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Por que o Brasil tem tanta depressão

15/2/2024
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equipe afya educacao médica
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Você sabia que nosso país está entre os primeiros colocados no ranking de depressão nas Américas?

A preocupação com a saúde mental é um assunto sério que deve ser uma pauta constante entre os profissionais do país, diante do alto índice de depressão no Brasil. Pode parecer estranho, mas o Brasil é, segundo o relatório “Depressão e outros transtornos mentais”, da OMS e pesquisa publicada no periódico científico The Lancet - Regional Health Americas, o país mais depressivo da América Latina.

O levantamento mostra que quase 6% da população brasileira convive com a doença. E mais: afirma haver apenas 19 psicólogos para cada 100 pacientes, mesmo com o alto índice de depressão no Brasil.

Mas, afinal, por que os brasileiros sofrem tanto com essa doença? É hora de entendermos as causas desse problema e descobrir quais são as formas de lidar com ele da melhor forma possível, seja a curto ou longo prazo. Vamos lá? Boa leitura.

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O que é a depressão?

Antes de tudo, vamos contextualizar o que é a depressão. Ela é uma condição de saúde mental que envolve uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais.

É importante notar que a depressão não é apenas uma fraqueza pessoal ou falta de força de vontade, mas sim uma condição de saúde mental legítima que pode afetar qualquer pessoa, independentemente de idade, gênero ou status social.

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Causas

A depressão é uma condição complexa e multifacetada, e suas causas não podem ser atribuídas a um único fator. Ela geralmente resulta da interação de diversos elementos, incluindo fatores biológicos, psicológicos e sociais. Aqui estão alguns deles:

  • predisposição genética (pessoas com histórico familiar da doença têm maior probabilidade de desenvolvê-la);
  • desequilíbrios nos neurotransmissores, como serotonina, norepinefrina e dopamina;
  • experiências traumáticas, como abuso, perda de entes queridos, violência ou eventos estressantes;
  • situações de estresse crônico, como problemas no trabalho, problemas financeiros ou conflitos familiares;
  • falta de apoio social, solidão e isolamento;
  • condições sociais e econômicas difíceis, como pobreza, desemprego e falta de acesso a recursos;
  • mudanças nos níveis hormonais;
  • algumas condições médicas, como doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças crônicas;
  • abuso de álcool, drogas ilícitas ou medicamentos, entre outros.

Sintomas

Agora, confira alguns dos principais sintomas da depressão e relembre os principais aspectos dessa doença.

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Humor depressivo

A pessoa pode se sentir triste, melancólica ou desanimada na maior parte do tempo, independentemente das circunstâncias. Além disso, é possível existir uma sensação de falta de esperança em relação ao futuro e uma percepção de impotência para mudar as circunstâncias.

É importante lembrar que pessoas deprimidas podem ficar facilmente irritadas, frustradas ou zangadas, mesmo com situações pequenas que normalmente não as afetariam.

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Perda de interesse

Atividades que antes eram consideradas agradáveis podem parecer “sem graça”, levando à perda de interesse e motivação. Por isso, uma sensação geral de apatia e falta de vontade para realizar tarefas cotidianas ou participar de atividades sociais.

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Alterações no sono

Os transtornos do sono envolvem dificuldade em adormecer ou manter o sono, ou até mesmo dormir em excesso, muitas vezes sem se sentir descansado. Pode haver dificuldade em adormecer à noite ou despertar muito cedo pela manhã.

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Alterações no apetite

Algumas pessoas deprimidas podem experimentar uma diminuição do apetite, levando a perda de peso significativa. Outros podem recorrer à comida como uma forma de lidar com a depressão, resultando em ganho de peso. Assim, é preciso avaliar esse tipo de mudança comportamental nos pacientes.

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Fadiga e baixa energia

Mesmo após uma boa noite de sono, o paciente pode sentir uma fadiga persistente e uma falta geral de energia. Além disso, realizar tarefas simples pode parecer esmagador e exigir um esforço extraordinário.

