Medicina holística: tire todas as suas dúvidas sobre a área

O desenvolvimento e a progressão de uma doença nem sempre estão relacionados unicamente à sua causa, podendo haver outros fatores que impactam o quadro do paciente. A Medicina holística reconhece essa complexidade e busca entender os diferentes aspectos da vida do paciente que podem influenciar sua saúde.

Da nutrição aos aspectos emocionais, esse ramo da Medicina enxerga o indivíduo como um todo, buscando identificar e tratar as causas subjacentes do desequilíbrio no organismo, visando ao seu bem-estar completo.

O conhecimento nessa área pode ampliar as possibilidades de tratamentos, devido à crescente demanda por abordagens de cuidados de saúde mais abrangentes e integrativos. Exemplo disso é a utilização de fitoterápicos como terapia complementar da hipertensão arterial.

De acordo com um mapeamento da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), 61,7% da população brasileira recorreu a algum tipo de terapia alternativa durante a pandemia, o que demonstra a força dessa modalidade no país. Quer saber mais sobre o assunto? Neste post, vamos esclarecer todas as suas dúvidas sobre a Medicina holística. Confira!

O que é Medicina holística?

A Medicina holística, ou Medicina alternativa, é a abordagem de cuidados de saúde que considera o paciente como um todo, integrando os aspectos físicos, emocionais, mentais e espirituais para promover o equilíbrio e a saúde geral.

Há uma distinção entre a Medicina holística e a Medicina tradicional. Enquanto a primeira tem uma visão mais abrangente e integrativa da saúde, a segunda se concentra principalmente na identificação de sintomas e no tratamento de doenças, utilizando medicamentos e intervenções médicas específicas. No entanto, pode-se dizer as abordagens são complementares.

Qual a sua origem?

A origem da Medicina holística data da época de Hipócrates, médico grego que viveu entre 460 e 377 a.C, sendo reconhecido como o pai da Medicina. Esse conceito parte do princípio de que a saúde mental e as emoções de uma pessoa também devem ser consideradas em um quadro patológico — ideia defendida por Thomas Percival, médico britânico, no livro Ética Médica, escrito em 1803.

A palavra ‘’holística’’ vem do termo grego ‘’holos’’, que significa ‘’todo’’. Por isso, essa modalidade de Medicina se caracteriza por focar na totalidade do paciente.

Como funciona?

A aplicação da Medicina alternativa está estruturada na compreensão dos mais diversos aspectos que podem impactar a saúde e o bem-estar do ser humano, como os psicológicos, físicos, sociais e até mesmo espirituais, durante o tratamento e a prevenção do desenvolvimento de doenças.

Nessa área, entende-se que o bem-estar de um indivíduo, no que se refere a patologias, não depende unicamente do estado físico do seu corpo, estando relacionado também aos fatores citados acima.

Na perspectiva da Medicina holística, um indivíduo é constituído por componentes interdependentes que trabalham em conjunto para manter a saúde. Portanto, se algum desses elementos for afetado, é provável que os outros também sejam influenciados.

Uma vez que todos os aspectos são relevantes para a saúde humana, devem ser gerenciados em conjunto, garantindo que todas as necessidades do paciente sejam atendidas e tratadas.

Com isso, os médicos e outros profissionais de saúde envolvidos no cuidado de um paciente se concentram não apenas em aliviar os sintomas, mas também em identificar e tratar a causa subjacente do problema.

Quais são os principais tipos de cursos oferecidos nessa área?

As possibilidades de qualificação na Medicina holística são amplas, devido à ampla variedade de cursos disponíveis nessa área, que visam à prevenção e ao tratamento de doenças sob diferentes perspectivas. Acompanhe, a seguir, quais são eles e como funcionam.

Medicina integrativa

A Medicina integrativa se caracteriza por abranger cuidados de saúde que combinam terapias convencionais com práticas complementares e alternativas, a fim de tratar o paciente de forma holística e promover o seu bem-estar.

Ao longo de cursos na área, os alunos aprendem sobre a importância da parceria entre o paciente e o profissional de saúde. Também são abordados o modo de aplicar as modalidades terapêuticas e os seus tipos, como acupuntura, nutrição, meditação e yoga, para complementar os tratamentos convencionais e beneficiar o estado físico, mental e emocional dos indivíduos.

