Diversos fatores podem impactar a saúde da mulher na menopausa e na pós-menopausa, listamos alguns deles e as principais medidas de controle.
Cada fase da vida da mulher exige uma série de cuidados que devem levar em conta fatores específicos de cada faixa, como o encerramento do ciclo reprodutivo, popularmente chamado de menopausa. Esse período tem um impacto relevante sobre o corpo feminino, se manifesta de maneiras muito diferentes em cada mulher e tem consequências igualmente únicas para sua saúde. Por esse motivo, o gerenciamento da menopausa deve ser feito de modo individualizado, com uma abordagem de medicina personalizada. Um artigo publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism sugere que o gerenciamento da menopausa deve ser feito em cinco etapas. São elas:
Primeira etapa
Identificar a fase que a mulher se encontra: se está na pré-menopausa, na menopausa ou na pós-menopausa. Há diversos métodos para realizar essa análise, como fatores etários, fenômenos típicos de cada fase da menopausa, mudanças no corpo da mulher, entre outros.
Segunda etapa
Fazer uma análise detalhada sobre os fenômenos e alterações fisiológicas típicos do período. São eles :
- Ondas de calor
- Sintomas vaginais ou urinários
- Alterações do humor
- Problemas de sono
- Problemas de cognição,
- Avaliação de saúde óssea
- Avaliação de saúde cardiovascular
Nessa etapa, recomenda-se uma abordagem de saúde integral baseada em fatores de saúde da meia-idade, como controle de peso, recomendação de atividade física, abandono do tabagismo e da ingestão de álcool.
Terceira etapa
De acordo com a Endocrine Society e a International Menopause Society, nesta etapa é recomendado uma avaliação para a implementação da terapia hormonal da menopausa (THM) sistêmica. A terapia é indicada principalmente para mulheres com sintomas vasomotores moderados ou graves.
Quarta etapa
Muitas mulheres optam por não realizar a THM sistêmica. Para elas são indicadas alternativas que apenas auxiliam no alívio dos sintomas, mas não necessariamente funcionam como prevenção para doenças decorrentes da menopausa.
Quinta etapa
A quinta e última etapa inclui a avaliação da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGUM). A síndrome é marcada pela ocorrência de secura vaginal, irritação e flacidez da mucosa genital, diminuição da libido, dores durante o ato sexual e incontinência urinária de urgência. Para mulheres que sofrem de SGUM, a recomendação é que usem hidratantes e lubrificantes vaginais. Se os sintomas persistirem, estrogênio vaginal em doses baixas costuma ser a próxima recomendação.
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E na pós-menopausa? Atenção à testosterona aumentada
Conhecido como hiperandrogenismo, trata-se de excesso de androgênios, como é o caso da testosterona, provenientes dos ovários ou adrenais, que podem se manifestar clinicamente por meio de hirsutismo - o crescimento exagerado de pelos.
Causas da testosterona aumentada
Durante a menopausa é comum que ocorra uma redução da produção de estrogênios. Contudo, os androgênios sofrem uma redução bem mais lenta e gradual. Desse descompasso surge a testosterona aumentada. Outra causa comum é chamada de hipertecose ovariana, uma desordem que lembra a síndrome dos ovários micropolicísticos (SOP).
Tratamento para testosterona aumentada
O tratamento da testosterona aumentada varia de acordo com sua etiologia:
- Adrenalectomia: procedimento cirúrgico para retirada de tumores adrenais
- Ooforectomia e histerectomia: relativos aos ovários
- Salpingooforectomia bilateral: no caso de hipertecose ovariana
- Uso de análogos do GnRH (acetato de leuprolide, por exemplo): alternativa terapêutica para pacientes com riscos.
Qual sua abordagem de gerenciamento da menopausa?
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