O mês de dezembro marca o início do Verão no hemisfério sul. Isso significa que a face mais ao sul do planeta estará em posição privilegiada para receber os raios solares, luz e calor. Não à toa, é neste mês que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) organiza, todos os anos, a campanha do Dezembro Laranja, de enfrentamento ao câncer de pele não melanoma.
Neste verão, a SBD trabalha com o lema “Vamos conjugar prevenção ao coronavírus com cuidados para reduzir as chances de casos de câncer de pele?”.
O que é o câncer de pele?
Existem dois tipos básicos de câncer de pele:
- O não melanoma, que surge nas células basais ou nas escamosas;
- O melanoma, que tem origem nos melanócitos.
O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, o que corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde.
É caracterizado principalmente por manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir estas estruturas. Algumas pessoas podem ter feridas que não cicatrizam e duram por até algumas semanas.
Prevenção ao câncer de pele
“O uso do protetor solar protege contra os danos da radiação solar, prevenindo o aparecimento do câncer de pele relacionado a exposição crônica ao sol”, explica Maria de Fátima Amorim, professora e coordenadora da pós-graduação em Dermatologia e Dermatologia Estética da Faculdade IPEMED.
Mas, afinal, devemos utilizar protetor solar todos os dias? Para a professora Maria de Fátima, esse deve ser um hábito diário para as pessoas que mais se expõem aos raios solares, como aquelas que trabalham em espaços abertos.
“Também é importante o uso diário de protetor para pessoas que realizaram procedimentos dermatológicos como, por exemplo, peeling e uso de esfoliantes”, detalha.
Além do uso do protetor solar diariamente, Maria de Fátima adverte que as pessoas ainda devem evitar a exposição aos horários de maior radiação de raios UVB, entre as 10 da manhã e às 3 da tarde. Ela recomenda ainda o uso de roupas que cubram a pele, chapéu ou guarda, para proteger fisicamente a pele do sol.
Tratamento do câncer de pele
Quando detectado precocemente, o câncer de pele não melanoma pode ser tratado adequadamente e apresenta mortalidade muito baixa.
“Há vários tratamentos disponíveis, como a retirada cirúrgica, tópicos imunomoduladores, produtos que melhoram o turnover celular, propiciando a cura. Hoje, também há produtos orais que atuam como fotoprotetores orais, não excluindo o uso do FPS tópico, bem como a terapia fotodinâmica, que combina o laser com produtos específicos”, afirma Maria de Fátima. “O mais importante é reconhecer os tumores cutâneos precocemente, diagnosticar e tratar o mais rápido possível, principalmente em pessoas com histórico de fotoexposição excessiva, uso de imunossupressores ou história de queimadura solar”, alerta a professora.


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