Outro ponto importante sobre essa qualificação é a aprendizagem sobre a integração e o alinhamento das modalidades terapêuticas de acordo com o quadro clínico de um paciente.

Medicina tradicional chinesa

A formação em Medicina tradicional chinesa (MTC) é ideal para quem deseja trabalhar como acupunturista, profissional que insere agulhas em pontos específicos do corpo para equilibrar a energia vital humana, ou herbalista, profissional que utiliza ervas medicinais no tratamento de doenças.

Entre as temáticas abordados nesse curso estão a teoria de Yin e Yang, os cinco elementos, a circulação do Qi (energia vital) e os meridianos do corpo.

As modalidades terapêuticas ensinadas nesse tipo de curso incluem acupuntura, fisioterapia chinesa, tuina (massagem terapêutica), dietoterapia e exercícios, como Qi Gong e Tai Chi.

Natuterapia

A modalidade de naturopatia envolve a aplicação de práticas terapêuticas naturais e holísticas. Ao ingressar em um curso na área, você poderá aprender sobre a utilização de técnicas de fitoterapia, nutrição, terapia de ervas, suplementação nutricional, desintoxicação, terapias manuais, exercícios terapêuticos e hidroterapia.

O curso também transmite conhecimentos sobre a filosofia da naturopatia, que valoriza a capacidade do corpo de se curar e tratar as raízes de uma determinada doença. Os estudantes também são capacitados para avaliar e personalizar as possibilidades terapêuticas conforme as necessidades de cada paciente.

Cannabis medicinal

A cannabis medicinal é o uso da planta cannabis sativa para fins terapêuticos. Para tanto, é extraído o composto químico canabidiol (CBD), que possui efeitos relaxantes e analgésicos, separando-o do tetra-hidrocanabidiol (THC), substância tóxica e psicotrópica.

A planta é usada pelo homem há milhares de anos, muito antes do seu estudo nos laboratórios. A sua primeira descrição documentada como uma planta medicinal remonta ao antigo Império Chinês, por volta de 2737 a.C. A partir daí, ela se espalhou por todo o mundo e foi utilizada por diferentes culturas para fins medicinais, recreativos e religiosos. No entanto, a cannabis tem ganhado muita importância na Medicina e na mídia por suas propriedades terapêuticas no tratamento de dores crônicas e agudas de caráter neuropático, insônia, bronquite, epilepsia, entre outras doenças e condições de saúde.

A Afya Educação Médica oferece um curso de aprimoramento em Cannabis Medicinal para profissionais que buscam aperfeiçoamento nessa área.

Terapia de massagem

A massagem pode ser uma importante aliada no tratamento de doenças, sobretudo aquelas que resultam em dores musculares. Nos cursos de terapia de massagem, são ensinados diferentes movimentos e manipulações para aliviar as tensões musculares, promover a circulação sanguínea, diminuir dores e relaxar o corpo.

Os ensinamentos dessa qualificação também se estendem aos benefícios terapêuticos da massagem e às práticas de higiene e segurança, além do desenvolvimento de habilidades.

Acupuntura

Criada na China, a acupuntura é considerada uma terapia milenar. Bastante popular, o curso de acupuntura fornece conhecimentos teóricos e habilidades práticas, incluindo os seus princípios básicos, como a teoria do Yin Yang, os meridianos do corpo e a circulação de energia vital (Qi).

Os conteúdos dessa formação também envolvem anatomia e fisiologia dos pontos de acupuntura e técnicas de inserção de agulhas. No que se refere ao aprendizado prático, os alunos podem treinar a aplicação de seus conhecimentos em diferentes condições de saúde, aprendendo como utilizar essa terapia para estimular o equilíbrio energético e contribuir para a melhora do paciente.

No decorrer do curso, também podem ser abordadas outras técnicas relacionadas, como a acupuntura auricular e a eletroacupuntura, o que amplia o seu campo de atuação profissional.

Quiropraxia

O curso de quiropraxia se concentra no tratamento de problemas que afetam o sistema musculoesquelético. As aulas ensinam sobre anatomia, fisiologia e gestão de cuidados quiropráticos.

