Ciência é peça-chave para os avanços da Medicina

O Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico foi criado por meio de duas leis, sancionadas em datas diferentes. Em 2001, por meio da Lei n. 10.221/2001, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou o Dia Nacional da Ciência, com o objetivo de comemorar essa data em todos os estabelecimentos educacionais do país.

Alguns anos depois, em 2008, o ex-vice-presidente José de Alencar, por meio da Lei n. 11.807/2008, sancionou o Dia Nacional do Pesquisador. Ambas são celebradas no dia 8 de julho. Dessa forma, as comemorações se uniram e a data passou a ser conhecida como o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico. 

O dia 8 de julho foi escolhido por ter sido criada nessa data, no ano de 1948, a  Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A SBPC é uma entidade civil, sem fins políticos ou posições partidárias, que desenvolve atividades para expandir e aperfeiçoar os sistemas nacionais de ciência e tecnologia.

O objetivo da celebração do Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico é estimular o gosto dos jovens pela ciência e divulgar os saberes científicos para a sociedade. Em razão disso, muitas escolas, faculdades, universidades e outras instituições de ensino realizam atividades como feiras de ciências, palestras, visitas guiadas, entre outros eventos comemorativos. Dessa forma, mais estudantes podem conhecer e tomar gosto pela ciência de forma geral e pelas ciências médicas, algo tão importante para o desenvolvimento da sociedade.

Dia da Ciência: como a ciência avançou em prol da medicina nas últimas décadas?

A ciência é o que possibilita que se compreenda mais sobre a natureza, a sociedade e tudo o que envolve as nossas vidas. E a Medicina, com suas diversas especialidades, materializa todo este conhecimento no dia a dia dos milhares de atendimentos feitos por estes profissionais.  A partir disso, são desenvolvidos recursos que facilitam a vida de todos nós e nos permitem ter mais bem-estar. 

Em razão da ocorrência da pandemia da COVID-19, as pessoas puderam ver e compreender mais profundamente a importância do profissional médico para a vida de todos. Sem eles, seria impossível termos ‘atendimentos humanizados’ e, certamente, o número de vítimas seria muito maior, caso não tivéssemos esses especialistas na linha de frente no combate à doença.    

Não podemos jamais esquecer da conexão que existe entre a ciência e a medicina. Já que o conhecimento na Medicina, historicamente e tradicionalmente, sempre foi baseado na experiência e na pesquisa. A Medicina baseada em evidências, por exemplo, é uma forma de se construir o conhecimento através das probabilidades e do melhor método científico disponível atualmente, o que nos aproxima ao máximo da verdade, embora a verdade na ciência nem sempre seja absoluta. 

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As Ciências Médicas como ferramentas para o combate à pandemia da COVID-19

A pandemia fez com que as populações do mundo inteiro refletissem sobre suas próprias vidas. Porém, é impossível não associar a melhora significativa na condução dos casos de COVID, tratados nos hospitais do mundo todo, graças aos diversos grupos de profissionais da saúde que trabalharam - e ainda trabalham - incansavelmente durante todos estes anos, no combate e prevenção à esta terrível doença.

A Medicina e a Ciência tiveram papéis fundamentais durante todo esse processo pandêmico que passamos nos últimos anos. Por isso, destacamos o excelente trabalho realizado pelas instituições médicas de ensino, que colaboraram para a diminuição das mortes e casos graves provocados pelo coronavírus. 

Em abril e maio do ano passado, a pandemia baixou pela metade os atendimentos eletivos oferecidos pelas mais diversas especialidades médicas. Entre abril e maio de 2019 foram realizados, respectivamente, 10.209 e 10.122 procedimentos, enquanto em 2020 os indicadores caíram mais de 50%, com 4.867 procedimentos feitos em abril, ante 5.007 no mês de maio. 

O papel do profissional de saúde para educar a população

Também em razão da pandemia, os profissionais da saúde que ficaram tanto na linha de frente, nos ambulatórios e hospitais, assim como os  cientistas e pesquisadores, ganharam muito mais voz.  A ciência e a saúde pública, antes da pandemia, eram assuntos pouco debatidos nos programas de televisão, rádio, jornais e redes sociais. Porém, agora, praticamente todos os veículos de comunicação contam com um médico especialista, que atua informando a população sobre as melhores ações a serem desenvolvidas durante a pandemia.

Toda essa midiatização da ciência e das ciências médicas ajuda a elevar o grau de instrução e sabedoria das pessoas sobre assuntos relevantes ligados à saúde. Ao mesmo tempo, auxilia na redução do negacionismo e das fake news.

A importância das instituições de ensino como pilar para a evolução da medicina

As ciências têm várias classificações, como as humanas, as exatas e as sociais, por exemplo. E tudo que acontece em termos de evolução científica, ocorre dentro de um campus universitário da área de saúde e de pesquisas. Na prática, tudo o que se estuda em uma Faculdade de Medicina é um exemplo de ciência.

É por isso que a valorização das faculdades e das instituições de pesquisas e ensino médico, como a IPEMED, deve servir como um pilar para a evolução da ciência e da pesquisa. 

Ao fazer um curso de graduação, pós-graduação ou aperfeiçoamento na IPEMED, você tem contato com diversos conhecimentos científicos e sanitários, tornando-se um completo profissional da saúde, seja em qual área escolher.

E agora que você entendeu a real importância do Dia Nacional da Ciência, provavelmente está mais motivado para entrar na faculdade ou fazer aquela pós-graduação que precisa para complementar seu currículo, não é mesmo?

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