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Médico pesquisador: saiba tudo sobre a carreira

Médico pesquisador: saiba tudo sobre a carreira

Assim como ocorre com as demais áreas do conhecimento, a pesquisa em Medicina é essencial para a sua evolução. É por meio da busca por respostas a diversas questões de saúde que o crescimento do setor se torna possível. Nesse sentido, a figura do médico-pesquisador é indispensável.

As pesquisas que esse profissional faz estimula as inovações tecnológicas e otimiza os protocolos médicos. Além disso, contribui para estabelecer uma base sólida de evidências científicas que servem como embasamento para a prática médica.

Tem interesse em saber mais sobre essa carreira? Então, continue a leitura para entender melhor sobre essa profissão, mercado de trabalho e oportunidades que a carreira oferece. Confira!

O que é um médico-pesquisador?

O médico-pesquisador é um profissional que contribui para o desenvolvimento de novos procedimentos médicos, tratamentos e medicamentos mais eficazes. As pesquisas que ele desenvolve também ajudam os médicos que atuam o atendimento direto aos pacientes a aprimorar diagnósticos e a descobrir intervenções eficazes. Dessa forma, inovações podem ser oferecidas por meio de tratamentos modernos e métodos de prevenção de doenças.

Isso é possível porque as descobertas e resultados obtidos pelo médico-pesquisador geram materiais para a indústria farmacêutica e médica. Assim é possível desenvolver novas substâncias e produtos para os diversos tratamentos de pessoas.

Além disso, muitas doenças que ainda não são totalmente conhecidas e não têm cura, se tornam objetos de pesquisas pelo médico-pesquisador. Os resultados podem gerar novos medicamentos ou desenvolvimento de vacinas e tratamentos mais rápidos e menos invasivos, com a diminuição de efeitos colaterais e sequelas.

O que o médico-pesquisador faz e como ele pode atuar?

A função do médico-pesquisador é iniciar ou participar de pesquisas e investigações científicas que visam desenvolver conhecimentos. Para isso, ele atua em instituições de saúde ou de ensino,

O objetivo é compreender de maneira mais profunda os mecanismos de uma doença, assim como as formas de prevenção, tratamento mais avançado e métodos que promovam a saúde. Há um campo muito vasto para o trabalho do médico-cientista.

Isso porque é possível se dedicar à pesquisa em diferentes áreas médicas, tais como:

  • conhecimentos em oncologia;
  • doenças infecciosas;
  • saúde da mulher;
  • biotecnologia;
  • saúde do idoso ou da criança;
  • células-tronco;
  • vacinas, entre outras áreas.

Esse cientista da Medicina costuma trabalhar com um grupo, em prol de um mesmo objetivo. Além do trabalho com testes em laboratório, o médico-pesquisador pode ter contato direto com pacientes.

Nesse caso, a intenção é entender um pouco mais sobre a condição de saúde da pessoa e o que há em comum com outras que apresentam o mesmo problema. Também pode atuar com exames e a suas análises.

Dessa forma, a atuação do médico-pesquisador é focada na compreensão das doenças, não na indicação de tratamentos. Assim, podemos dizer que esse profissional trabalha nos bastidores da Medicina e não em sua linha de frente.

A seguir, conheça algumas das principais especialidades da pesquisa médica e descubra como estão moldando o futuro da Medicina por meio do conhecimento científico.

Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

Essa área está diretamente ligada à pesquisa científica: os patologistas clínicos são os responsáveis por análises laboratoriais complexas, interpretação de resultados e fornecimento de informações relevantes sobre diagnósticos.

Dessa forma, contribuem fortemente com estudos epidemiológicos, investigando novas técnicas de diagnóstico e aprimorando os métodos laboratoriais.

Infectologia

Essa é uma especialidade que investiga as infecções provocadas por microrganismos, como vírus, bactérias, parasitas e fungos. Nela, os infectologistas fazem pesquisas para:

  • investigar novos patógenos;
  • compreender a epidemiologia de diversas doenças infecciosas;
  • desenvolver formas de prevenção e controle de infecções;
  • avaliar a eficácia de tratamentos antimicrobianos.

A pesquisa realizada em Infectologia é altamente relevante para enfrentar os desafios como epidemias globais, surtos de doenças e resistência antimicrobiana.