No entanto, o foco da formação está nas práticas de manipulação da coluna vertebral e demais articulações do corpo. Além disso, são abordados os princípios de avaliação do paciente e o planejamento de tratamento.

Aromaterapia

A aromaterapia é área da Medicina holística que busca atingir o bem-estar físico, mental e emocional dos pacientes a partir da administração de óleos essenciais. Dessa forma, os cursos de aromaterapia são voltados para o estudo e a utilização terapêutica dos óleos essenciais, extraídos de plantas aromáticas.

As disciplinas lecionadas nesse tipo de qualificação compreendem as propriedades dos óleos essenciais, suas aplicações e formas de extração. Elas também apresentam os benefícios terapêuticos de diferentes óleos essenciais, as formas corretas para a diluição e a aplicação segura dessas substâncias.

Os participantes do curso ainda aprendem sobre a anatomia e a fisiologia relacionadas ao uso dos óleos essenciais, assim como sobre a interação entre os óleos e o corpo humano.

Reiki

Baseado na canalização de energia universal para promover a cura e o equilíbrio do corpo, mente e espírito, o curso de Reiki aborda os principais fundamentos dessa técnica, o que compreende os diferentes níveis de energia e os símbolos sagrados utilizados na prática.

As primeiras aulas dos cursos na área geralmente são estruturadas em história do Reiki, princípios éticos e métodos de aplicação das mãos para transmitir a energia da cura. Durante a qualificação, os alunos são iniciados em cada nível de Reiki, adquirindo conhecimentos sobre como aplicar o autotratamento, bem como o tratamento em outras pessoas e o tratamento a distância.

A capacitação também ensina técnicas de limpeza energética, proteção e harmonização de ambientes, preparando o profissional para canalizar e transmitir a energia de cura física, emocional e espiritual.

Musicoterapia

Comum no nosso dia a dia, a música também pode ser utilizada com o propósito de cura. Para tanto, é necessário se especializar no curso de Musicoterapia, que se fundamenta em sons e música para estimular o bem-estar das pessoas.

Inicialmente, são apresentados os fundamentos teóricos da musicoterapia, o que compreende as suas bases psicológicas, neurológicas e socioculturais.

A parte teórica mostra ainda de que modo a música pode ser usada como ferramenta terapêutica para melhorar a comunicação, a expressão emocional, a socialização, a qualidade de vida e a redução do estresse.

Já na parte prática, os alunos podem desenvolver habilidades para seleção e criação de músicas, improvisação musical, técnicas de audição ativa e adaptação de intervenções musicais, a fim de atender às necessidades individuais dos pacientes.

Cromoterapia

Embasado no uso das cores para equilibrar a energia e promover a saúde, os cursos de cromoterapia fornecem conhecimentos sobre a aplicação terapêutica das cores, os seus efeitos e o uso técnico na prática.

Os estudantes aprendem sobre os princípios e as propriedades das cores, suas correspondências com os chakras e os efeitos que podem ter no corpo e nas emoções. Entre as técnicas ensinadas estão o uso de luz colorida, filtros coloridos, visualização e exposição às cores por meio de alimentos, cristais e tecidos.

O que é terapia holística?

A terapia holística é uma abordagem da Medicina holística. Os dois conceitos buscam tratar o indivíduo como um todo, considerando todos os aspectos que podem impactar sua saúde. Todavia, a Medicina holística é mais ampla, englobando todo o sistema de cuidados de saúde, enquanto a terapia holística consiste em uma prática específica dentro desse campo.

Na Medicina holística, há a integração da Medicina tradicional com as terapias complementares e alternativas, valorizando a importância da prevenção, da educação do paciente e da participação ativa na promoção da saúde e do bem-estar.

Por sua vez, a terapia holística é uma forma específica de intervenção terapêutica que trata o indivíduo em sua totalidade, aplicando uma variedade de técnicas e modalidades terapêuticas. Essas técnicas podem compreender desde terapias de manipulação corporal até meditação.

Quem pode exercer a terapia holística?

