A especialidade de ginecologia e obstetrícia sofreu algumas mudanças, com destaque para superespecialização. Pensa em seguir essa carreira? Saiba mais!
Embora o termo “ginecologia e obstetrícia” seja bastante utilizado, é preciso compreender que nem todo ginecologista será obstetra. Isso se dá porque a ginecologia é a especialidade destinada a estudar e tratar as mamas e o aparelho genital feminino – e mais recentemente outros aspectos mais gerais da saúde feminina também, como observação da saúde hormonal e encaminhamento para especialista em caso de necessidade, por exemplo.
A obstetrícia, por sua vez, é focada na reprodução humana e destina os cuidados do período que pode compreender a fase gestacional (pré-natal) até o puerpério e lactação. Em geral, esse profissional é o responsável também pelo parto que pode ser pré-determinado por ele em conjunto com a parturiente (uma evolução da área), conforme as condições clínicas de saúde dela e seus desejos para o momento do nascimento do bebê.
Além dessa mudança na área de ginecologia e obstetrícia, também conhecida como G&O, outras transformações marcantes foram observadas: – conforme destacou o presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Carlos Eduardo Fernandes, em artigo recente – a evolução de técnicas diagnósticas e terapêuticas e o fenômeno de superespecialização dentro da GO.
Leia também: O que saber antes de tomar sua decisão por título de especialista ou permanecer na carreira generalista?
Quais as principais atribuições de quem foca em Ginecologia e Obstetrícia?
Conforme visto até aqui, com o surgimento da superespecialização em Ginecologia e Obstetrícia, os aspectos a serem tratados podem variar bastante. No entanto, dentro da área clínica, alguns temas são comuns nos consultórios. Entre eles estão:
- Aborto
- Amenorreia
- Cistos no ovário
- Cistos nas mamas
- Câncer do colo do útero
- Câncer de mama
- Cólicas menstruais
- Disfunções genitais
- DIU
- Doenças infectocontagiosas
- Dor durante a relação sexual
- Endometriose
- Infertilidade
- ISTs
- Menopausa
- Miomas uterinos
- Pré-natal
- Vaginose
Conheça algumas possibilidades de especialização dentro da G&O
Em geral, o estudante de medicina que deseja seguir a carreira dentro da área de ginecologia e obstetrícia deve se submeter a 3 anos de residência médica. Além disso, outras especializações podem ser cursadas, variando o tempo de formação, conforme o desejo desse profissional de aprofundar-se nas diversas áreas de conhecimento. São exemplos:
- Cirurgia laparoscópica avançada
- Ginecologia menopáusica e geriátrica
- Ginecologia pediátrica
- Cirurgia reconstrutiva em uroginecologia
- Endocrinologia reprodutiva e infertilidade
- Medicina materno-fetal
- Medicina pélvica feminina
- Oncologia ginecológica
Além dessas e outras subespecialidades, o ginecologista obstetra tem outras escolhas a fazer, que se referem ao local de atuação. Eles podem abranger: setor privado ou público, hospital, maternidade, ambulatório, centro cirúrgico, clínica médica, diagnóstico de imagem ou até mesmo a carreira acadêmica.
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6 preceitos fundamentais que devem ser seguidos por qualquer ginecologista obstetra
Anteriormente, tratamos brevemente sobre a evolução da área com destaque para a humanização do parto, que passou a ter as condições determinadas em conjunto pelo profissional e pela gestante. Além disso, outros aspectos éticos devem ser sempre seguidos por qualquer médico que deseje seguir a carreira na área de ginecologia e obstetrícia.
- Escuta ativa: É necessário que o profissional esteja aberto a ouvir todas as queixas da paciente com atenção, ainda que elas façam parte da rotina profissional.
- Empatia: Essa habilidade é fundamental para criar uma boa relação entre médico e paciente.
- Capacidade de estabelecer confiança: Embora a área esteja evoluindo, é muito comum que aspectos da saúde ginecológica ainda estejam rodeados de tabus. Por isso, é necessário que a paciente confie no profissional.
- Capacidade de transmitir acolhimento: Essa é uma habilidade que contribuirá para que a paciente demonstre também confiança no profissional.
- Didática: Não é incomum que as mulheres tenham dúvidas sobre o funcionamento do próprio corpo. Por isso, é preciso explicar com clareza assuntos que envolvam anatomia feminina, higiene pessoal, doenças infecciosas, tratamentos etc.
- Respeito: Deve estar presente em todas as relações médico-paciente. Contudo, na área de G&O é necessário redobrar os cuidados, principalmente em situações que envolvam crenças culturais/religiosas que dificultem tratamentos.
Financeiramente, vale a pena fazer Ginecologia e Obstetrícia?
Segundo dados recentes do portal Glassdoor, o salário médio nacional de um médico ginecologista obstetra é de R$ 11.546,00. Leia também: Como anda a remuneração e satisfação dos médicos no país?
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