envolvem a forma de tomar e os efeitos colaterais. Para que a efetividade da pílula seja alta, é essencial que a mulher tome uma todos os dias no mesmo horário, ou por 21 dias seguidos de uma semana exata de pausa no caso de cartelas menores.

Além disso, efeitos colaterais adversos podem envolver dores de cabeça, náusea, aumento de peso, alteração do fluxo menstrual e trombose venosa no caso de pílulas combinadas. Embora sejam comuns, é importante ressaltar que os efeitos variam de pessoa para pessoa.

DIU de cobre

O dispositivo intrauterino, em geral abreviado para DIU, é um pequeno dispositivo de cobre em formato de T que conta com uma haste feita de cobre e dois “braços” que ajudam na fixação do aparelho na parte interna do útero.

O DIU de cobre age liberando íons de cobre pelo útero da mulher, alterando seu funcionamento normal neste processo. Assim, o muco cervical fica mais espesso e faz com que os espermatozoides, que se movimentam por meio do líquido, não consigam alcançar os óvulos e fecundar.

O DIU de cobre deve ser posicionado por um(a) ginecologista, uma vez que se trata de um processo cirúrgico, embora seja uma cirurgia simples e que não apresenta muitos perigos.

Através de um aplicador, o médico insere o DIU pela abertura no colo do útero. Após a colocação do dispositivo, ele pode ser efetivo por até 10 anos, mas o ideal é sempre fazer um bom acompanhamento com o médico para verificar se tudo está como o planejado e se o DIU não se deslocou.

Uma das vantagens desse método é que ele é ótimo para quem sempre se esquece de tomar a pílula ou colocar o preservativo, afinal, só é preciso colocar uma vez a cada muitos anos. Contudo, o dispositivo intrauterino pode ser responsável pelo aumento das cólicas e sangramentos locais.

DIU hormonal

Assim como o último item da lista, o DIU hormonal também é um dispositivo intrauterino posicionado internamente no útero e que secreta substâncias capazes de dificultar a gravidez.

Para fazer isso, o dispositivo intrauterino hormonal libera pequenas doses de progesterona, hormônio que tem uma dupla ação. Por um lado, ele deixa o muco cervical, que é líquido e serve para transportar os espermatozoides, bem mais espesso e dificulta esse transporte.

Além disso, o endométrio, que é o nome da parte mais interna do útero, fica mais fino, o que também faz com que a fecundação se torne bem mais difícil. Embora o DIU hormonal conte praticamente com os mesmos efeitos colaterais que o DIU de cobre, ele também possui algumas vantagens.

Uma delas é que, por conta dos hormônios, ele pode ajudar a diminuir o fluxo na menstruação e as dores de cólicas, o que pode ser benéfico para mulheres com o fluxo muito intenso ou com cólicas muito fortes. De todo modo, pode ser importante consultar um endocrinologia para efeitos adversos mais sérios.

Outro lado bom tanto do DIU de cobre quanto do DIU hormonal é sua taxa de eficácia. Quando falamos do DIU de cobre, a eficácia varia em torno de 99,4%. Já para o DIU hormonal, a eficácia sobe para incríveis 99,8%.

Adesivo cutâneo

O adesivo cutâneo é um método contraceptivo que se utiliza dos hormônios liberados no corpo para evitar a gravidez. Diferentemente do DIU hormonal, que deve ser instalado no interior do útero por um profissional, o adesivo pode ser aplicado pela própria pessoa de forma fácil.

O adesivo pode ser colado na pele em lugares como as nádegas, os braços e a barriga. A partir desse momento, ele secreta estrogênio e progestogênio, que inibem a ovulação assim como alguns outros métodos contraceptivos.

Ao usar pela primeira vez, ele deve ser colado no primeiro dia da menstruação. O próximo adesivo será colocado 7 dias depois, e o terceiro 7 dias após o segundo. A quarta semana, chamada de semana de descanso, deve coincidir com a menstruação e a chegada de um novo ciclo menstrual.

Em geral, o adesivo possui uma boa aderência à pele, desde que colocado em uma superfície sem muitas dobras e que não sejam aplicados cremes ou loções muito oleosas. Sendo assim, é possível nadar e tomar banho tranquilamente com ele.

Com uma eficácia muito próxima de 99%, o adesivo é pouco invasivo e muito fácil de ser aplicado. Como pontos negativos, é possível destacar os efeitos colaterais como enjoo, manchas escuras na pele nos lugares de aplicação, queda de cabelo e dores e sensibilidade nos seios. Neste último caso, pode ser recomendada uma avaliação com mastologista.

Diafragma

Outro método de barreira bastante eficaz, o diafragma pode ser uma ótima opção para aquelas pessoas que buscam evitar uma gravidez indesejada, mas também têm receio quanto aos métodos que envolvem alterações hormonais como é o caso do DIU hormonal e da pílula.

Assim como os preservativos, ele funciona fazendo uma barreira entre os espermatozoides e o útero. Isso acontece porque o diafragma é posicionado bem na entrada do colo do útero, encaixado em um formato semelhante a uma concha.

