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O que é a Coronofobia? O impacto da pandemia na saúde mental

O que é a Coronofobia? O impacto da pandemia na saúde mental

Um ano depois de ser declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde, a contaminação pelo vírus da Covid-19 já deixou mais de 3 milhões de vítimas fatais no planeta, sendo 375 mil delas só no Brasil. Além do rastro de morte, a doença tem deixado um grande impacto na saúde mental das pessoas, uma condição psicológica chamada de Coronofobia.

O que é a Coronofobia?

A Coronofobia pode ser descrita como a sensação de medo e preocupação constantes durante a pandemia, estado que gera uma grande ansiedade diante da hipótese de contrair o vírus da Covid-19.Também diz respeito ao impacto psicológico e aos prejuízos físicos provocados nas pessoas pela doença em si ou relacionados às medidas de contenção de vírus, como o isolamento social, uso de máscaras e lockdowns.

As sensações e quadros associados mais comuns incluem:

  • Medo da morte ou de ficar gravemente doente
  • Receio de contaminar outras pessoas
  • Preocupação com os impactos econômicos causados pelas medidas de contenção do vírus, como o desemprego e insegurança alimentar
  • Ansiedade, com quadros de pânico e ansiedade generalizada
  • Depressão
  • Angústia
  • Comportamentos obsessivos
  • Paranoia
  • Sensação de desesperança

Muitas dessas reações a situação da pandemia podem ser confundidas com comportamentos normais e esperados diante das  realidade atual. Contudo, é preciso ficar atento a sensações e sentimentos exacerbados que são prejudiciais ao indivíduo a médio e longo prazo.

Pesquisas sobre a Coronofobia

Um estudo publicado na National Library of Medicine, nos EUA, fez uma análise de 500 casos de ansiedade e depressão nos EUA ao longo da pandemia e chegou a conclusão de que 100% deles estavam ligados de alguma forma ao problema da pandemia. Outra pesquisa, essa feita no Brasil  pelo Ministério da Saúde.

Novos estudos foram publicados sobre o fenômeno da Coronofobia ao longo do primeiro ano da pandemia da Covid-19. As pesquisas  analisaram principalmente os gatilhos psicológicos que ativam as sensações fóbicas e causam sofrimento. Cientistas descobriram que os principais envolvem a exposição a situações ou pessoas que aumentam a probabilidade de contrair o vírus, como sair de casa, ir trabalhar, encontrar amigos e parentes em espaços fechados.

O estudo propõe até uma escala para medir o grau de mal estar relacionado ao medo de contrair a doença:

  • Fisiológico: o medo desencadeia uma reação de luta ou fuga. Os pacientes podem se referir a sintomas como tremores, palpitação, vertigem, alterações no sono e no apetite.
  • Comportamental: observa-se a presença de comportamentos de preocupação com a segurança relacionada à saúde, como lavar as mãos com frequência ou checar os sinais vitais, além de comportamentos evitativos, como a preocupação em usar o transporte público, frequentar lugares fechados e encontrar pessoas.
  • Cognitivo: podem surgir distorções cognitivas na forma de pensamentos disfuncionais, como o medo da morte ao contrair a doença, crenças irracionais e comprometimento da atenção.

Outra pesquisa avaliou a Coronofobia para entender o impacto do sofrimento psicológico vivido durante a pandemia. Por meio da análise de regressão múltipla hierarquizada, cientistas descobriram que a fobia ao Coronavírus agravou quadros de depressão, ansiedade generalizada e ansiedade por medo da morte.

Houve ainda um aumento significativo na sensação de vulnerabilidade como forte fator de sofrimento.

Seus pacientes apresentaram mudanças significativas no comportamento desde o início da pandemia? Eles relatam sofrimento?