Esse conteúdo é exclusivo para nossos alunos cadastrados.

Este artigo é totalmente e gratuito, porém apenas para usuários não anonimos que se cadastraram na central de conteúdo!

Primeiro acesso? Clique aqui.
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

HTLV: a importância do rastreio do vírus em gestantes

17/12/2024
6
10
Minutos de leitura
por:
equipe afya educacao médica
Compartilhar
Copy to Clipboard.
Compartilhar url

Entenda o que é HTLV, como evitar o contágio e a importância desse rastreio do vírus em gestantes!

Pouco conhecido, o HTLV gera uma série de riscos para os portadores, afetando sua saúde e qualidade de vida. Entre as características, causas e sintomas que apresenta, um elemento chama atenção: a elevada possibilidade de transmissão pelo leite materno.

Diante disso, realizar o rastreio ainda durante a gestação é uma ferramenta determinante para reduzir o número de infectados e garantir o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos.

Entenda melhor o que está por trás desse vírus, como se precaver e quais medidas estão sendo adotadas para diminuir a contaminação nesse momento!

O que é o vírus HTLV?

Entre os vírus que afetam o sistema imunológico, o mais conhecido é o HIV devido à emergência da AIDS e seus efeitos. No entanto, outros retrovírus da mesma família também atacam linfócitos, interferindo na capacidade de defesa do corpo.

O HTLV é um deles. Classificado como oncológico e hematológico, ele infecta a célula T humana. Suas características distintas vêm sendo identificadas desde que foi isolado em 1980. Saiba mais a seguir!

Regiões com maior presença

Apesar de estar presente no mundo inteiro, o Vírus do Linfotrópico da Célula T Humana apresenta uma prevalência maior em algumas regiões. África Equatorial, onde é encontrado em ampla diversidade genética, sul do Japão, Caribe e América do Sul, especialmente.

Em nosso país, é mais comum na Bahia, mas os dados ainda são poucos. O Ministério da Saúde trabalha com a ideia de que entre 800 mil e 2 milhões e meio de pessoas são portadoras. Entre gestantes, chega a atingir 1,05%, a depender da região do país.

Diferentes tipos

Suas variantes mais comuns são HTLV-1 e HTLV-2 que se diferenciam pelas manifestações relacionadas. O primeiro gera quadros autoimunes, oncológicos, neurológicos e hematológicos que abrangem:

  • artrite;
  • paraparesia espástica tropical;
  • leucemia;
  • mielopatia;
  • polimiosite;
  • uveíte;
  • ceratite intersticial;
  • tireoidite de Hashimoto.

Em contraponto, o segundo tipo pouco apresenta sintomas, estando ligado a algumas doenças pulmonares crônicas. Assim, cabe a realização de exames para definir qual é o retrovírus presente.

Já o HTLV-3 e o HTLV-4 são raros. Não à toa, sua descoberta em 2005, na África Subsaariana, ocorreu por meio de descrições de sua presença em determinados grupos e testes em pacientes assintomáticos. Nesse contexto, ainda não há muitas informações sobre seus impactos.

Causas

O HTLV é um retrovírus que faz sinapse virológica — processo organizado e especializado que altera a fisiologia celular normal. Isso indica que a transmissão exige o contato de célula com célula, algo que acontece por meio de fluidos infectados como:

  • leite materno;
  • sêmen;
  • secreção vaginal;
  • sangue.

Sintomas

Muitas vezes os quadros que esse vírus acarreta começam com sintomas como:

  • dores nos membros inferiores e costas;
  • dormência e formigamento nos pés e pernas;
  • espasmos e rigidez muscular;
  • inchaço dos linfonodos e no abdômen;
  • febre;
  • sensação de fraqueza;
  • anemia;
  • lesões na pele e descamação;
  • dificuldade para urinar ou perda do controle;
  • mudanças na visão;
  • alterações no sistema ósseo.

Fatores de risco

Comportamentos que podem levar ao contato com fluidos contaminados são o principal fator de risco para o HTLV. No entanto, a falta de conhecimento sobre a doença e de ações de diagnóstico em larga escala também são parte disso.

