Por que o Brasil tem um alto índice de pessoas com depressão?

A preocupação com a saúde mental é um assunto sério que deve ser uma pauta constante entre os profissionais do país, diante do alto índice de depressão no Brasil. Pode parecer estranho, mas o Brasil é, segundo o relatório “Depressão e outros transtornos mentais”, da OMS e pesquisa publicada no periódico científico The Lancet - Regional Health Americas, o país mais depressivo da América Latina.

O levantamento mostra que quase 6% da população brasileira convive com a doença. E mais: afirma haver apenas 19 psicólogos para cada 100 pacientes, mesmo com o alto índice de depressão no Brasil.

Mas, afinal, por que os brasileiros sofrem tanto com essa doença? É hora de entendermos as causas desse problema e descobrir quais são as formas de lidar com ele da melhor forma possível, seja a curto ou longo prazo. Vamos lá? Boa leitura.

O que é a depressão?

Antes de tudo, vamos contextualizar o que é a depressão. Ela é uma condição de saúde mental que envolve uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais.

É importante notar que a depressão não é apenas uma fraqueza pessoal ou falta de força de vontade, mas sim uma condição de saúde mental legítima que pode afetar qualquer pessoa, independentemente de idade, gênero ou status social.

Causas

A depressão é uma condição complexa e multifacetada, e suas causas não podem ser atribuídas a um único fator. Ela geralmente resulta da interação de diversos elementos, incluindo fatores biológicos, psicológicos e sociais. Aqui estão alguns deles:

  • predisposição genética (pessoas com histórico familiar da doença têm maior probabilidade de desenvolvê-la);
  • desequilíbrios nos neurotransmissores, como serotonina, norepinefrina e dopamina;
  • experiências traumáticas, como abuso, perda de entes queridos, violência ou eventos estressantes;
  • situações de estresse crônico, como problemas no trabalho, problemas financeiros ou conflitos familiares;
  • falta de apoio social, solidão e isolamento;
  • condições sociais e econômicas difíceis, como pobreza, desemprego e falta de acesso a recursos;
  • mudanças nos níveis hormonais;
  • algumas condições médicas, como doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças crônicas;
  • abuso de álcool, drogas ilícitas ou medicamentos, entre outros.

Sintomas

Agora, confira alguns dos principais sintomas da depressão e relembre os principais aspectos dessa doença.

Humor depressivo

A pessoa pode se sentir triste, melancólica ou desanimada na maior parte do tempo, independentemente das circunstâncias. Além disso, é possível existir uma sensação de falta de esperança em relação ao futuro e uma percepção de impotência para mudar as circunstâncias.

É importante lembrar que pessoas deprimidas podem ficar facilmente irritadas, frustradas ou zangadas, mesmo com situações pequenas que normalmente não as afetariam.

Perda de interesse

Atividades que antes eram consideradas agradáveis podem parecer “sem graça”, levando à perda de interesse e motivação. Por isso, uma sensação geral de apatia e falta de vontade para realizar tarefas cotidianas ou participar de atividades sociais.

Alterações no sono

Os transtornos do sono envolvem dificuldade em adormecer ou manter o sono, ou até mesmo dormir em excesso, muitas vezes sem se sentir descansado. Pode haver dificuldade em adormecer à noite ou despertar muito cedo pela manhã.

Alterações no apetite

Algumas pessoas deprimidas podem experimentar uma diminuição do apetite, levando a perda de peso significativa. Outros podem recorrer à comida como uma forma de lidar com a depressão, resultando em ganho de peso. Assim, é preciso avaliar esse tipo de mudança comportamental nos pacientes.

Fadiga e baixa energia

Mesmo após uma boa noite de sono, o paciente pode sentir uma fadiga persistente e uma falta geral de energia. Além disso, realizar tarefas simples pode parecer esmagador e exigir um esforço extraordinário.