No Brasil, não há uma regulamentação do Conselho Federal de Medicina (CFM) específica sobre a prática e sobre quem pode exercer a terapia holística. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha incluído algumas terapias alternativas, como aromaterapia e cromoterapia, em suas modalidades de tratamento, o CFM emitiu uma nota esclarecendo que tais práticas não apresentam resultados e eficácia comprovados cientificamente.

Contudo, em 2006, o Ministério da Saúde (MS) criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICs), abrangendo tratamentos que fazem uso de recursos terapêuticos que se baseiam em conhecimentos tradicionais, com a finalidade de prevenir doenças, como depressão e hipertensão.

Há casos em que as PICs também podem ser empregadas em cuidados paliativos e como apoio para o controle de doenças crônicas. O SUS disponibiliza, de forma integral e gratuita, 29 PICs para a população brasileira. É importante ressaltar que, apesar de ser utilizada como prática complementar, a terapia holística não deve substituir os tratamentos convencionais.

No geral, os profissionais da saúde que se dedicam à terapia holística são médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, utilizando-a como um complemento para os cuidados com os seus pacientes.

Quais são as terapias oferecidas pela Medicina holística?

Há uma grande variedade de terapias holísticas que se destacam por apresentar abordagens únicas na promoção do equilíbrio e da harmonia entre o corpo, a mente e o espírito. Acompanhe, abaixo, algumas das terapias que fazem parte das PICs, adotadas pelo SUS.

Naturopatia

A naturopatia é uma prática terapêutica que segue uma abordagem ampliada e multidimensional no que se refere ao processo vida-saúde-doença. Ela aplica métodos e recursos naturais no tratamento de pacientes com doenças crônicas, distúrbios do sistema imunológico, problemas de saúde emocional e mental, desordens hormonais e desequilíbrios.

Os naturopatas atuam na avaliação e no tratamento dos pacientes, tratando-os com terapias naturais, como nutrição adequada, fitoterapia, hidroterapia, terapia de movimento, manipulação osteopática e homeopatia.

Outra característica na naturopatia é enfatizar a importância do estilo de vida saudável, o que inclui praticar exercícios físicos regularmente, gerenciar o estresse, dormir adequadamente e manter o equilíbrio emocional.

Em se tratando da comprovação científica das práticas da naturopatia, é importante dizer que algumas terapias, como exercícios físicos, plantas medicinais, técnicas de relaxamentos e nutrição adequada contam com uma base científica substancial, sendo aceitas como benéficas para a saúde. Todavia, outras práticas naturopáticas ainda requerem evidências científicas robustas para que a sua eficácia seja apoiada.

Aromaterapia

Classificada como uma prática terapêutica secular, a aromaterapia está alicerçada no uso de óleos essenciais, que são extraídos de vegetais, para a recuperação do equilíbrio e da harmonia do organismo humano, melhorando a saúde mental e física dos indivíduos.

Essa prática pode ser realizada de forma individual ou coletiva, sendo algumas vezes associada a outras terapias, como cromoterapia e terapia de florais. Ela costuma ser multiprofissional, podendo ser adotada por diferentes profissionais de saúde, como médicos, psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas.

A aromaterapia pode ser indicada para o gerenciamento do estresse, melhora do sono, alívio de dores e desconfortos, melhoria do humor, bem-estar emocional e reforço do sistema imunológico.

De acordo com o estudo científico ‘’Lavanda e o sistema nervoso’’, os efeitos dos óleos essenciais podem ser positivos no tratamento de certas condições de saúde, como a ansiedade e a insônia. Porém, é necessário que mais estudos controlados sejam realizados para a confirmação desses achados.

Meditação

A meditação, uma técnica mental praticada individualmente, tem uma história milenar e está enraizada em várias culturas tradicionais. A essência dessa prática envolve o treinamento e o direcionamento da atenção de forma não analítica ou discriminatória, visando à diminuição do pensamento repetitivo, para que haja a reorientação cognitiva.

A prática de meditação pode contribuir positivamente para o humor, a maior integração entre a mente, o corpo físico e o mundo exterior e a melhora do desempenho cognitivo. A adoção dessa técnica terapêutica também colabora com o desenvolvimento da capacidade de observação e de ampliação da atenção, ajudando o praticante a lidar melhor com os seus pensamentos, fatores que facilitam o autoconhecimento, o autocuidado e a autoconfiança.