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Dificuldade de concentração

A capacidade de concentração e tomada de decisões pode ser comprometida, resultando em lentidão mental. As tarefas que antes eram simples podem se tornar desafiadoras, e a pessoa pode se sentir facilmente distraída.

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Sentimento de culpa

Pessoas deprimidas podem se culpar por eventos que estão além de seu controle ou se sentir responsáveis por problemas que não são realmente de sua responsabilidade.

É comum que a pessoa possa ter uma visão negativa de si mesma, sentir-se inútil ou acreditar que não é digna de amor ou sucesso. Esse tipo de sentimento também deve ser avaliado nas consultas.

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Agitação

Algumas pessoas deprimidas podem apresentar agitação física, enquanto outras experimentam uma lentidão acentuada nos movimentos e pensamentos. Novamente, é importante que os profissionais estejam atentos a qualquer tipo de alteração comportamental em seus pacientes.

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Pensamentos suicidas

Pensamentos persistentes sobre a morte, o desejo de finitude ou ideias específicas sobre como cometer suicídio também podem estar presentes. É importante lembrar que isso é uma emergência médica, e a ajuda profissional imediata é necessária.

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Sintomas físicos

A depressão pode se manifestar fisicamente, causando dores de cabeça, dores musculares e outros desconfortos sem uma causa médica aparente. Além disso, distúrbios gastrointestinais, como náusea, constipação ou diarreia podem estar presentes.

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Isolamento social

A pessoa pode evitar interações sociais e se isolar de amigos, familiares e atividades que costumava desfrutar. Assim, mesmo quando em situações sociais, a pessoa pode se sentir desconectada e incapaz de se envolver emocionalmente.

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Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é geralmente feito por profissionais de saúde mental, como psiquiatras ou psicólogos. O processo de diagnóstico envolve uma avaliação cuidadosa dos sintomas, histórico médico e situação emocional do indivíduo. Conheça alguns passos abaixo.

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Entrevista clínica

O profissional de saúde mental realiza uma entrevista detalhada para obter informações sobre os sintomas específicos que o indivíduo está enfrentando. Isso inclui perguntas sobre o humor, padrões de sono, apetite, níveis de energia, histórico médico e eventos de vida recentes.

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Critérios diagnósticos

O diagnóstico da depressão é muitas vezes baseado em critérios estabelecidos em manuais de classificação de transtornos mentais, como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças).

De acordo com esses manuais, a depressão é diagnosticada quando uma pessoa apresenta sintomas específicos por um período mínimo de duas semanas, afetando significativamente seu funcionamento diário.

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Exclusão de outras condições

O profissional de saúde mental pode realizar exames físicos e testes laboratoriais para excluir outras condições médicas que podem estar contribuindo para os sintomas, como problemas hormonais, distúrbios da tireoide ou deficiências nutricionais.

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Avaliação de riscos

É importante avaliar qualquer risco imediato de suicídio. Se houver preocupações significativas, intervenções de emergência podem ser necessárias para garantir a segurança do indivíduo.

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Histórico familiar e pessoal

O profissional pode explorar o histórico do paciente e seus familiares quanto a transtornos mentais, incluindo depressão, para entender melhor os fatores genéticos e ambientais que podem contribuir para a condição.

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Acompanhamento

O diagnóstico muitas vezes envolve um processo contínuo de acompanhamento para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a abordagem conforme necessário.

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Tratamento

Por fim, chegamos ao tratamento. Ele pode envolver uma abordagem integrada que combina diferentes modalidades, dependendo da gravidade dos sintomas e das necessidades específicas de cada pessoa. Confira algumas opções.

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Psicoterapia

Ajuda a identificar e modificar padrões de pensamentos negativos e comportamentos disfuncionais que contribuem para a depressão, além de permitir que o paciente lide melhor com as próprias emoções.

