Você já ouviu falar sobre a malária? Essa é uma das doenças mais antigas e persistentes da humanidade, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Conhecida por seus sintomas debilitantes e pelo potencial de gerar grandes consequências, ela continua sendo um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões tropicais.
Mas, afinal, o que é a malária? Como ela é transmitida? Quais são os sintomas e como podemos nos proteger? Todas essas dúvidas são bem pertinentes e vamos tirar todas elas nos próximos minutos!
Neste post, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre essa doença. Vamos começar?
Qual é o contexto histórico da malária?
A malária acompanha a humanidade há milênios. Registros históricos sugerem que a doença já era conhecida na Grécia Antiga e no Império Romano. No entanto, foi só no final do século XIX que o parasita causador da malária foi identificado pelo médico francês Alphonse Laveran, e o mosquito transmissor, do gênero Anopheles, foi descoberto pelo britânico Ronald Ross.
Hoje, a malária é endêmica em mais de 90 países, principalmente na África, Ásia e América Latina. Por conta disso, é tida como uma “doença tropical”.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, houve 263 milhões de casos e 597 mil mortes por malária no mundo. No Brasil, a região amazônica concentra a maioria dos casos, mas a doença também pode ocorrer em outras áreas, especialmente onde há condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor.
Mas, afinal, o que é a malária?
A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, sendo os mais comuns:
- Plasmodium falciparum (o mais perigoso);
- Plasmodium vivax (o mais frequente no Brasil);
- Plasmodium malariae;
- Plasmodium ovale.
Esses parasitas são transmitidos aos seres humanos através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, que se infecta ao sugar o sangue de uma pessoa já doente. Ou seja: é mais ou menos como acontece com outras arboviroses, como a dengue.
Como a malária é transmitida?
Vamos entender como acontece a transmissão dessa doença? Confira a seguir!
Picada do mosquito Anopheles
A forma mais comum de contrair malária é através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo parasita. O inseto age como um "vetor" — ou seja, ao sugar o sangue de uma pessoa doente, ele carrega os microrganismos e os transmite para pessoas saudáveis em picadas posteriores.
Esse ciclo faz da malária uma doença endêmica em regiões tropicais e subtropicais, especialmente em áreas com água parada, onde o mosquito se reproduz.
Transfusão de sangue
Embora incomum, a malária pode ser transmitida por transfusões de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados. Por isso, bancos de sangue (sejam eles em regiões endêmicas ou não) realizam testes rigorosos para descartar a presença do parasita antes de liberar bolsas para uso médico.
Compartilhamento de agulhas
O uso de agulhas ou seringas contaminadas — comum entre pessoas que injetam drogas — pode permitir que o Plasmodium seja transmitido diretamente de um indivíduo infectado para outro. Esse tipo de contágio, porém, é menos frequente que a picada do mosquito.
Transmissão vertical
Por fim, as grávidas com malária podem passar o parasita para o bebê durante a gestação ou no parto, uma condição conhecida como malária congênita. Isso ocorre quando o parasita atravessa a placenta e infecta a circulação fetal. Bebês nascidos nessas condições podem apresentar baixo peso ao nascer, anemia grave ou até complicações fatais.

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