Genética Médica

Já a Genética Médica é a especialidade com foco no estudo dos genes e suas relações com doenças humanas. Os especialistas dessa área fazem pesquisas para identificar e compreender as alterações genéticas que podem gerar doenças hereditárias.

Com os resultados obtidos eles conseguem desenvolver novas estratégias de diagnósticos e tratamentos. Além disso, contribuem para o avanço em estudos de genética populacional e aconselhamento genético. Para isso, fornecem informações valiosas para a prática clínica e a evolução da Medicina Personalizada.

Medicina Nuclear

Essa é uma especialidade que usa as técnicas de imagem molecular para diagnósticos e tratamento de doenças. Os médicos cientistas que atuam nessa área conduzem pesquisas para:

  • desenvolvimento de novos radiofármacos;
  • aprimoramento de técnicas de imagem;
  • estudo da fisiologia e do metabolismo de órgãos e tecidos;
  • avaliação da resposta terapêutica.

Nesse sentido, a pesquisa em Medicina Nuclear contribui para encontrar novas maneiras de detectar precocemente o câncer, investigação de distúrbios neurológicos, avaliação de doenças cardíacas, bem como o desenvolvimento de terapias personalizadas.

Neurociência Médica

A Neurociência Médica estuda o sistema nervoso, em relação a suas estruturas, funções e distúrbios. Os médicos-cientistas dessa área realizam pesquisas para compreender melhor os mecanismos das doenças neurológicas, tais como Acidente Vascular Cerebral (AVC), doença de Alzheimer, esclerose múltipla, entre outras.

Além disso, investigam novas maneiras de diagnosticar, terapias e intervenções neurocirúrgicas. Assim, contribuem para a evolução nos tratamentos e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que sofrem com distúrbios neurológicos.

Oncologia

A especialidade médica em Oncologia é voltada para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com câncer.

Os médicos oncologistas que seguem na pesquisa científica participam de estudos clínicos para avaliação da eficácia de novas terapias, identificação de biomarcadores prognósticos e preditivos, e aprimoramento dos protocolos de tratamento.

É importante enfatizar que a pesquisa em Oncologia é o melhor caminho para desenvolver abordagens mais efetivas para o combate ao câncer. Isso porque ela oferece opções de tratamento individualizadas e promove avanços significativos na luta contra essa doença.

Epidemiologia e pesquisa em Saúde Pública

Essas são áreas que envolvem o estudo e a análise dos padrões de doenças para entender sua distribuição, fatores de risco e impacto na população. Tanto os epidemiologistas quanto os pesquisadores em saúde pública fazem pesquisas para:

  • identificar determinantes de saúde;
  • avaliar a eficácia de intervenções preventivas;
  • investigar surtos de doenças;
  • desenvolver políticas de saúde baseadas em evidências.

A pesquisa nessa área é essencial para promover a saúde da população, prevenir doenças e fazer planejamento de ações efetivas para a saúde pública.

Quais outras atividades esse profissional pode desenvolver?

A rotina de um médico-pesquisador pode ser bastante variada, já que depende da área em que atua. Muitas vezes, esse profissional combina a prática clínica com a pesquisa científica. A seguir, veja as principais atividades e responsabilidades comuns de um médico-pesquisador:

  • análises de amostras de sangue, tecidos e fluidos;
  • apresentação de resultados em reuniões ou conferências;
  • busca de financiamento para projetos de pesquisa por meio de bolsas, subsídios ou patrocínios;
  • colaboração com outras equipes científicas e médicas;
  • coleta de dados sobre os efeitos de tratamentos;
  • coleta, observação e análise de dados clínicos, laboratoriais ou epidemiológicos;
  • elaboração de artigos científicos descrevendo os resultados de estudos e pesquisas, submetendo-os a revistas especializadas para publicação;
  • gerenciamento de orçamentos e cronogramas de projetos;
  • monitoramento de anomalias;
  • participação em cursos, treinamentos e workshops para aprimorar habilidades e conhecimentos;
  • participação em eventos científicos para apresentação dos resultados de suas pesquisas e/ou conhecer outros estudos na área em que atua;
  • planejamento e desenvolvimento de estudos clínicos ou experimentos para investigar novos tratamentos, compreender a progressão de doenças ou testar determinadas hipóteses;
  • recrutamento e triagem de pacientes para ensaios clínicos;
  • regulamentação de substâncias tóxicas ou medicamentos;
  • revisão e elaboração de relatórios clínicos, médicos e científicos;
  • supervisão de estudantes de graduação ou pós-graduação envolvidos em projetos de pesquisa.