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Medicamentos

São fármacos antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), que ajudam a equilibrar os neurotransmissores no cérebro. A escolha do medicamento e a dosagem são determinadas pelo profissional de saúde com base no perfil do paciente.

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Mudanças de estilo de vida

A prática regular de exercícios físicos é associada às melhorias nos sintomas depressivos. Além disso, mudanças no estilo de vida, como uma dieta saudável e uma boa higiene do sono, podem ser benéficas.

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Mudanças ambientais

Fazer alterações positivas no ambiente, como reduzir o estresse no trabalho, melhorar relacionamentos ou abordar fatores ambientais negativos, pode ser parte do tratamento.

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Apoio social

O suporte social é crucial. Participar de grupos de apoio ou se envolver em atividades sociais pode ajudar a combater o isolamento e promover a conexão emocional.

É importante notar que o tratamento ideal pode variar para cada pessoa, e nem todos os métodos são adequados para todos os casos. E, em muitas ocasiões, será necessária a parceria entre profissionais de diferentes áreas para a elaboração de uma estratégia personalizada e eficaz para o paciente.

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Como anda o índice de depressão no Brasil?

A pesquisa da Organização Mundial da Saúde, realizada em 2023, mostra que o índice de depressão no Brasil é o maior em toda a América Latina. No continente americano como um todo, ficamos atrás apenas dos Estados Unidos. Mas não se engane: a diferença não é assim tão grande.

Os estadunidenses têm uma taxa de depressão de 5,9%, enquanto no Brasil, ela é de 5,8%. Ainda que a população dos EUA seja maior, os números continuam preocupantes para os brasileiros.

E mais: segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é de que essa taxa suba para mais de 15% nos próximos anos. E essa é uma tendência mundial, já que os casos de depressão vêm subindo em todo o planeta, especialmente em espaços nos quais as pessoas têm uma renda mais baixa.

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Por que o índice de depressão no Brasil é tão alto?

Praia, futebol, povo hospitaleiro e que adora uma festa… isso não combina em nada com o alto índice de depressão no Brasil, não é mesmo? Pois é. A máxima “quem vê cara, não vê coração” nunca pareceu tão verdadeira.

Diante dessa discrepância entre comportamento social positivo e altas taxas de doenças psicológicas no Brasil, fica a pergunta: por que o povo brasileiro é tão suscetível a esse tipo de problema? Vamos tentar entender o fenômeno.

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Desigualdade social

A desigualdade socioeconômica no Brasil é significativa, com uma distribuição desigual de recursos, educação e oportunidades. Essa é uma questão estrutural, que perdura desde o início da história brasileira.

Indivíduos em situações de vulnerabilidade econômica muitas vezes enfrentam mais estresse e têm acesso limitado a recursos que promovem a saúde mental, contribuindo para a alta prevalência da depressão neste grupo.

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Dificuldade de acesso ao tratamento na rede pública

A falta de acesso a serviços de saúde mental de qualidade é um desafio significativo no Brasil, especialmente ao se falar sobre a rede pública de atendimento psicológico.

A escassez de profissionais especializados, a distância geográfica e a estigmatização em torno dos problemas de saúde mental são barreiras que dificultam a busca por tratamento, deixando muitas pessoas sem o suporte necessário.

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Forte estigma social

O estigma social em relação à depressão e outros transtornos mentais persiste como um desafio significativo no Brasil. Muitas pessoas ainda enfrentam discriminação e preconceito quando buscam ajuda para questões de saúde mental.

Isso pode resultar em hesitação em buscar tratamento, medo de julgamento e isolamento social. Esse ambiente estigmatizado pode impedir que as pessoas compartilhem abertamente suas experiências, adiem a procura de ajuda e contribuam para o aumento da prevalência da depressão.

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Falta de um protocolo de atendimento para a depressão

A ausência de um protocolo de atendimento padronizado para a depressão no sistema de saúde pode dificultar o acesso consistente e eficaz aos cuidados. A falta de diretrizes claras pode resultar em variações na abordagem terapêutica e na qualidade do tratamento oferecido.