Dificuldade de concentração

A capacidade de concentração e tomada de decisões pode ser comprometida, resultando em lentidão mental. As tarefas que antes eram simples podem se tornar desafiadoras, e a pessoa pode se sentir facilmente distraída.

Sentimento de culpa

Pessoas deprimidas podem se culpar por eventos que estão além de seu controle ou se sentir responsáveis por problemas que não são realmente de sua responsabilidade.

É comum que a pessoa possa ter uma visão negativa de si mesma, sentir-se inútil ou acreditar que não é digna de amor ou sucesso. Esse tipo de sentimento também deve ser avaliado nas consultas.

Agitação

Algumas pessoas deprimidas podem apresentar agitação física, enquanto outras experimentam uma lentidão acentuada nos movimentos e pensamentos. Novamente, é importante que os profissionais estejam atentos a qualquer tipo de alteração comportamental em seus pacientes.

Pensamentos suicidas

Pensamentos persistentes sobre a morte, o desejo de finitude ou ideias específicas sobre como cometer suicídio também podem estar presentes. É importante lembrar que isso é uma emergência médica, e a ajuda profissional imediata é necessária.

Sintomas físicos

A depressão pode se manifestar fisicamente, causando dores de cabeça, dores musculares e outros desconfortos sem uma causa médica aparente. Além disso, distúrbios gastrointestinais, como náusea, constipação ou diarreia podem estar presentes.

Isolamento social

A pessoa pode evitar interações sociais e se isolar de amigos, familiares e atividades que costumava desfrutar. Assim, mesmo quando em situações sociais, a pessoa pode se sentir desconectada e incapaz de se envolver emocionalmente.

Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é geralmente feito por profissionais de saúde mental, como psiquiatras ou psicólogos. O processo de diagnóstico envolve uma avaliação cuidadosa dos sintomas, histórico médico e situação emocional do indivíduo. Conheça alguns passos abaixo.

Entrevista clínica

O profissional de saúde mental realiza uma entrevista detalhada para obter informações sobre os sintomas específicos que o indivíduo está enfrentando. Isso inclui perguntas sobre o humor, padrões de sono, apetite, níveis de energia, histórico médico e eventos de vida recentes.

Critérios diagnósticos

O diagnóstico da depressão é muitas vezes baseado em critérios estabelecidos em manuais de classificação de transtornos mentais, como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças).

De acordo com esses manuais, a depressão é diagnosticada quando uma pessoa apresenta sintomas específicos por um período mínimo de duas semanas, afetando significativamente seu funcionamento diário.

Exclusão de outras condições

O profissional de saúde mental pode realizar exames físicos e testes laboratoriais para excluir outras condições médicas que podem estar contribuindo para os sintomas, como problemas hormonais, distúrbios da tireoide ou deficiências nutricionais.

Avaliação de riscos

É importante avaliar qualquer risco imediato de suicídio. Se houver preocupações significativas, intervenções de emergência podem ser necessárias para garantir a segurança do indivíduo.

Histórico familiar e pessoal

O profissional pode explorar o histórico do paciente e seus familiares quanto a transtornos mentais, incluindo depressão, para entender melhor os fatores genéticos e ambientais que podem contribuir para a condição.

Acompanhamento

O diagnóstico muitas vezes envolve um processo contínuo de acompanhamento para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a abordagem conforme necessário.

Tratamento

Por fim, chegamos ao tratamento. Ele pode envolver uma abordagem integrada que combina diferentes modalidades, dependendo da gravidade dos sintomas e das necessidades específicas de cada pessoa. Confira algumas opções.

Psicoterapia

Ajuda a identificar e modificar padrões de pensamentos negativos e comportamentos disfuncionais que contribuem para a depressão, além de permitir que o paciente lide melhor com as próprias emoções.

Medicamentos

São fármacos antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), que ajudam a equilibrar os neurotransmissores no cérebro. A escolha do medicamento e a dosagem são determinadas pelo profissional de saúde com base no perfil do paciente.

