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Papel do médico generalista na abordagem inicial e gestão de cuidados do paciente com Transtorno do Espectro Autista

25/4/2025
10
Minutos de leitura
por:
equipe afya educacao médica
Dra. Ana Carolina Bueno e Silva
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Saiba mais sobre o papel do médico generalista na abordagem inicial e gestão de cuidado do paciente com TEA. Confira as matérias especiais do Abril Azul no blog da Afya Educação Médica.

O paciente com diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) precisa de uma equipe multiprofissional, tanto para o seu diagnóstico, quanto para seu acompanhamento a médio e longo prazo, porém não podemos deixar de ressaltar a importância do médico generalista na gestão e avaliação desse paciente na atenção básica.

Seguindo a Política Nacional de Atenção Básica, a atenção primária é responsável por ser a porta de entrada do paciente no serviço de saúde, além de ser responsável pelo cuidado integral e longitudinal do paciente que está sobre o território daquela equipe de saúde da família. O médico generalista ou especialista em saúde da família e comunidade são os responsáveis pelos cuidados médicos dos pacientes sobre seu território, sendo assim, cabe a esse profissional a gestão do cuidado do paciente TEA após o diagnóstico em conjunto com a equipe especializada e multiprofissional.

Porém, a maior importância desse profissional é na suspeição dos sinais de alerta e triagem para que o paciente chegue a equipe especializada com maior rapidez e agilidade melhorando o acompanhamento, favorecendo a intervenção precoce e um melhor desfecho a médio e longo prazo. É de extrema importância que o médico generalista saiba avaliar de forma correta o desenvolvimento infantil e identificar os sinais de alerta para o desenvolvimento, e quando encaminhar de forma assertiva o paciente para a rede especializada.

No caso das crianças com TEA, os sinais de alerta importantes para que o médico generalista saiba observar e perguntar nas consultas de puericultura são:

  • Presença de parente de primeiro grau com suspeição ou diagnóstico de TEA;
  • Forte preocupação dos pais;
  • Prematuridade ou baixo peso ao nascer;
  • Idade dos pais avançada;
  • Gestação com alterações metabólicas, imunes ou uso de substâncias;
  • Ambiente familiar de abuso, negligência e baixo estímulo social.

Além disso, o médico deverá saber aplicar o instrumento para avaliação do desenvolvimento integral da criança, disponível na caderneta da saúde distribuída pelo Ministério da Saúde em todo o território brasileiro.

Esse instrumento permite ao médico generalista avaliar de forma rápida e prática durante as consultas de puericultura os marcos do desenvolvimento e diagnosticar os alertas ou atrasos do desenvolvimento que necessitem de encaminhamento para a rede especializada. Além desse instrumento, na caderneta também está disponível o teste M-CHAT, que é um teste de triagem para o autismo, que é um questionário com os pais/cuidadores de crianças com 18-24 meses, e que passou a ser obrigatório após a Lei 13.438/17. Após esse teste podemos classificar o risco de a criança ter o diagnóstico de TEA em baixo, moderado ou alto, facilitando seu encaminhamento para a rede especializada.

 

Referências:

Transtorno do Espectro do Autismo.  Manual de Orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria. 2019.

Mandy. Annual Research Review: The role of the environment in the developmental psychopathology of autism spectrum condition. J Child Psychol Psychiatry. 2016

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. PORTARIA No 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017 Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União - DOU, v. 183, n. Seção 1, p. 67–76, 2017. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html>

    

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Dra. Ana Carolina Bueno e Silva

Médica-editora da Afya Educação Médica e Pediatra

CRM: 58070/MG | RQE: 37587

Instagram: @carolbuenopediatria

Artigo por:
Dra. Ana Carolina Bueno e Silva
58070/MG
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