A adolescência (10 a 19 anos, de acordo com a OMS) é a fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta.
Caracteriza-se por alterações aos níveis físico, psíquico e social. No Brasil, representa 17,9% da população. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que a população mundial é composta por 1,2 bilhão de adolescentes – ou seja, uma em cada seis pessoas no mundo tem idade entre 10 e 19 anos. A maior parte desse grupo vive uma vida saudável, mas ainda existem registros substanciais de casos de mortes prematuras, doenças e lesões entre os adolescentes.
Um conjunto de práticas classificadas como comportamentos de risco – tais como sexo sem proteção, consumo de álcool e outras drogas e a exposição a violência – ganham notoriedade nessa faixa etária, com responsabilidade de todos em relação a atender esse grupo vulnerável.
Quais são as ISTs mais comuns nos adolescentes
Em 2016, a OMS passou a recomendar o uso do termo “infecções” em vez de “doenças” sexualmente transmissíveis, uma vez que ter uma doença implica em sintomas e sinais perceptíveis, o que muitas infecções não têm nas fases iniciais ou mesmo por anos. Mas o termo DST ainda é utilizado pelos programas de atenção à saúde.
As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Qualquer pessoa pode adquirir uma IST. Prevenir-se, buscar serviço de saúde e fazer o tratamento adequado são as medidas indicadas. As principais ISTs são: Sífilis, Herpes simples, Cancro mole, HPV, Linfogranuloma venéreo, Gonorreia, Tricomoníase, Hepatite B e C e HIV.
Como o tratamento e programas são específicos na Sífilis congênita, Hepatite, HIV não serão abordados aqui. A notificação não obrigatória de todas as ISTs limita os dados epidemiológicos. É estimado que 1 a cada 4 mulheres adolescentes tem uma IST, sendo as mais frequentes a infecção pela bactéria Chlamydia trachomatis e a infecção pelo vírus HPV (papilomavirus humano).
Os adolescentes correm um risco único de sofrer ISTs, tanto na perspectiva comportamental quanto na biológica. Em relação ao comportamental, é mais provável que os adolescentes se envolvam em comportamentos sexuais de alto risco, como parceiros concorrentes ou sexo sem camisinha. Em relação à biologia do aparelho genital, as adolescentes mulheres diferem das mulheres adultas. As ISTs podem causar vários problemas de saúde se não tratadas precocemente. A gonorreia e a tricomoníase podem causar, além de outros agravos, infertilidade. Certos tipos de HPV podem desencadear o câncer. A sífilis não tratada pode evoluir para as fases tardias com complicações cardíacas e neurológicas. O vírus do herpes tem recidivas, mesmo com tratamento. As ISTs também aumentam a susceptibilidade à infecção pelo HIV.
Adolescentes com falta de moradia, drogadição e infratores representam populações adicionais de alto risco. De maneira mais ampla, experiências adversas na infância, como abuso sexual ou encarceramento dos pais, estão associadas ao aumento do risco de IST na adolescência.

.avif)
.avif)
.avif)
.jpg)