Normalmente, a meditação é utilizada como apoio no controle do estresse, na melhora da saúde mental e emocional e no aumento do desempenho cognitivo e da concentração. Segundo um estudo conduzido por pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, foi constatado que a meditação, especialmente a prática de mindfulness (atenção plena), pode ser tão eficaz quanto os medicamentos antidepressivos no tratamento da ansiedade.

Medicina tradicional chinesa – acupuntura

A Medicina tradicional chinesa se baseia na teoria Yin e Yang e na teoria dos cinco elementos para a avaliação do estado energético e orgânico de uma pessoa. Entre os seus procedimentos terapêuticos estão a acupuntura, moxabustão, ventosaterapia, práticas corporais e mentais, uso de plantas medicinais e dietoterapia chinesa.

A acupuntura, particularmente, promove o estímulo de diversos pontos do corpo a partir da inserção de agulhas finas, do tipo filiformes metálicas. O seu objetivo é preservar ou recuperar a saúde, prevenindo doenças e seu agravamento.

A indicação da acupuntura se estende às dores crônicas, como enxaqueca, dores articulares e dores nas costas, insônia, problemas digestivos, dores menstruais e sintomas da menopausa, além de suporte à fertilidade.

O estudo ‘’Acupuntura para dor crônica: meta-análise de dados de pacientes individuais’’, feito com mais de 17 mil pacientes com dor crônica, mostrou que a acupuntura é considerada uma técnica eficaz para o alívio da dor, tal como o tratamento convencional.

Cromoterapia

Fundamentada nas cores do espectro solar, como amarelo, laranja, vermelho, azul, verde, anil e violeta, a cromoterapia visa à restauração do equilíbrio físico e energético do corpo humano.

Nessa terapia, as cores são classificados em quentes, que envolvem tons luminosos e vibrações que geram sensações físicas e estimulantes, como amarelo, laranja e vermelho, e frias, que reúnem os tons escuros, que produzem vibrações mais sutis e calmantes, como violeta, anil e verde.

O uso da cromoterapia se dá no complemento de tratamentos de transtornos do sono, desequilíbrios emocionais, dores e desconfortos físicos. No entanto, é preciso ressaltar que essa modalidade terapêutica ainda requer estudos científicos robustos que comprovem a sua eficácia.

Musicoterapia

Conduzida de forma individualizada ou em grupo, a musicoterapia usa a música e os seus elementos, como ritmo, som, harmonia e melodia, para facilitar e promover a aprendizagem, a relação, a comunicação, a mobilização, a organização e a expressão de seus participantes.

Existem diversas condições que podem ser tratadas sob a perspectiva da musicoterapia. Entre elas, destacamos transtornos mentais e emocionais, como estresse pós-traumático e depressão.

A terapia baseada na música também pode ser aplicada na reabilitação física de pacientes com lesões físicas, condições crônicas, distúrbios neurológicos e acidente vascular cerebral (AVC). Ainda, pode ser utilizada no desenvolvimento infantil, com foco na melhora das habilidades cognitivas, emocionais e sociais. Por fim, pode ser usada nos cuidados paliativos.

Conforme evidenciado no estudo "A musicoterapia reduz o estresse e a ansiedade em pacientes gravemente enfermos: uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados", a musicoterapia apresenta resultados consistentes quanto à redução da ansiedade e do estresse em pacientes com doenças graves.

Pode-se citar, também, um estudo relevante sobre a musicoterapia no Transtorno do Espectro Autista, que investigou os efeitos da musicoterapia improvisacional em comparação com o tratamento padrão. Os resultados indicaram melhorias significativas nos sintomas, incluindo interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos, além de atenção compartilhada.


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Ao considerar não apenas os sintomas físicos, mas também os aspectos mentais, emocionais e espirituais dos pacientes, a Medicina holística pode proporcionar um cuidado mais completo e personalizado. A integração de terapias complementares e com ênfase na prevenção e no autocuidado gera uma oportunidade valiosa para que a Medicina se torne mais compassiva e centrada no paciente.

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