Um protocolo de atendimento estruturado e amplamente implementado pode garantir uma abordagem mais uniforme e abrangente para a depressão, abordando desde a triagem até a intervenção e o acompanhamento, melhorando assim a qualidade da assistência e reduzindo as lacunas no tratamento.

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Estresse e pressões urbanas

O estilo de vida urbano agitado em muitas cidades brasileiras, caracterizado por congestionamentos, violência e longas jornadas de trabalho, pode levar a altos níveis de estresse crônico.

Essas pressões cotidianas podem ser um fator contribuinte para o desenvolvimento de transtornos mentais, incluindo a depressão. Isso é mais frequente em grandes centros, mas pode estar presente em cidades de diferentes tamanhos.

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Violência e insegurança

A violência urbana e a sensação generalizada de insegurança em algumas áreas do Brasil têm um impacto negativo na saúde mental da população, fazendo com que as pessoas vivam com medo.

O medo constante e a exposição a eventos traumáticos podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos depressivos e outros problemas associados, como a ansiedade e a síndrome do pânico.

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Pressões culturais e sociais

Expectativas sociais e culturais em relação ao sucesso, beleza e conformidade podem criar um ambiente propício para a depressão. Isso é algo presente em toda a sociedade, mas ainda mais relevante quando falamos de indivíduos que têm acesso às redes sociais.

A pressão para atender a padrões muitas vezes irreais pode levar a sentimentos de inadequação e baixa autoestima, gerando ansiedade e aumentando as chances de transtornos como a depressão.

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O que pode ser feito para mudar essa realidade?

Para abordar o alto índice de depressão no Brasil e melhorar a saúde mental da população, são necessárias ações coordenadas em diferentes níveis, incluindo políticas públicas, serviços de saúde, educação e conscientização.

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Campanhas de conscientização

Implementar campanhas educativas para aumentar a conscientização sobre saúde mental, desmistificar estigmas associados à depressão e promover a busca de ajuda.

Incentivar a conversa aberta, e a divulgação de histórias de superação e depoimentos de pessoas que enfrentaram a depressão pode ajudar a mudar percepções e atitudes. Essas campanhas podem incluir mídia, escolas, locais de trabalho e comunidades.

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Educação em saúde mental

Incluir a educação em saúde mental nas escolas para promover a compreensão desde cedo, reduzir o estigma e fornecer ferramentas para o gerenciamento emocional. Assim, desde cedo, poderemos aprender sobre os cuidados com o bem-estar psicológico.

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Aumento do acesso

Investir em infraestrutura para expandir o acesso a serviços de saúde mental em todas as regiões do país. Isso inclui a formação e contratação de profissionais de saúde mental, a criação de centros de atendimento comunitários e a integração da saúde mental nos serviços de atenção primária.

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Protocolos de atendimento

Estabelecer e implementar protocolos padronizados de atendimento para a depressão, garantindo que os profissionais de saúde sigam diretrizes específicas desde a triagem até o tratamento e o acompanhamento.

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Capacitação de profissionais

Proporcionar treinamento adequado para profissionais de saúde em relação ao diagnóstico e tratamento da depressão. Isso inclui sensibilização para questões culturais e sociais que podem afetar a saúde mental dos pacientes.

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Integração de saúde mental

Promover a integração eficaz da saúde mental nos cuidados de saúde primários para abordar tanto os aspectos físicos quanto os mentais da saúde, proporcionando uma abordagem holística ao paciente.

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Incentivo à pesquisa

Investir em pesquisas sobre saúde mental para entender melhor os fatores específicos que contribuem para a depressão no contexto brasileiro e desenvolver estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes.

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Qual é o papel dos médicos nessa questão?

Os médicos desempenham um papel crucial na abordagem da depressão. Eles são fundamentais em várias fases, desde a identificação precoce dos sintomas até o tratamento e acompanhamento contínuo. Conheça mais detalhes abaixo.