Quais são as principais vantagens da profissão?

A carreira de médico-pesquisador é gratificante, especialmente para profissionais que desejam fazer a diferença contribuindo com descobertas científicas em prol da sociedade. Há muitas oportunidades.

O mercado para médico-cientista é amplo, apresentando um constante crescimento, com oportunidades em diferentes áreas da Medicina. Para ampliar sua atuação e remuneração, ele pode atuar em conjunto com o setor privado, usufruindo dos recursos da área de saúde, reservados aos programas de pesquisa.

Mas, para ser bem-sucedido na área acadêmica, é preciso ter habilidade para captar recursos para seus projetos. Tanto a oferta quanto os valores desses investimentos variam conforme a economia vigente, impactando diretamente a produção científica.

A propósito, o estudo mais recente sobre pesquisa médica brasileira, publicado em 2020, retrata o estado da arte da produção brasileira.

Os resultados indicam que, entre 2016 e 2018, foram mais de 237 mil publicações feitas, ligadas a alguma instituição. Nessa conta foram computados não somente os artigos.

As resenhas, os livros, os capítulos de livros, bem como outros documentos de valor científico que corroboram e ratificam a produção nacional em pesquisa médica, também foram considerados. A seguir, veja alguns dados destacados no estudo citado:

  • total de pesquisas publicadas equivalente a 2,6% da produção científica global, no período;
  • área da Medicina conta com 46 especialidades, das quais 5 figuram entre as 10 mais produtivas do país;
  • publicações brasileiras apresentam alto índice de citações, superior a 3% da média mundial.

Esses dados merecem reconhecimento e destaque pela dedicação desses médicos pesquisadores, que contribuem para o incremento da literatura científica e a credibilidade da ciência nacional em âmbito global.

Oportunidades na indústria

O médico-pesquisador pode seguir carreira em pesquisas contratadas para a indústria. Essa parceria pode servir de estímulo, devido às oportunidades que o setor oferece para desenvolver projetos. Mas é preciso observar os seguintes aspectos:

  • a liberdade do cientista deve ser respeitada;
  • o projeto necessita ter legitimidade social;
  • a pesquisa deve ser possível de ser aplicada na prática.

Veja, a seguir, algumas áreas de atuação comuns para pesquisas em saúde e profissionais de outras formações com os quais o médico pesquisador pode trabalhar em equipes multidisciplinares:

Biomedicina

Os biomédicos são pesquisadores e cientistas por essência. Nessa área, você consegue atuar tanto em laboratórios quanto no atendimento a pacientes para diagnosticar doenças como câncer, HIV, diabetes, entre outras.

As atividades são direcionadas para encontrar novas formas de tratamento e cura ou desenvolvimento de vacinas para essas enfermidades. Essa é uma área com um grande potencial de pesquisa e, portanto, oferece diversas oportunidades.

Química

Os químicos também têm um papel muito importante quando se trata de pesquisa e inovações na área da saúde. A Química Medicinal é uma área que une diversas disciplinas científicas.

Nessa área, você conseguirá trabalhar em laboratórios biotecnológicos ou farmacológicos, contribuindo para avanços médicos importantes. Também é possível trabalhar no processo industrial de fabricação de medicamentos.

Farmácia

Os farmacêuticos e farmacologistas são profissionais cada vez mais necessários para o desenvolvimento de vacinas seguras e eficazes e de medicamentos eficientes para o tratamento, prevenção e cura de diversas doenças. Nesse sentido, é uma área muito promissora no setor de pesquisa em saúde.

Biologia

Os biólogos possuem um vasto conhecimento sobre o comportamento e interação dos seres vivos com o seu habitat, além dos diversos processos a nível molecular e celular.

Trata-se de uma área do conhecimento muito importante porque serve de apoio a diversos campos científicos, que podem proporcionar várias oportunidades em pesquisa médica, tanto em relação à resposta de outros seres vivos a doenças quanto em relação às zoonoses.