Antes de utilizá-lo, é importante consultar um(a) ginecologista, pois é este profissional que pode medir o colo do útero e indicar o tamanho correto do dispositivo.

Para usá-lo, basta introduzir o diafragma alguns minutos antes da relação sexual. Muitas vezes ele é combinado com um espermicida, substância em que mata os espermatozoides e dificulta ainda mais a gravidez.

É preciso tomar cuidado com a retirada do diafragma do canal vaginal após a relação sexual. Isso porque os espermatozoides podem sobreviver horas depois da ejaculação se ainda estiverem dentro da vagina. Por isso, é essencial esperar de 6 a 8 horas antes de retirar o dispositivo, o que pode ser feito com os dedos pela própria pessoa.

Implante subdérmico

Um dos métodos mais recentes para evitar a gravidez é o implante subdérmico, que também atua inibindo o funcionamento dos ovários e, assim, dificultando o processo de fecundação. O dispositivo consiste em um pequeno bastão de silicone com alguns centímetros que é inserido cirurgicamente no braço da mulher.

Este bastão secreta lentamente e em pequenas doses alguns hormônios que têm uma ação dupla. Além de inibirem a formação de óvulos pelos ovários, também alteram o endométrio deixando-o menos propício para a gravidez.

Com uma eficácia alta de 99,5%, um dos pontos positivos do implante subdérmico é que ele começa a surtir efeito pouco depois de ser colocado. Ainda assim, é mais seguro combiná-lo com outros métodos contraceptivos, como os preservativos, por alguns meses e frequentar um médico especialista para verificar se tudo está como o planejado.

Outras vantagens do método são sua discrição, uma vez que não é possível perceber o implante no braço, e também sua duração, já que o bastão de silicone pode durar até três anos, facilitando também a vida de quem esquece de tomar regularmente as pílulas ou não pode toma-las por conta dos hormônios presentes na fórmula.

Laqueadura

Outro método cirúrgico muito lembrado quando falamos de contraceptivos é a laqueadura, processo de esterilização feminina definitiva.

Diferentemente dos métodos hormonais ou de barreira, o método funciona porque as trompas uterinas, que ligam os óvulos e espermatozoides ao útero da mulher, são cortadas e impedem a fecundação. O que acontece é que com o corte, os espermatozoides não conseguem subir para encontrar os óvulos, nem os óvulos descem no processo de ovulação.

Como a laqueadura envolve esse pequeno corte nas duas trompas uterinas, este é um processo irreversível e que deve envolver ponderação por parte de quem deseja fazer este procedimento. Assim como os outros métodos contraceptivos, a laqueadura também envolve algumas falhas, aumentando a recomendação de sempre combinar pelo menos dois métodos contraceptivos para ter uma maior segurança.

Um dos melhores pontos positivos do processo de laqueadura é que ela não envolve nenhum efeito colateral, ajudando e muito no cuidado com a saúde da mulher.

Isso acontece porque, diferente de outros métodos, não há a utilização de hormônios ou objetos estranhos ao corpo, não alterando nenhuma função do corpo feminino, sendo que mulheres que fizeram laqueadura continuam menstruando normalmente.

Vasectomia

Assim como é possível evitar a gravidez indesejada por meio de intervenções cirúrgicas no corpo da mulher, também é possível que isso seja feito no caso dos homens. Embora o processo envolva estruturas diferentes, a vasectomia também funciona através de corte no canal e possui alta efetividade.

A vasectomia funciona fazendo um pequeno corte nos ductos ou canais deferentes, que são responsáveis pelo transporte dos espermatozoides maduros do epidídimo até o pênis para a ejaculação. Com o corte, os espermatozoides não são transportados, diminuindo assim a possibilidade de gravidez.

Além de ser um processo simples e rápido que não leva mais de 30 minutos, a vasectomia não interfere nos hormônios ou outras estruturas do sistema reprodutor masculino, e portanto não interfere na libido ou na capacidade de ereção.

Após a cirurgia, quem faz a vasectomia pode sentir alguns sintomas de pós-operatório, como dor local e inchaço nos primeiros dias. É importante que haja descanso e abstinência sexual por pelo menos uma semana após o procedimento para evitar lesões.

Também vale destacar que o homem deve continuar usando outros métodos contraceptivos por 60 dias, pois ainda podem restar espermatozoides vivos no canal e que, em relações sexuais sem proteção, podem acabar entrando pelo canal vaginal e fecundando óvulos, ainda que o procedimento tenha sido um sucesso.

Segundo a lei brasileira, tanto a laqueadura quanto a vasectomia precisam seguir alguns requisitos, como ser maior de 25 anos ou ter pelo menos 2 filhos. Como esses requisitos, diminuem o número de pessoas elegíveis para o procedimento, isto acaba se tornando um dos problemas de saúde pública no Brasil.

Pílula do dia seguinte

Até aqui, falamos de maneiras de evitar a gravidez antecipadamente, ou seja, antes da relação sexual, seja de maneira cirúrgica como o DIU ou com outros materiais como o preservativo, ou ainda a pílula e adesivos anticoncepcionais.

