No Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Com esse cenário em vista, três sócios brasileiros se uniram e criaram um dispositivo que auxilia no monitoramento de crianças com câncer. Com isso, o objetivo é diminuir a taxa de mortalidade das crianças em tratamento de câncer.
Cenário do câncer infantojuvenil no Brasil
Diferentemente do câncer adulto, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Assim sendo, os tumores mais frequentes na infância, segundo o Inca, são as leucemias, que atingem o sistema nervoso central e os linfomas. Estima-se que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 8.460 novos casos de câncer infanto-juvenis.
Mas, hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes que têm a doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados de forma especializada. De acordo com o Inca, o tratamento inclui, em geral, quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Além disso, o tratamento é planejado de acordo com o diagnóstico do tumor e as suas características biológicas.
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Problemas enfrentados no tratamento do câncer infantil
Mas, de acordo com a startup Luckie Tech, alguns fatores atrapalham o tratamento do câncer infantil, como:
- Falta de dados sobre o paciente;
- Dados desconectados;
- Pacientes sem monitoramento constante.
Por isso, em 2017, o engenheiro de São José dos Campos, Joel Oliveira Junior, começou a pesquisar e a idealizar um dispositivo que pudesse ajudar no monitoramento de crianças com câncer. Além disso, Joel tem uma história pessoal diretamente relacionada com este tema.
Há cerca de oito anos, ele perdeu um filho por câncer com dois anos de idade e isso também o motivou na busca por melhorias no tratamento e monitoramento de crianças com câncer. Dessa forma, Joel criou junto com outros sócios a startup Luckie Tech.
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