Endocrinologia: o que você precisa saber sobre a especialização

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A endocrinologia no Brasil e no mundo está em plena expansão. A atuação nessa área da da medicina envolve alguns dos problemas que têm assolado a sociedade nos últimos anos — como obesidade, diabetes e alterações hormonais. No entanto, muito se engana quem pensa que a busca pelo serviço endócrino aumentou somente nos últimos anos. A procura sempre foi grande. Na verdade, o que mudou foi que a população e outros profissionais da área de saúde têm, cada vez mais, um conhecimento maior sobre o que é a endocrinologia e pelo que ela é responsável.

A mídia, inclusive, cada vez mais dedica espaços aos assuntos relacionados aos problemas hormonais, mostrando as dificuldades e particularidades do dia a dia dos portadores de doenças endócrinas. Pensando na importância e atualidade do tema, no post de hoje vamos falar um pouco dessa especialidade, da relevância da pós-graduação em endocrinologia e de por que essa pode ser uma excelente opção para o profissional de medicina que deseja alavancar a sua carreira.

O futuro da endocrinologia: Quais as tendências desse mercado?

Diagnósticos cada vez mais precisos, profissionais cada vez mais especializados. Esses são alguns dos fatores que colaboraram para a consolidação da endocrinologia no mercado de medicina. Nessa área, é bastante comum que os profissionais aperfeiçoem novas formas de tratar antigas disfunções, causando cada vez menos danos e efeitos colaterais para o paciente.

Entre as tendências do estudo endocrinológico se destacam a ciência do DNA e a terapia gênica — tratamento que consiste na introdução de genes sadios que suplementam com alelos funcionais aqueles que estão mortos ou defeituosos. Essa possibilidade permite que o indivíduo, ao nascer, já tenha um pré-diagnóstico de possíveis doenças que ele possa ter no decorrer da vida, o que auxilia o tratamento prévio e a correção da doença, antes mesmo dela se manifestar. O tratamento com células-tronco também está em evidência.

Atualmente, seus estudos estão voltados para fazer com que o paciente volte a produzir células — antes defeituosas — que são capazes de originar determinado hormônio. Esse método é um dos pilares de um engenhoso estudo conduzido em Harvard que, apesar de ser ambicioso e de alto risco, pode revolucionar o tratamento do diabetes em escala mundial. O projeto consiste na introdução da doença T1D — diabetes tipo 1 — em um modelo animal, para tentativas de tratamento com respostas mais rápidas. Por fim, podemos dizer que a endocrinologia visa extinguir a palavra ‘idiopático’ do vocabulário medicinal. A intenção é fazer com que todas as doenças diagnosticadas tenham sua causa e origem devidamente entendidas e explicadas.

Rotina do endocrinologista: o que esse profissional faz?

Ao optar por atuar nessa área, o médico cuidará de todo o sistema endócrino e suas secreções, atuando em dezenas de casos, dos mais comuns aos mais raros. Alguns deles são:

  • Hipotireoidismo
  • Hipertireoidismo
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Ovários policísticos
  • Osteoporose
  • Disfunção de crescimento
  • Menopausa
  • Andropausa

O profissional da endocrinologia pode atuar em postos de saúde, clínicas e hospitais das redes pública ou privada. Sua rotina consiste no atendimento a pacientes, acompanhado de análises de histórico, solicitação de exames, definição de diagnósticos e organização de estratégias de tratamento. Além disso, o endocrinologista trabalha diretamente na rotina do paciente, propondo exercícios, atividades e hábitos que auxiliem no tratamento das doenças diagnosticadas.

A prescrição de medicamentos e a intervenção cirúrgica — em casos mais específicos — também fazem parte do âmbito desse profissional. Aprimorar técnicas de abordagem, elaborar diagnósticos profundos e precisos e ter uma visão crítica do ambiente medicinal são capacidades exigidas a um bom endocrinologista. Esse conjunto de aptidões, aliados a uma boa instituição, podem ser a receita para a formação de um profissional de sucesso.

Especialização vs. Residência: qual caminho escolher?

Embora seja recomendada e regulamentada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), concedendo o título de especialista ao profissional que conclui o programa, a residência não consegue suprir a necessidade da demanda, fazendo com que apenas 40% médicos recém-formados tenham acesso ao curso. No entanto, o curso de Pós-Graduação Médica Lato Sensu é um caminho extremamente viável e recomendado para que os médicos se preparem cada vez mais para o mercado de trabalho.

Além de oferecer a junção de aulas práticas e teóricas, os cursos são regulamentados pela CNE nº1/2007, que exige a carga horária mínima de 360 horas e a presença de um corpo docente formado por 50% de professores com de títulos de mestre ou doutor. Para ingressar no curso, é preciso analisar alguns parâmetros referentes à qualidade da escola e ao perfil pessoal do profissional que, como veremos a seguir, pode se enquadrar nesta ou naquela área de atuação.

Formule critérios para escolher uma instituição

Para não errar na escolha da instituição, o aluno deve prestar atenção em alguns aspectos oferecidos por ela. Entre eles, o tempo de experiência que a escola tem no mercado — o que pode funcionar como um indicativo de que o curso tem uma história perante a medicina — e sua relevância entre a concorrência. Além disso, podemos considerar o número de profissionais que já são especialistas formados pela instituição; onde eles estão atuando, quais os seus feitos mais expressivos e quais os seus méritos na comunidade médica.

Também não podem ficar de fora da análise o nível dos professores que lecionam no curso e quais as suas bagagens profissionais — se têm mestrado, doutorado, se são referências nas suas respectivas áreas de atuação —, além de questões estruturais e da certificação da universidade pelo MEC. Vale ressaltar que o interessado deve procurar saber se a escola acompanha as novidades do mercado, que está em constante atualização.

Entenda o perfil do profissional

O perfil profissional da medicina que opta pela endocrinologia é bem variado. Destaca-se a presença de médicos recém-formados e que almejam se aprofundar no tema, colegas que já atuam dentro da medicina e pretendem ter uma visão mais específica sobre o assunto, profissionais que desejam publicar artigos científicos e nutrólogos que atuam em reposição hormonal e querem compreender o tema de uma maneira mais balizada pela ciência.

Os traços indispensáveis para o perfil de um bom endocrinologista são: paciência, serenidade e interpessoalidade. Tendo em vista a complexidade do gerenciamento e do tratamento de doenças crônicas, o contato com o mesmo paciente pode durar anos. O check-up — que deve ser feito de forma minuciosa — é estipulado a longo prazo, o que faz da endocrinologia uma especialidade eminentemente clínica.

O anseio que jovens profissionais têm pela pesquisa também faz da área um alvo de interesse. A endocrinologia é a especialidade médica que apresenta uma forte característica interdisciplinar, de compreensão da bioquímica e da biologia — celular e genética —, que são aplicadas diretamente no tratamento do paciente. O interesse pelos médicos na área também é resultante do aumento desenfreado da obesidade, do diabetes e de outros problemas hormonais, que fazem com que a demanda por profissionais da endocrinologia seja crescente e o mercado se mantenha aquecido, principalmente em locais afastados das grandes metrópoles. A união do trabalho clínico com o intelecto empregado em pesquisas gera a expectativa de que o profissional da endocrinologia colabore com o bem-estar da sociedade, tanto no tratamento como na prevenção de doenças.

Para mais informações sobre esse e outros cursos, entre em contato com a IPEMED e tire todas as suas dúvidas.

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