Mastologista: o que faz um especialista em mamas?

O mastologista, assim como o ginecologista, é o profissional que desempenha um papel indispensável no cuidado da saúde de todas as pessoas. Isso porque o médico é dedicado a cuidar de forma preventiva e tratar, quando necessário, da saúde das mamas.

A maioria das pessoas acredita que esses profissionais tratam exclusivamente do câncer de mama, mas a profissão abrange diversas outras áreas da saúde. Além disso, vale ressaltar que o cuidado do mastologista não fica restrito ao público feminino, abrangendo também o público masculino

Neste artigo, explicaremos mais sobre essa especialidade médica, quais doenças ela pode ajudar a prevenir e como se tornar um médico mastologista. Acompanhe a leitura e fique por dentro do assunto!

‍O que é um médico mastologista?

O mastologista é o profissional médico que se dedica ao estudo das glândulas mamárias e todos os distúrbios que podem afetar essa região do corpo. Esse profissional previne, diagnostica e trata doenças mamárias de homens e mulheres, e sempre deve ser consultado quando se tem alterações nas mamas ou se pensa em fazer algum procedimento cirúrgico.

Sem dúvida, o principal trabalho desse especialista está associado ao câncer de mama — doença que acomete inúmeras mulheres e está entre as principais causas de óbitos entre elas no Brasil. Mas, como veremos a seguir, existem outras doenças tratadas por esta especialidade.

Quais doenças um mastologista trata?

O mastologista é responsável pela identificação e pelo tratamento de várias doenças que atingem as mamas, além do câncer de mama, do qual trataremos com detalhe mais adiante.

Sendo assim, o médico especialista em mastologia, trata de diversos problemas comuns na rotina de cuidados com os pacientes, são eles:

  • Assimetrias e fibroadenomas – as assimetrias são bastante comuns, principalmente na adolescência, bem como o surgimento de nódulos em razão de alterações hormonais;
  • Ginecomastia – está entre as principais causas da busca desse tipo de especialista pelo público masculino, uma vez que o homem pode vivenciar o crescimento anormal das mamas;
  • Mastite – é mais frequente durante o período de amamentação em razão da inflamação das glândulas mamárias. Desse modo, caberá ao mastologista orientar a mãe sobre o cuidado com a mama e a manutenção do aleitamento.

Portanto, o mastologista, em sua rotina, deve estar apto a identificar clinicamente situações suspeitas que envolvam a presença de nódulos ou massas durante a palpação das mamas, mudanças no aspecto da pele, secreção no mamilo sem gestação, feridas nos mamilos, alterações de coloração na aréola, entre outros aspectos.

É importante destacar que, no caso dos tumores, é comprovado que a rapidez no diagnóstico é decisiva para o sucesso do tratamento. Ou seja, quanto antes o problema for identificado, maiores são as chances de cura.

Por que o mastologista deve ter amplo conhecimento em oncologia?

Conforme visto até aqui, o câncer de mama não é o único problema com o qual o mastologista terá que lidar ao cuidar de pacientes. Contudo, a prevalência de pacientes com câncer de mama é indiscutível quando se fala em necessidade de cuidados com a mama.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2019, o número de mortes por câncer de mama entre mulheres foi de 18.068 e de 227 entre os homens. Nas mulheres, a doença é o segundo tipo de câncer com maior incidência, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Diante disso, é fundamental que o profissional mastologista tenha amplo conhecimento também em oncologia, o que é abordado durante a pós-graduação médica. Ter essa habilidade é de extrema importância, principalmente ao considerar que os tipos de câncer que podem atingir as mamas são diferentes entre si e ter condição de fazer um diagnóstico precoce e preciso faz toda a diferença no tratamento.

