Todas as profissões têm suas próprias normas de conduta e seus profissionais agem de acordo com os preceitos que são definidos de acordo com a sociedade, a legislação e as ações que são esperadas do indivíduo que atua nesse segmento. Na medicina, como não poderia deixar de ser, a coisa não muda de figura e é o Código de Ética Médica que norteia nossa profissão. No entanto, seja em função do tempo corrido, da grande necessidade de se aprimorar constantemente na parte técnica, nem todos têm em mente todos os detalhes do Código na cabeça.
Por isso, preparamos o conteúdo a seguir, com pontos que todo médico deve dar mais atenção. Confira quais são eles!
1. Titulação acadêmica
Um dos pontos importantes que são abordados no Código de Ética Médica do Brasil e que todos os médicos devem conhecer diz respeito à divulgação da titulação acadêmica. Embora isso seja permitido e incentivado na publicidade médica, inclusive em material promocional, existem algumas normatizações e, consequentemente, limitações. Informar as especialidades ajuda o público a compreender como aquele profissional pode ajudá-lo, afinal, fica mais simples descobrir se você precisa de um cardiologista, de um urologista, e assim por diante. No entanto, só é permitido divulgar até duas titulações, que devem ser reconhecidas, autorizadas e registradas no CRM. Depois que você for aprovado na prova de título, será necessário fazer uso dessa informação de forma correta.
2. Fotos de pacientes
Os profissionais, de acordo com as resoluções do Código de Ética Médica e do próprio Conselho Federal de Medicina, não poderão utilizar fotos dos seus pacientes em nenhum material de divulgação, nem mesmo se eles conseguirem o consentimento e a autorização formal dessas pessoas. Isso serve para evitar constrangimentos e o marketing naquele estilo de “antes e depois”, que já foi muito comum em outras épocas. Esse tipo de utilização só é autorizada nos casos de apresentações de trabalhos científicos ou para eventos que sejam exclusivos da área médica, sem caráter de propaganda.
3. Direito à autonomia
Esse é um tópico que tem muito destaque no Código de Ética Médica, mas que nem sempre é perfeitamente compreendido pelos profissionais da área. O conceito de autonomia é aquele que busca dar a quem está sendo atendido o direito de emitir a sua opinião sobre tudo o que diz respeito à sua saúde e o seu corpo. Ou seja, o paciente pode se expressar sobre a forma com a qual gostaria de ser tratado, aceitando ou não a opinião médica. Da mesma maneira, o médico tem o direito de opinar sobre essas decisões, caso não elas não estejam de acordo com a sua visão, gerando, dessa maneira, um diálogo esclarecedor, cuja finalidade é o total benefício do paciente.
4. Blogs e páginas pessoais
O uso da internet já faz parte da rotina da grande maioria das pessoas e nenhum profissional que anseia pelo sucesso pode ignorar esse fato. Na área da saúde a coisa não muda de figura e, ao contrário do que muita gente pode pensar, o Conselho Federal de Medicina não considera que toda publicidade médica é malvista. O Código de Ética Médica e o CRM estimulam esse tipo de divulgação quando ela serve para divulgar informações, disseminar conhecimentos científicos ou tirar dúvidas da população, por exemplo. Por isso, é permitido investir em blogs e sites, que ajudam a ganhar renome e, quem sabe, a se tornar referência no universo digital.

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