Nutrição e Nutrologia

Por impactar diretamente as nossas vidas, o pesquisador nutricionista ou nutrólogo consegue um campo de atuação bem amplo. Essa área estuda e investiga os nutrientes e suas interações com a saúde.

Além disso, pesquisa sobre as doenças que afetam pessoas em todas as fases de suas vidas, do nascimento à velhice. Assim, é um campo de pesquisa que abre as portas para inúmeras contribuições para o avanço da Medicina.

Biotecnologia

O profissional dessa área conta com um amplo espectro de atuação, sendo a pesquisa uma parte essencial. Os conhecimentos relacionados a ela envolvem a manipulação de estruturas e as complexidades moleculares de diversas formas de vida animal e vegetal.

As pesquisas são voltadas a materiais biológicos que podem ser usados para o avanço da área médica em alimentos, produtos farmacêuticos, tratamentos e vacinas, por exemplo.

Neurociência

O neurocientista possui conhecimentos sobre o funcionamento e comportamento do cérebro – órgão que ainda guarda muitos mistérios a serem desvendados.

Nesse sentido, anualmente novas descobertas são realizadas e, muitas vezes, podem ser revolucionárias para entendermos melhor sobre aprendizado, linguagem, sono, recuperação de traumas, entre outros.

Essa área também permite trabalhar em estreita colaboração com os profissionais de pesquisas em Psicologia.

Imunologia

Os pesquisadores imunologistas estudam como os patógenos atacam o sistema imunológico e como é a resposta deste. É uma das áreas que apresenta maior avanço em pesquisa biomédica e que contribui muito para erradicação de doenças infecciosas, transplantes de órgãos, desenvolvimento de estratégias de vacinação, e terapias para curar alergias e doenças.

Patologia

Os patologistas estudam as doenças, as causas e como afetam o corpo humano. Esses profissionais conseguem obter informações valiosas em sua rotina de trabalho.

Isso porque os dados servem para auxiliar os médicos a diagnosticarem doenças. Também auxiliam as equipes científicas no encontro de melhores formas de tratamento.

Pesquisa clínica

Além de desenvolver vacinas, medicamentos e tratamentos, é fundamental testar e garantir a eficácia e a segurança de cada um desses. É aí que entra a importância da pesquisa clínica.

Em pesquisas e estudos clínicos o objetivo é lidar com os pacientes para desenvolver soluções médicas e tecnologias inovadoras voltadas à melhoria da qualidade de vida, como a nanotecnologia.

Remuneração

De acordo com dados divulgados, o salário médio de um médico-pesquisador de Medicina Básica no Brasil é R$ 10.683,80 para jornada de trabalho de 39 horas semanais. Mas o teto salarial pode chegar a R$ 21.456,09.

É importante considerar que esse salário pode variar de acordo com alguns fatores como região, local de trabalho e carga horária.

Mas, além desse salário, a remuneração de um médico-pesquisador é composta por bolsas de pesquisa científica e verbas para projetos. As bolsas para pesquisas são oferecidas por agências de fomento, como o CNPq e a FAPESP.

Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em 2023 as bolsas do CNPq para mestrado foram no valor de R$ 2.100,00, doutorado R$ 3.572,80 e pós-doutorado R$ 5.680,00.

O que é necessário para ser um médico-pesquisador?

Para ser um médico-pesquisador é necessário ter um perfil que atenda às exigências em pesquisas científicas e conhecimentos específicos.

Nesse sentido, o profissional precisa entender de metodologia científica e compreender a importância dos modelos experimentais em bancadas, experimentação clínica ou animal.

Além disso, os registros fundamentados em prontuários médicos eletrônicos, contendo dados de um grande número de pacientes, são amplamente utilizados como complementação aos estudos randomizados, representando o chamado “mundo real”. Para conseguir trabalhar com essas informações, o pesquisador precisa entender princípios básicos de estatística.

Além disso, o profissional precisa compreender bem a questão dos vieses, como os relacionados à seleção de amostras e presença de fatores de confusão — que distorcem uma associação real entre uma associação e um desfecho —, especialmente em estudos observacionais.

