Esse conteúdo é exclusivo para nossos alunos cadastrados.

Este artigo é totalmente e gratuito, porém apenas para usuários não anonimos que se cadastraram na central de conteúdo!

Primeiro acesso? Clique aqui.
Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

O que é a enterocolite necrosante e como ela afeta os bebês recém-nascidos

8/5/2020
10
Minutos de leitura
por:
equipe afya educacao médica
Compartilhar
Copy to Clipboard.
Compartilhar url

Saiba as causas, sintomas, tratamento para a enterocolite necrosante, doença que é uma das principais causas de óbitos neonatais.

Você já leu sobre a enterocolite necrosante (ECN ou NEC)? Trata-se de uma inflamação que acontece em partes da superfície interna do intestino, o que pode causar infecção por bactérias e leva a necrose neste órgão dos recém-nascidos (RN) prematuros, os principais pacientes com essa doença. Dos casos conhecidos, 70% a 90% ocorreram em bebês nascidos prematuros.

Embora a causa não seja completamente entendida pela comunidade médica, a ECN está relacionada parcialmente a uma baixa saturação de oxigênio no sangue dos RN, bem como a uma redução do fluxo de sangue ao intestino do bebê prematuro que teve algum tipo problema de saúde anterior ou tem peso muito reduzido, abaixo de 1,5kg. É uma das emergências gastrointestinais adquiridas mais comuns entre aquelas que podem levar os RN à cirurgia, responsável por parte considerável das ocupações das Unidades de Terapia Intensiva neonatais nos hospitais.

Sintomas da enterocolite necrosante

A ECN pode ocorrer já nas primeira duas semanas de vida do recém-nascido. Logo após o início da alimentação enteral dos prematuros é possível ver um comprometimento sistêmico do paciente, com necrose em segmentos da alça intestinal.

Os principais sintomas incluem:

  • Dificuldade de alimentação
  • Inchaço no abdômen
  • Sangue nas fezes
  • Sangue no vômito
  • Vômito com líquido esverdeado, amarelo ou da cor de ferrugem proveniente da bile
  • Temperatura corporal baixa
  • Apneia
  • Aparência letárgica e de muito doente nos bebês

Como é feito o diagnóstico da enterocolite necrosante?

O diagnóstico é feito através da radiografia no abdômen do paciente e exame de sangue. A primeira pode demonstrar sinais de distensão, edema das alças intestinais e também a existência de gases na parede intestinal, condição conhecida como pneumatose intestinal.

A ocorrência da pneumatose sugere que existe perfuração da parede intestinal do RN, condição bastante grave que necessita de cirurgia e que pode até mesmo levar o bebê à óbito. O exame de sangue pode determinar a presença de bactérias ou demais anomalias na corrente sanguínea.

Radiografia enterocolite necrosante

Radiografias mostram dilatação de alças e pneumatose intestinal na radiografia A. Na radiografia B ocorre a pneumatose intestina. Outro importante exame diagnóstico é o Teste de Apt, utilizado para identificar se o sangramento do trato intestinal do recém-nascido ocorre no órgão ou por causa da deglutição do sangue materno no momento da amamentação, o que ocorre com frequência quando há uma fissura na mama da lactante.

Nos anos 70, o médico e pesquisador Bell fez uma vasta avaliação de quadros da ENC que levava em conta os diagnósticos radiológicos e de exames de sangue em RN. Ele estabeleceu uma série de critérios de diagnóstico e tratamento em uma tabela conhecida como estadiamento de Bell.

Epidemiologia da doença

A incidência da ECN é de 3 a 4 casos por 1.000 nascimentos. Os fatores de risco estão associados à própria característica de fragilidade de saúde do recém-nascido, que pode ter sido acarretado por restrição do crescimento intrauterino e asfixia perinatal, por exemplo.

Também a RN com doença cardíaca congênita, gastrosquise, policitemia, hipoglicemia, sepse, exsanguineotransfusão, que fazem uso de cateteres umbilicais, que possuem alergia ao leite, com rotura prematura de membranas e até mesmo devido ao uso materno de drogas como a cocaína.

Tratamento

A forma mais comum de tratar a doença é o estabelecimento imediato de jejum do recém-nascido, bem como a remoção de todo o conteúdo do seu estômago para a descompressão. O bebê passa então a se alimentar por meio de sonda. Deve ser feito um detalhado acompanhamento do débito urinário, balanço hídrico, manutenção de perfusão e débito cardíaco, fornecimento de suporte ventilatório, correção de anemia, plaquetopenia, distúrbio de coagulação.

Há ainda administração de antibióticos para tratar possíveis infecçõesEmbora a maioria dos recém-nascidos com enterocolite necrosante não precisem de cirurgia, ela pode ser realizada quando o médico identifica perfuração intestinal. A cirurgia também é indicada para casos em que o intestino está gravemente afetado.

Como é a cirurgia para tratar a enterocolite necrosante?

O procedimento começa com a remoção da parte do intestino que sofre com a falta de irrigação sanguínea. Então as duas extremidades do intestino saudáveis são trazidas até a superfície da pele criando uma passagem que permite a drenagem do conteúdo do intestino, processo conhecido como ostomia.

Assim que o recém-nascido se recupera essas extremidades são religadas e o intestino é inserido novamente na cavidade abdominal. O profissional pode ainda inserir drenos para auxiliar na recuperação dos bebês que apresentam peso muito baixo ou que estão em condição de saúde muito grave. Esses drenos servem para que o profissional remova o material infectado, o que permite uma redução na gravidade dos sintomas e certa estabilização do paciente.

Assim que seu estado for estável, o médico pode realizar a cirurgia se avaliar a necessidade.

Técnicas de prevenção

Médicos pesquisadores têm desenvolvido diversas estratégias para prevenir a ocorrência de enterocolite necrosante nos recém-nascidos, em especial os prematuros, os mais afetados pela doença. Algumas dessas técnicas passam pela prevenção da asfixia perinatal, que reduz a ocorrência da ENC.

Os médicos sugerem também a alimentação precoce desses recém-nascidos com leite materno, aumento as doses de forma gradual. Sugerem ainda o uso de probióticos que auxiliam na colonização do intestino com microbiotas benéficos ao sistema digestório fragilizados desses bebês. O uso de corticoides também têm produzido resultados animadores na proteção do trato gastrintestinal.

No caso de bebês que não podem se alimentar por via enteral, a colostroterapia é indicada para a colonização do trato gastrintestinal com a flora do leite humano até que o RN esteja pronto para a instalação da nutrição enteral.

Artigo por:

X

Olá, Futuro Especialista!👋

Venha bater um papo comigo no whatsapp e conheça as vantagens exclusivas que preparei para você.

Obrigado!
Em breve nossa equipe entrará em contato com você.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário.
Fale com um consultor
Obrigado!
Em breve nossa equipe entrará em contato com você.
Oops! Algo deu errado ao enviar o formulário.
Fale com um consultor

X

Olá, Futuro Especialista!👋

Venha bater um papo comigo no whatsapp e conheça as vantagens exclusivas que preparei para você.