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Triagem e detecção precoce

Implementar práticas de triagem eficazes, especialmente em ambientes de atenção primária, para identificar sinais precoces de depressão. A detecção precoce pode facilitar intervenções mais eficientes e melhorar os resultados a longo prazo. Por isso, busque sempre incluir perguntas voltadas à saúde mental em sua rotina de atendimento.

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Encaminhamento adequado para um diagnóstico preciso

Os médicos, independentemente de serem generalistas ou especialistas, têm a responsabilidade de realizar uma avaliação cuidadosa dos sintomas apresentados pelos pacientes, utilizando critérios diagnósticos estabelecidos.

Quando há uma grande suspeita do diagnóstico de depressão e a Psiquiatria não for a sua especialidade, o melhor caminho é o encaminhamento a especialistas em saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras, garantindo que os pacientes recebam o suporte especializado necessário.

No entanto, se isso não for possível diante da escassez destes profissionais, é preciso buscar se atualizar sobre o tema e conversar com outros médicos que já possam ter passado por casos parecidos. Essa troca é fundamental, pois o diagnóstico preciso é essencial para o tratamento eficaz da depressão.

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Tratamento personalizado

Também cabe ao médico desenvolver planos de tratamento individualizados, considerando a gravidade dos sintomas, as necessidades específicas do paciente e outros fatores que influenciem o curso da depressão.

Isso pode incluir a prescrição de medicamentos, encaminhamento para terapia e aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida.

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Monitoramento e acompanhamento

Monitorar de perto a resposta do paciente ao tratamento, ajustando o plano conforme necessário. O acompanhamento regular é essencial para avaliar mudanças nos sintomas, identificar efeitos colaterais de medicamentos e garantir o apoio contínuo.

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Aconselhamento e educação de pacientes com depressão

Fornecer aconselhamento e educação aos pacientes e suas famílias sobre a natureza da depressão, os diferentes métodos de tratamento disponíveis e a importância da aderência ao plano terapêutico.

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Educação preventiva

O médico também deve participar de esforços de prevenção da depressão, fornecendo orientações sobre estratégias de autocuidado. Isso pode incluir orientar os pacientes sobre fatores de risco, sinais precoces e estratégias de prevenção, como a promoção de hábitos de vida saudáveis, com uma rotina de exercícios físicos, alimentação equilibrada e gestão do estresse.

Além disso é possível contribuir para a redução do estigma associado à depressão ao promover uma abordagem compassiva e não julgadora em relação aos pacientes que buscam ajuda para questões de saúde mental.

Ao conscientizar sobre a importância do autocuidado, da gestão do estresse e da busca precoce de ajuda, os médicos podem contribuir para a redução da incidência e gravidade da depressão na população.

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Colaboração interdisciplinar

Colaborar com outros profissionais de saúde, incluindo psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, para oferecer uma abordagem holística ao cuidado do paciente. Assim, os tratamentos são mais completos e podem ser personalizados com maior precisão.

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Atualização contínua

Esse profissional também deve se manter atualizado sobre os desenvolvimentos na área de saúde mental, participar de treinamentos e cursos de educação continuada para aprimorar as habilidades no diagnóstico e tratamento da depressão.

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Advocacia por recursos e políticas de saúde mental

Por fim, é importante lembrar que os médicos têm a capacidade de se envolver em diferentes iniciativa a nível comunitário, regional e nacional.

Assim, podem advogar por mais recursos destinados à saúde mental, promover políticas que melhorem o acesso a serviços de qualidade e contribuir para a construção de uma sociedade mais compreensiva e solidária em relação aos desafios da depressão.

Entenda mais sobre a Pós médica da Afya!

Como podemos ver, o índice de depressão no Brasil não é baixo e as estimativas não são nada animadoras. Por isso, é importante agir desde já, focando em um atendimento multidisciplinar, acolhedor e empático para os pacientes que lidam com essa doença.

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