Mudanças de estilo de vida

A prática regular de exercícios físicos é associada às melhorias nos sintomas depressivos. Além disso, mudanças no estilo de vida, como uma dieta saudável e uma boa higiene do sono, podem ser benéficas.

Mudanças ambientais

Fazer alterações positivas no ambiente, como reduzir o estresse no trabalho, melhorar relacionamentos ou abordar fatores ambientais negativos, pode ser parte do tratamento.

Apoio social

O suporte social é crucial. Participar de grupos de apoio ou se envolver em atividades sociais pode ajudar a combater o isolamento e promover a conexão emocional.

É importante notar que o tratamento ideal pode variar para cada pessoa, e nem todos os métodos são adequados para todos os casos. E, em muitas ocasiões, será necessária a parceria entre profissionais de diferentes áreas para a elaboração de uma estratégia personalizada e eficaz para o paciente.

Como anda o índice de depressão no Brasil?

A pesquisa da Organização Mundial da Saúde, realizada em 2023, mostra que o índice de depressão no Brasil é o maior em toda a América Latina. No continente americano como um todo, ficamos atrás apenas dos Estados Unidos. Mas não se engane: a diferença não é assim tão grande.

Os estadunidenses têm uma taxa de depressão de 5,9%, enquanto no Brasil, ela é de 5,8%. Ainda que a população dos EUA seja maior, os números continuam preocupantes para os brasileiros.

E mais: segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é de que essa taxa suba para mais de 15% nos próximos anos. E essa é uma tendência mundial, já que os casos de depressão vêm subindo em todo o planeta, especialmente em espaços nos quais as pessoas têm uma renda mais baixa.

Por que o índice de depressão no Brasil é tão alto?

Praia, futebol, povo hospitaleiro e que adora uma festa… isso não combina em nada com o alto índice de depressão no Brasil, não é mesmo? Pois é. A máxima “quem vê cara, não vê coração” nunca pareceu tão verdadeira.

Diante dessa discrepância entre comportamento social positivo e altas taxas de doenças psicológicas no Brasil, fica a pergunta: por que o povo brasileiro é tão suscetível a esse tipo de problema? Vamos tentar entender o fenômeno.

Desigualdade social

A desigualdade socioeconômica no Brasil é significativa, com uma distribuição desigual de recursos, educação e oportunidades. Essa é uma questão estrutural, que perdura desde o início da história brasileira.

Indivíduos em situações de vulnerabilidade econômica muitas vezes enfrentam mais estresse e têm acesso limitado a recursos que promovem a saúde mental, contribuindo para a alta prevalência da depressão neste grupo.

Dificuldade de acesso ao tratamento na rede pública

A falta de acesso a serviços de saúde mental de qualidade é um desafio significativo no Brasil, especialmente ao se falar sobre a rede pública de atendimento psicológico.

A escassez de profissionais especializados, a distância geográfica e a estigmatização em torno dos problemas de saúde mental são barreiras que dificultam a busca por tratamento, deixando muitas pessoas sem o suporte necessário.

Forte estigma social

O estigma social em relação à depressão e outros transtornos mentais persiste como um desafio significativo no Brasil. Muitas pessoas ainda enfrentam discriminação e preconceito quando buscam ajuda para questões de saúde mental.

Isso pode resultar em hesitação em buscar tratamento, medo de julgamento e isolamento social. Esse ambiente estigmatizado pode impedir que as pessoas compartilhem abertamente suas experiências, adiem a procura de ajuda e contribuam para o aumento da prevalência da depressão.

Falta de um protocolo de atendimento para a depressão

A ausência de um protocolo de atendimento padronizado para a depressão no sistema de saúde pode dificultar o acesso consistente e eficaz aos cuidados. A falta de diretrizes claras pode resultar em variações na abordagem terapêutica e na qualidade do tratamento oferecido.