Veja alguns dos principais tipos de câncer de mama:

  • Carcinoma ductal in situ – embora maligno, normalmente não provoca metástase. Contudo, é mais difícil de ser diagnosticado, pois raramente causa sintomas;
  • Carcinoma ductal invasivo – como o próprio nome diz, gera metástase espalhando-se, comumente, para áreas do tecido adiposo dos seios e outras regiões via sistema linfático;
  • Câncer de mama inflamatório – trata-se de um carcinoma ductal invasivo atípico, porque obstrui os vasos linfáticos gerando vermelhidão, inchaço e distensão mamária;
  • Câncer de mama triplo negativo – tipo de câncer em que as células dos tumores não produzem a proteína HR2, o que dificulta o tratamento hormonal, entre outras questões;
  • Doença de Paget – um tipo raro e invasivo de câncer. Em geral, atinge aréola e mamilo e se manifesta em apenas uma mama.

O que é preciso para se tornar mastologista?

No Brasil, esse tipo de profissional primeiro deve realizar a graduação de Medicina, tendo o registro no CRM e, depois disso, dedicar-se à residência médica ou pós graduação médica em Ginecologia e Obstetrícia ou Cirurgia Geral para, então, especializar-se em mastologia.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), em parceria com a Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa (Fundep), promove ainda a prova de título de especialista em mastologia, que pode ser realizada por médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia ou Cirurgia Geral e tenham concluído estágio de Especialização em Mastologia completo (durante 2 anos).

Diferenças entre mastologista, ginecologista e obstetra

Devido às diferenças e conformidades das especialidades médicas que cuidam da saúde da mulher, na maioria das vezes, podem surgir dúvidas sobre qual especialista procurar. Isso ocorre, principalmente, quando se trata do mastologista, ginecologista e obstetra.

Enquanto o mastologista é o especialista que estuda e cuida das mamas, o ginecologista e obstetra tem como foco a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças que atingem o aparelho reprodutor da mulher, incluindo o acompanhamento durante a gravidez.

Apesar disso, o ginecologista também tem como uma de suas responsabilidades o cuidado com as mamas, por meio do exame clínico de palpação, encaminhando, assim, o paciente para um mastologista. Já a obstetrícia é área da medicina responsável exclusivamente pelo período de gravidez, sendo encarregada de exames e cuidados em geral, como também a realização do parto.

Quais tipos de exames e diagnósticos o mastologista realiza?

Em geral, a consulta com o mastologista é semelhante às de outros profissionais da saúde. Primeiramente, será realizada uma anamnese pelo médico, ou seja, o profissional fará perguntas a respeito do quadro clínico para analisar o histórico do paciente.

Feito isso, o mastologista realiza uma avaliação das mamas e um exame de palpação, especialmente se a causa que levou o paciente até o consultório foi a identificação de nódulo nos seios.

Ao final, ele pode solicitar exames complementares para diagnóstico do caso, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética das mamas. Quando necessário, o mastologista pode realizar também uma punção mamária ou eventual cirurgia posteriormente.

Como é o mercado de trabalho na área da mastologia?

De modo geral, o mastologista é um profissional muito requisitado, principalmente pela oncologia, porque recebe grande número de encaminhamentos por alterações em exames de rastreio e queixas clínicas mamárias.

No entanto, apesar disso, o mercado de trabalho vem se tornando cada vez mais restrito, uma vez que o setor de radiologia se apropria da detecção e do diagnóstico de doenças mamárias. Vale ressaltar que o ideal é que essas especialidades atuem juntas para uma melhor qualidade de tratamento do paciente.

Atualmente, o Brasil possui mais de 2 mil profissionais titulados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), de acordo com dados da Demografia Médica no Brasil, divulgada em 2020. Um médico mastologista ganha entre R$ 1.254,73 e R$ 10.024,04, com a média salarial de R$ 3.018,62, que pode variar dependendo do local de trabalho, da região do país e da experiência do profissional.

Além de atuar em consultórios e clínicas, o mastologista poderá exercer sua atividade também em hospitais, centros especializados em cuidado com a saúde da mulher, laboratórios clínicos ou de pesquisa e, ainda, como docente em universidades e cursos da área de saúde.

Viu como o especialista em mamas é importante? Se você já atua nesta área e deseja aprofundar ainda mais seus conhecimentos, uma boa alternativa é fazer uma Pós-graduação em diagnóstico por imagem mamária que ofereça o conhecimento teórico e prático nesta especialidade. Dessa forma, você pode realizar uma pós-graduação médica e ampliar a sua atuação profissional.

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