Inglês para médicos: por que a língua é importante para a profissão

Com a globalização e difusão da internet, o fluxo de informações e pessoas é cada vez maior. Assim, o inglês foi se tornando a língua “oficial” entre profissionais de diferentes países. Isso também se aplica à área da medicina. O domínio do inglês para médicos deixou de ser apenas um diferencial e se tornou uma ferramenta essencial no trabalho e atualização desse profissional.

Os motivos para falar, compreender, ler e escrever bem em inglês são vários para o profissional dessa área. Desde a faculdade, os futuros médicos que têm um bom conhecimento da língua inglesa mostram melhor aproveitamento nos estudos, tendo acesso a informações mais atuais e relevantes. Ainda que não seja exigida como pré-requisito para ingressar na faculdade, a fluência no inglês permite uma busca mais ampla por fontes de estudo. E, no decorrer da sua trajetória profissional, o profissional da medicina precisará utilizar o inglês com uma frequência quase que diária.

Neste artigo, vamos explorar melhor 4 situações em que o médico precisa se comunicar ou ter uma sólida compreensão do inglês. Acompanhe!

Necessidades e oportunidades profissionais para os médicos

Em todas as áreas, o profissional que se destaca é aquele que aproveita as oportunidades e está atualizado. Na medicina, isso é fundamental! Tanto para o desenvolvimento da carreira quanto para garantir a saúde dos pacientes atendidos. Para isso, você precisa acompanhar a literatura especializada da sua área e participar de simpósios, congressos e workshops — muitos desses no exterior. Também é interessante para sua carreira fazer um ou mais cursos de pós-graduação, o que pode levá-lo a ser convidado para trabalhar em outro país. Todas essas situações demandarão o conhecimento do inglês.

O inglês é essencial para a atualização constante

Um médico tem de ler constantemente sobre as novas técnicas ou medicamentos da sua área de especialização. Essa atualização é feita pela leitura de artigos publicados em revistas científicas, os chamados papers. Toda essa bibliografia está disponível online. Essas publicações estão escritas predominantemente em inglês. A produção em outras línguas é muito restrita. A quantidade de papers escritos em português, por exemplo, é bem menor, e mesmo os brasileiros precisam publicar em inglês para que seu trabalho de pesquisa tenha visibilidade.

Um médico que não domina o inglês terá de buscar fontes em outras línguas. Um desses acervos está no portal LILACS, pertencente ao Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciências da Saúde. Seu acervo é formado quase exclusivamente em espanhol e português, porém conta com menos de 800 mil artigos científicos, teses e monografias. Para se ter uma ideia do que isso representa frente a produção científica em inglês, comparemos com o mais importante portal de referências em inglês, o PubMed, pertencente a U.S. National Library of Medicine, cujo acervo chega a 28 milhões de citações de artigos.

Ainda que apenas uma pequena porcentagem disso seja de interesse do médico, ele deverá ler alguns artigos por semana. Esse trabalho de atualização pode tornar-se quase impossível sem a fluência no inglês para ler e fazer a triagem dos artigos que interessam a você.

A língua oficial em Congressos e Simpósios

Uma excelente maneira de se manter atualizado e fazer network é participar em Congressos e Simpósios. Para os médicos que também são pesquisadores, essas são oportunidades muito importantes de trocar informações que ainda não foram publicadas. Além disso, é possível fazer contato pessoalmente com pesquisadores de todo mundo. Para aqueles que clinicam, esses eventos permitem conhecer novos produtos farmacêuticos e equipamentos. Há médicos que frequentam também os Congressos das ciências básicas (farmacologia, imunologia, fisiologia etc.) em busca de informações que permitam ter uma nova visão sobre seus casos na clínica.

Nesses encontros, os trabalhos científicos são apresentados na forma de painéis ou de palestras e conferências. Toda a informação é veiculada em inglês nos eventos internacionais. Mesmo nas apresentações orais, não há tradução simultânea. Assim, o médico precisa ter uma boa compreensão do idioma para acompanhar as explicações. A interação com colegas de outros países com culturas e as possibilidades de desenvolvimento profissional diferentes são enriquecedoras. Porém, esse diálogo também se dá quase que exclusivamente na língua inglesa. Mais uma vez, o conhecimento do inglês técnico para médicos aliado ao do dia a dia mostra-se uma ferramenta de trabalho.

Pré-requisito: inglês para médicos

Ao optar por ingressar em um programa de pós-graduação, o médico precisa saber que uma das maiores vantagens é a fluência no inglês. Caso o interesse por esse idioma tenha sido relegado a segundo plano durante a graduação, agora não pode mais ser adiado. Durante a pós-graduação, você precisará ler um ou mais artigos científicos diariamente, pois terá de formar um sólido conhecimento sobre seu tema de estudo ou o que for escolhido para a confecção da sua monografia ou tese.

Para a produção de um texto desses, seja baseado em pesquisa clínica, básica ou em revisão bibliográfica, você terá de citar dezenas de papers. Também nesse período de estudo, você será incentivado a participar de Simpósios e Congressos. A importância do inglês para o aproveitamento pleno desses já foi esclarecida anteriormente.

Sem contar que, ao estar em contato com pesquisadores de outros países, podem surgir oportunidades e convites. Muitas vezes, após uma conversa sobre um trabalho científico surge uma conexão profissional. Convites para a realização de parte da pós-graduação em outro país aparecem frequentemente nesses eventos. Na maioria das vezes, esse convite se concretiza em uma oportunidade e, então, a necessidade da fluência em inglês torna-se absoluta.

Outras oportunidades

No entanto, não são apenas os alunos de pós-graduação que encontram oportunidades no exterior. Devido às muitas guerras e outras situações humanitárias, vários profissionais têm sentido a necessidade de ajudar os necessitados em países distantes. Programas como os Médicos sem Fronteira e Cruz Vermelha são procurados todo ano por médicos que se interessam por suas causas. Ambos têm programas assistenciais e escritórios no Brasil.

Há interesse por parte dessas instituições na contratação de brasileiros, pois estes são aceitos em todos os países. Seja para trabalhar em nosso território ou no exterior, um pré-requisito na avaliação do candidato é a fluência na segunda língua. Outra vez, o domínio do inglês para médicos é um elemento-chave na carreira profissional.

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