Um protocolo de atendimento estruturado e amplamente implementado pode garantir uma abordagem mais uniforme e abrangente para a depressão, abordando desde a triagem até a intervenção e o acompanhamento, melhorando assim a qualidade da assistência e reduzindo as lacunas no tratamento.

Estresse e pressões urbanas

O estilo de vida urbano agitado em muitas cidades brasileiras, caracterizado por congestionamentos, violência e longas jornadas de trabalho, pode levar a altos níveis de estresse crônico.

Essas pressões cotidianas podem ser um fator contribuinte para o desenvolvimento de transtornos mentais, incluindo a depressão. Isso é mais frequente em grandes centros, mas pode estar presente em cidades de diferentes tamanhos.

Violência e insegurança

A violência urbana e a sensação generalizada de insegurança em algumas áreas do Brasil têm um impacto negativo na saúde mental da população, fazendo com que as pessoas vivam com medo.

O medo constante e a exposição a eventos traumáticos podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos depressivos e outros problemas associados, como a ansiedade e a síndrome do pânico.

Pressões culturais e sociais

Expectativas sociais e culturais em relação ao sucesso, beleza e conformidade podem criar um ambiente propício para a depressão. Isso é algo presente em toda a sociedade, mas ainda mais relevante quando falamos de indivíduos que têm acesso às redes sociais.

A pressão para atender a padrões muitas vezes irreais pode levar a sentimentos de inadequação e baixa autoestima, gerando ansiedade e aumentando as chances de transtornos como a depressão.

O que pode ser feito para mudar essa realidade?

Para abordar o alto índice de depressão no Brasil e melhorar a saúde mental da população, são necessárias ações coordenadas em diferentes níveis, incluindo políticas públicas, serviços de saúde, educação e conscientização.

Campanhas de conscientização

Implementar campanhas educativas para aumentar a conscientização sobre saúde mental, desmistificar estigmas associados à depressão e promover a busca de ajuda.

Incentivar a conversa aberta, e a divulgação de histórias de superação e depoimentos de pessoas que enfrentaram a depressão pode ajudar a mudar percepções e atitudes. Essas campanhas podem incluir mídia, escolas, locais de trabalho e comunidades.

Educação em saúde mental

Incluir a educação em saúde mental nas escolas para promover a compreensão desde cedo, reduzir o estigma e fornecer ferramentas para o gerenciamento emocional. Assim, desde cedo, poderemos aprender sobre os cuidados com o bem-estar psicológico.

Aumento do acesso

Investir em infraestrutura para expandir o acesso a serviços de saúde mental em todas as regiões do país. Isso inclui a formação e contratação de profissionais de saúde mental, a criação de centros de atendimento comunitários e a integração da saúde mental nos serviços de atenção primária.

Protocolos de atendimento

Estabelecer e implementar protocolos padronizados de atendimento para a depressão, garantindo que os profissionais de saúde sigam diretrizes específicas desde a triagem até o tratamento e o acompanhamento.

Capacitação de profissionais

Proporcionar treinamento adequado para profissionais de saúde em relação ao diagnóstico e tratamento da depressão. Isso inclui sensibilização para questões culturais e sociais que podem afetar a saúde mental dos pacientes.

Integração de saúde mental

Promover a integração eficaz da saúde mental nos cuidados de saúde primários para abordar tanto os aspectos físicos quanto os mentais da saúde, proporcionando uma abordagem holística ao paciente.

Incentivo à pesquisa

Investir em pesquisas sobre saúde mental para entender melhor os fatores específicos que contribuem para a depressão no contexto brasileiro e desenvolver estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes.

Qual é o papel dos médicos nessa questão?

Os médicos desempenham um papel crucial na abordagem da depressão. Eles são fundamentais em várias fases, desde a identificação precoce dos sintomas até o tratamento e acompanhamento contínuo. Conheça mais detalhes abaixo.

