Entre os diversos problemas de saúde que qualquer médico precisa lidar diariamente no consultório, a doença de Alzheimer talvez seja um dos mais emblemáticos. Isso porque ainda não são tão conhecidas as causas e, muito menos, as formas de se preveni-la. Não é por acaso que ela é alvo de diversas pesquisas, que tentam desvendar tudo que há por trás dessa doença que já afeta a tantas pessoas, principalmente, as idosas. Inclusive, um estudo recente realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta para a eficácia dos exercícios físicos na prevenção. Mas o que causa o Alzheimer e como se prevenir essa doença? Continue lendo e veja algumas dicas para colocar em prática na sua rotina e no seu consultório!
O que causa a doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é a forma mais recorrente da demência neurodegenerativa em pessoas idosas. Ainda não se sabe ao certo o que pode provocá-la, mas acredita-se que o fator genético seja determinante. Outros fatores também podem influenciar, como a idade – quanto mais idosa, mais chances de desenvolver o problema. O grau de instrução, a escolaridade e o nível cultural podem influenciar indiretamente, uma vez que as pessoas mais intelectualizadas desenvolvem mais conexões entre os neurônios, permitindo que os estímulos nervosos contornem as áreas lesionadas. Além disso, a doença varia em 4 estágios diferentes (inicial, moderado, grave e terminal), que tendem a evoluir com o tempo, de acordo com a degeneração dos neurônios. Não há uma cura, mas é possível evitar o avanço.
Quais os sintomas mais comuns?
É muito comum as pessoas acharem que a doença de Alzheimer é caracterizada pela perda de memória. E esse é mesmo um dos sintomas mais recorrentes, mas não é o único. Por sinal, o indício mais importante para o problema é a demência, que até pouco tempo acreditava-se ter uma única forma de manifestação. Outros sintomas frequentes são:
- irritabilidade e agressividade;
- comportamento repetitivo;
- dificuldade para acompanhar conversas;
- interpretações equivocadas de estímulos externos;
- perda da capacidade motora;
- dificuldade em encontrar palavras para se expressar;
- tendência ao isolamento social.

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