Contudo, nenhum desses métodos apresenta 100% de eficácia e podem falhar. Quando o preservativo estoura ou a mulher esquece de tomar a pílula anticoncepcional, uma possível solução para evitar a fecundação é a pílula do dia seguinte.

Embora possua esse nome, esta pílula pode ser tomada até 72 horas após a relação sexual. Mas vale lembrar que quanto maior o intervalo de tempo entre a relação e a ingestão da pílula, menor o efeito.

Ao contrário do anticoncepcional, que possui doses menores de hormônios que são ingeridos diariamente, a pílula do dia seguinte apresenta uma quantidade bem maior, e funciona inibindo ou atrasando a ovulação. Dessa forma, se realmente existirem espermatozoides no sistema reprodutor feminino, eles não conseguem encontrar o óvulo e, portanto, fecundar.

Com uma efetividade um pouco maior se tomada ainda no primeiro dia após a relação – cerca de 90% – a pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, e não deve se tornar um hábito.

Por conter altas doses de estrogênio ou progestogênio, efeitos colaterais incluem enjoos, irregularidade menstrual, dores de cabeça, náuseas e até desencadeamento de depressão e ansiedade.

Principais erros na hora de usar métodos contraceptivos

Até aqui, você entendeu mais sobre os principais métodos contraceptivos e anticoncepcionais para evitar uma gravidez indesejada. Todos eles usam tecnologias variadas, como administração de hormônios ou procedimentos cirúrgicos, visando auxiliar quem tem uma vida sexual ativa, mas não deseja ter filhos.

Ainda que as tecnologias envolvidas nesses métodos tenham evoluído enormemente, principalmente nos últimos anos, não existem métodos contraceptivos que sejam à prova de falhas.

Uma das melhores formas de minimizar essas falhas e diminuir as chances de uma gravidez, é compreendendo melhor a forma de funcionamento de cada um desses métodos e também como evitar o mau uso. Siga a leitura e descubra quais são os principais erros que pacientes cometem na hora de usar métodos contraceptivos.

Colocar a camisinha de forma incorreta

Mesmo sendo um dos métodos mais utilizados, nem todas as pessoas sexualmente ativas sabem qual o procedimento correto para colocar o preservativo masculino e o feminino.

Quando falamos da camisinha masculina, alguns cuidados devem ser tomados: é importante verificar a data de validade do produto e não abrir a embalagem com os dentes, o que pode rasgar ou danificar o preservativo.

Para colocá-lo, o homem deve se atentar para o lado correto, sendo que a parte lubrificada deve sempre ficar apontada para fora. Por último, também vale lembrar que a camisinha deve ser desenrolada até a base do pênis, para que não escape durante a penetração, aumentando, assim, o risco de gravidez.

Embora sejam precisos alguns cuidados, o preservativo continua sendo uma ótima forma de evitar a gravidez e também as infecções sexualmente transmissíveis como o HIV.

Não fazer a manutenção dos métodos contraceptivos

Quando falamos de métodos que envolvem procedimentos cirúrgicos e alterações hormonais, o acompanhamento médico é fundamental para assegurar tanto a saúde da mulher quanto a eficácia do método.

Como você viu, a maioria dos métodos envolvem algum tipo de manutenção periódica. No caso do DIU de cobre e hormonal, a mulher deve fazer um acompanhamento nos primeiros três meses para verificar se não houve deslocamento ou outra complicação. Mesmo que corra tudo bem, o DIU deve ser trocado em média a cada dez anos.

Já no caso das laqueaduras e vasectomias, ainda que os procedimentos sejam extremamente efetivos, é importante que sejam realizados exames, como a contagem de esperma no caso dos homens, para que não haja nenhuma surpresa e seja possível acompanhar de perto a saúde do homem.

Não tomar o anticoncepcional no mesmo horário

Provavelmente uma das maiores razões de falha no caso dos anticoncepcionais está relacionada ao esquecimento. Além de precisar se lembrar de tomar a pílula todos os dias (respeitando as pausas para menstruação), também se deve tomá-la no mesmo horário.

Isso se deve ao fato de que é mais difícil de esquecer o anticoncepcional quando ele faz parte da rotina, como para quem toma todos os dias depois do café da manhã ou no fim da tarde.

Além disso, ingerir a pílula no mesmo horário ajuda a deixar o ciclo mais regular e previsível, facilitando na hora de calcular a semana de descanso, por exemplo.

Como você conseguiu ler ao longo deste post, existem variadas formas de evitar a gravidez por meio dos métodos contraceptivos, desde os métodos de barreira até mudanças hormonais e procedimentos cirúrgicos. Quando são usados corretamente, a grande maioria dos métodos anticoncepcionais apresentam efetividade maior que 98%, ou seja, um número bem significativo e que atesta a segurança destes métodos.

A orientação do paciente é muito importante na hora da escolha do método contraceptivo e também em relação ao correto acompanhamento. A melhor opção vai variar de acordo com inúmeras questões, desde a rotina do paciente até a tolerância aos efeitos colaterais.

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