Triagem e detecção precoce

Implementar práticas de triagem eficazes, especialmente em ambientes de atenção primária, para identificar sinais precoces de depressão. A detecção precoce pode facilitar intervenções mais eficientes e melhorar os resultados a longo prazo. Por isso, busque sempre incluir perguntas voltadas à saúde mental em sua rotina de atendimento.

Encaminhamento adequado para um diagnóstico preciso

Os médicos, independentemente de serem generalistas ou especialistas, têm a responsabilidade de realizar uma avaliação cuidadosa dos sintomas apresentados pelos pacientes, utilizando critérios diagnósticos estabelecidos.

Quando há uma grande suspeita do diagnóstico de depressão e a Psiquiatria não for a sua especialidade, o melhor caminho é o encaminhamento a especialistas em saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras, garantindo que os pacientes recebam o suporte especializado necessário.

No entanto, se isso não for possível diante da escassez destes profissionais, é preciso buscar se atualizar sobre o tema e conversar com outros médicos que já possam ter passado por casos parecidos. Essa troca é fundamental, pois o diagnóstico preciso é essencial para o tratamento eficaz da depressão.

Tratamento personalizado

Também cabe ao médico desenvolver planos de tratamento individualizados, considerando a gravidade dos sintomas, as necessidades específicas do paciente e outros fatores que influenciem o curso da depressão.

Isso pode incluir a prescrição de medicamentos, encaminhamento para terapia e aconselhamento sobre mudanças no estilo de vida.

Monitoramento e acompanhamento

Monitorar de perto a resposta do paciente ao tratamento, ajustando o plano conforme necessário. O acompanhamento regular é essencial para avaliar mudanças nos sintomas, identificar efeitos colaterais de medicamentos e garantir o apoio contínuo.

Aconselhamento e educação de pacientes com depressão

Fornecer aconselhamento e educação aos pacientes e suas famílias sobre a natureza da depressão, os diferentes métodos de tratamento disponíveis e a importância da aderência ao plano terapêutico.

Educação preventiva

O médico também deve participar de esforços de prevenção da depressão, fornecendo orientações sobre estratégias de autocuidado. Isso pode incluir orientar os pacientes sobre fatores de risco, sinais precoces e estratégias de prevenção, como a promoção de hábitos de vida saudáveis, com uma rotina de exercícios físicos, alimentação equilibrada e gestão do estresse.

Além disso é possível contribuir para a redução do estigma associado à depressão ao promover uma abordagem compassiva e não julgadora em relação aos pacientes que buscam ajuda para questões de saúde mental.

Ao conscientizar sobre a importância do autocuidado, da gestão do estresse e da busca precoce de ajuda, os médicos podem contribuir para a redução da incidência e gravidade da depressão na população.

Colaboração interdisciplinar

Colaborar com outros profissionais de saúde, incluindo psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, para oferecer uma abordagem holística ao cuidado do paciente. Assim, os tratamentos são mais completos e podem ser personalizados com maior precisão.

Atualização contínua

Esse profissional também deve se manter atualizado sobre os desenvolvimentos na área de saúde mental, participar de treinamentos e cursos de educação continuada para aprimorar as habilidades no diagnóstico e tratamento da depressão.

Advocacia por recursos e políticas de saúde mental

Por fim, é importante lembrar que os médicos têm a capacidade de se envolver em diferentes iniciativa a nível comunitário, regional e nacional.

Assim, podem advogar por mais recursos destinados à saúde mental, promover políticas que melhorem o acesso a serviços de qualidade e contribuir para a construção de uma sociedade mais compreensiva e solidária em relação aos desafios da depressão.

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Como podemos ver, o índice de depressão no Brasil não é baixo e as estimativas não são nada animadoras. Por isso, é importante agir desde já, focando em um atendimento multidisciplinar, acolhedor e empático para os pacientes que lidam com essa doença.

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