Essas questões se tornam desafios para o controle e prevenção, à medida que pessoas infectadas assintomáticas, por desconhecerem sua condição, acabam adotando posturas que expõem outros ao vírus.

Principais riscos

Mesmo com quadros graves representando entre 5% a 10% dos infectados, o principal risco é o desenvolvimento das doenças associadas a cada tipo de HTLV em seu grau mais impactante.

Ademais, o vírus afeta a qualidade de vida dos pacientes pelos sintomas que apresenta, uma vez que alguns afetam as atividades do dia a dia. Outro aspecto nesse cenário é a transmissão não intencional descontrolada.

Diagnóstico

Exames de sorologia, imunoenzimáticos e quimioluminescência permitem identificar os anticorpos do vírus. Via de regra, é realizado um teste de triagem, como o ELISA, e depois um de confirmação, a exemplo do INNOLIA, Western-blot ou PCR. Os dois últimos ainda verificam o tipo do HTLV.

Formas de tratar

Até o momento, o HTLV não conta com vacina, tratamento preventivo ou capaz de eliminar o vírus. Assim, a ação terapêutica foca nas doenças relacionadas a ele por meio de medicamentos específicos para cada quadro e ações multidisciplinares que garantam a qualidade de vida do paciente.

Como evitar a contaminação?

Doenças como o Vírus Linfotrópico da Célula T Humana têm na prevenção a melhor estratégia de combate. Com base nas situações de exposição — sexo desprotegido, transfusões, transplantes, compartilhamento de agulhas ou seringas, gestão, parto e aleitamento —, adotar medidas de precaução se torna indispensável.

Desde o uso de preservativos em todas as relações sexuais até a utilização de material descartável em injeções, não o dividindo com outras pessoas, são exemplos disso. Em relação ao recebimento de órgãos e sangue em procedimentos hospitalares, a rede médica brasileira faz uma testagem completa, garantindo a segurança.

Por fim, tanto gestantes quanto mulheres que pretendem engravidar devem realizar os exames de diagnóstico. Em caso positivo, o acompanhamento pré-natal, cuidados durante o nascimento e a substituição do leite materno serão adotados para proteger o bebê.

Qual é a importância de rastrear esse vírus em gestantes?

Apesar do risco de transmissão do vírus da mãe para o bebê no parto e na gestação ser considerado baixo, a amamentação é um dos momentos em que existem maiores chances disso acontecer.

Logo, rastrear o HTLV na gravidez é uma atividade central na hora de reduzir a disseminação e o número de infectados. Pois, possibilita a tomada de cuidados preventivos adequados.

Trata-se de uma tarefa de tamanha importância que a testagem foi ampliada pelo SUS recentemente. Por recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), o Ministério da Saúde está implementando ações nesse sentido como:

O HTLV afeta o sistema imunológico do corpo, levando ao desenvolvimento de sintomas e doenças oncológicas, autoimunes ou neurológicos graves. Por não ter tratamentos capazes de erradicá-lo, a melhor forma de reduzir sua prevalência é freando a transmissão.

Entre as medidas nesse contexto, o rastreio em gestantes se posiciona como uma atividade-chave, uma vez que permite a tomada de ações para impedir que o vírus passe da mãe para o bebê em diversas situações.

Para acompanhar mais conteúdos informativos como esse em primeira mão, assine nossa newsletter!

Artigo por:
Quer saber mais?
Selecionamos alguns posts que você pode gostar!

X

Olá, Futuro Especialista!👋

Venha bater um papo comigo no whatsapp e conheça as vantagens exclusivas que preparei para você.

Obrigado!
Em breve nossa equipe entrará em contato com você.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário.
Fale com um consultor
Obrigado!
Em breve nossa equipe entrará em contato com você.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário.
Fale com um consultor

X

Olá, Futuro Especialista!👋

Venha bater um papo comigo no whatsapp e conheça as vantagens exclusivas que preparei para você.