Dessa forma, é praticamente obrigatório o entendimento da adequação das amostras e modelos para obter respostas a perguntas específicas. Além disso, é preciso dominar as tecnologias modernas e inovações no conhecimento científico, como:

  • biologia molecular;
  • genética e epigenética;
  • randomização mendeliana;
  • técnicas de imagem de órgãos;
  • tecidos e estruturas intracelulares como moléculas;
  • sinalização paracelular e intracelular.

Outro aspecto a ser considerado antes de entrar na carreira é que, diferentemente do que se observa na prática clínica, os resultados de pesquisas são, em geral, de longo prazo, podendo exigir anos ou até a vida inteira de um pesquisador.

Em suma, a formação do pesquisador é um aprendizado a serviço da evolução de uma área. Isso envolve muitas disciplinas, que tem como principal objetivo a busca da verdade e a criação de novos conhecimentos.

Formação do médico-pesquisador

No Brasil, o caminho mais comum para ser um médico-pesquisador, é após a graduação em Medicina, ingressar em um programa de pós-graduação stricto sensu, como o Mestrado ou Doutorado, oferecidos pelas universidades. Nesses cursos, a pesquisa é desenvolvida considerando o talento do pesquisador e sua afinidade com a academia, além de recursos disponíveis para o desenvolvimento da instituição e do cientista.

Portanto, antes de ingressar, é importante que você escolha a área de interesse com cuidado. Informe-se sobre as disciplinas, os professores e os grupos de estudo, além de linhas de pesquisa disponíveis.

Aqui, é preciso observar que o networking com possíveis orientadores é muito interessante para o alinhamento das experiências e expectativas.

Áreas de especialização

A pesquisa médica envolve várias áreas e os médicos precisam se especializar em algum campo da Medicina para poder contribuir de maneira específica e aprofundada. Assim, você pode se especializar em Neurociência, Microbiologia, Endocrinologia, Oncologia, entre outras opções.

A especialização promove um conhecimento aprofundado das particularidades da área em que atua, a ponto de identificar facilmente as oportunidades de estudos para melhorá-las.

Especializações e possibilidades de áreas de atuação

Há inúmeras áreas que você pode atuar como cientista em Medicina. Além disso, os cursos de Mestrado e Doutorado, muitas vezes, também facilitam para os alunos permanecerem na própria instituição, para atuar como docentes ou mesmo unir-se a grupos de pesquisadores.

Independentemente do que pretenda fazer, é importante entender que, para ser um médico-pesquisador, é fundamental dar continuidade aos estudos. Mesmo após obter o título, é preciso atualizar constantemente os conhecimentos e as habilidades, para ficar alinhado com as inovações da área médica.

Como iniciar na área da pesquisa médica?

No decorrer de toda a formação médica, é recomendável participar de projetos de pesquisa. Isso inclui colaborar em trabalhos acadêmicos supervisionados ou estudos clínicos, ou estágios em laboratórios.

Ao escolher um programa de Mestrado ou Doutorado, é interessante buscar oportunidade em centros de pesquisa renomados, que contam com projetos de pesquisa robustos.

No entanto, após a graduação em Medicina, já é possível buscar oportunidade de emprego diretamente relacionada a posições de pesquisa em instituições médicas, empresas que realizam estudos clínicos ou laboratórios farmacêuticos.

Dessa forma, existem diversas maneiras de traçar caminhos como um médico-pesquisador. O que mais importa é desenvolver habilidades de pesquisa, adquirir experiência, na prática, e contribuir para o avanço da Medicina por meio de pesquisa científica.

Além disso, o médico-pesquisador precisa ter habilidades de escrita para elaborar artigos sobre suas pesquisas. Só assim é possível mostrar os seus resultados por meio de publicações em revistas científicas, eventos na área e apresentações acadêmicas.

É importante lembrar que as descobertas publicadas podem servir de base para técnicas cirúrgicas inovadoras, novos tratamentos, estratégias de prevenção e desenvolvimento de medicamentos. Esse é o ápice da atuação como médico-cientista.

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Como vimos, o médico pesquisador tem um campo muito amplo de atuação e pode trabalhar de maneira concomitante com pesquisas acadêmicas e atendimento clínico. O importante é atualizar os seus conhecimentos constantemente para contribuir com inovações na área médica.

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