Desenvolver habilidades médicas vai além dos conhecimentos técnico-científicos, pois é fundamental conseguir comunicar o conhecimento com todos os envolvidos no processo, principalmente o paciente.
Antigamente, para ser um bom médico era preciso “apenas” estudar sobre a fisiopatologia das doenças ou os tratamentos mais eficazes e seguros, trazendo uma visão muito limitada da situação clínica do paciente.
Hoje em dia, um bom médico precisa ter empatia, prestar atendimento humanizado, saber trabalhar em equipes multidisciplinares e manter-se constantemente atualizado, para ter sucesso na carreira.
Quer ficar por dentro desse assunto? Então continue por aqui, pois abordaremos as principais habilidades de um médico bem sucedido. Boa leitura!
Médicos que se diferenciam com habilidades
Aprimorar habilidades é uma atitude que deve ser contínua. Isso porque entende-se como habilidade a capacidade de aprender a realizar uma tarefa bem-feita ao longo do tempo e, consequentemente, ser valorizado por isso.
Algumas habilidades são natas e consideradas aptidões para determinadas atividades, o famoso “leva jeito para a coisa”. Outras podem e devem ser desenvolvidas conforme a necessidade de cada indivíduo.
A competência é um conjunto de habilidades, ou seja, significa que o médico consegue aperfeiçoar todas elas de forma equilibrada e constante, sendo uma característica bastante requerida atualmente.
As habilidades se encaixam em três subtipos, a saber: técnica, gerencial e pessoal. A primeira se relaciona aos saberes, conhecimentos da área de atuação e experiência adquirida. A segunda se relaciona à organização da rotina, e a terceira à forma de lidar com as pessoas.
Médicos que se diferenciam são aqueles que aprimoram um pouco das habilidades de cada um desses tipos, garantindo uma assistência clínica integral, multidisciplinar e eficiente aos pacientes.
As melhores técnicas de como adquirir essas habilidades
Não existe fórmula mágica para adquirir habilidades, porém diversos cursos podem ajudar nessa questão. Então, o primeiro passo é descobrir quais competências devem ser aprimoradas.
Para melhorar a relação com o paciente, sugerimos cursos sobre acolhimento, humanização no atendimento, técnicas de entrevista ao paciente e escuta ativa, que são amplamente divulgados e necessários no contexto atual.
Quando se precisa aprimorar a gestão dos processos, existem diversas especializações e cursos rápidos que abordam técnicas gerenciais, levantamento de indicadores em saúde, mensuração de custos etc. Alguns são voltados exclusivamente para profissionais clínicos.
As habilidades técnico-científicas devem ser aperfeiçoadas na pós graduação médica ou além daqueles sobre atualização de conhecimentos, participação em congressos e mesas redondas entre outros eventos da área médica.
A competência desenvolvida servirá para organizar a rotina de atendimento em consultórios e plantões, bem como lidar com os pacientes que já chegam na consulta com um diagnóstico buscado nos sites de busca ou mesmo nas fake news.
Abaixo listamos algumas das principais habilidades médicas que devem ser desenvolvidas. Confira!
1. Ter boa comunicação
A comunicação é um processo ativo em que existe um emissor e um receptor. O médico, enquanto emissor de uma informação, deve “traduzir” seu conhecimento e orientações para uma linguagem mais leiga e adequada ao nível de letramento do paciente.
Para tanto, o médico deve desenvolver também a escuta ativa, analisando o paciente em suas perspectivas clínicas, sociais, econômicas e psicológicas para traçar uma forma de conduta clínica.
A boa comunicação fortalece a relação terapêutica, a confiança nas condutas implantadas e principalmente na adesão do paciente, trazendo resultados clínicos positivos em curto e médio prazo.
2. Trabalho em equipe
Foi-se o tempo em que o médico trabalhava sozinho. Hoje em dia já se sabe que o trabalho multidisciplinar é mais efetivo, menos oneroso financeiramente e mais aceito pelo paciente e cuidadores.
Além disso, cada profissional de saúde contribui com seus saberes para que a intervenção seja única e objetiva para o paciente, além de entender os propósitos da atuação de cada profissional de saúde.
Portanto, o trabalho em equipe é mais vantajoso e deve ser sempre desenvolvido em todos os níveis assistenciais em saúde, a fim de otimizar os desfechos clínicos, humanísticos e econômicos.

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