7 doenças de inverno para ficar atento no pronto atendimento

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As mudanças climáticas fazem com que muitas pessoas procurem pelo pronto atendimento, principalmente em razão das doenças de inverno. Logo, os profissionais que atuam na área precisam ficar atentos para não contrair tais enfermidades.

O inverno é a estação caracterizada pela baixa umidade do ar e maior concentração de poluentes, favorecendo a proliferação de doenças respiratórias. As pessoas tendem a ficar em ambientes completamente fechados, o que facilita a transmissão de agentes infecciosos.

Embora parte dessas enfermidades seja inevitável, há algumas ações que podem ajudar a mantê-las afastadas, minimizando seus efeitos dentro do pronto atendimento.

Pensando nisso, reunimos as 7 doenças que são mais comuns durante o inverno. Acompanhe!

1. Gripe

A gripe é, sem dúvidas, uma das maiores vilãs da saúde durante o inverno. Causada pelo vírus influenza, trata-se de uma infecção aguda do sistema respiratório. Quando o vírus entra pela cavidade nasal, multiplica-se e atinge a faringe, laringe e o restante das vias respiratórias, incluindo os pulmões.

Os primeiros sintomas da doença aparecem entre 1 e 4 dias após a infecção, que incluem: febre alta, calafrios, espirros e dor muscular — especialmente nas pernas e costas.

O diagnóstico da doença é geralmente clínico, mas também pode ser feito por meio de um teste realizado com uma análise das secreções respiratórias da garganta, do nariz, ou do sangue. As amostras são coletadas nos primeiros dias da doença, após o surgimento dos primeiros sintomas. Os resultados dos testes rápidos confirmam a doença em pouco mais de 30 minutos.

2. Resfriado comum

O resfriado comum, ou rinofaringite aguda, é, muitas vezes, confundido com a gripe. Apesar de terem sintomas semelhantes, são doenças causadas por vírus diferentes. O resfriado é uma infecção benigna no trato respiratório, que costuma durar entre 4 e 5 dias, mas pode prolongar por até 14 dias.

Os sintomas mais comuns são: coriza, tosse seca, indisposição e dor na garganta. Pode ser contagioso durante os primeiros dias e dificilmente evolui para um quadro mais grave.

O diagnóstico é feito, basicamente, por meio da observação clínica. O tratamento, por sua vez, pode ser feito à base de alguns medicamentos para tratar os sintomas que costumam causar desconforto, como a tosse seca, a febre e a obstrução nasal.

3. Pneumonia

Entre as doenças de inverno mais graves, temos a pneumonia. Trata-se de uma infecção nos pulmões que pode ser causada por vírus, bactérias ou mesmo fungos. Normalmente, ela surge depois de um quadro gripal ou outra doença de vias aéreas superiores. Ocorre quando há falhas na resposta do sistema imunológico do organismo — não é contagiosa ou transmissível.

Entre os principais sintomas da pneumonia, estão: febre alta, dispneia, náuseas e dor torácica. Cabe frisar que os sintomas podem variar, caso a doença atinja as crianças e os idosos.

O diagnóstico é feito por meio do exame físico — o médico ouve os pulmões com o auxílio de um estetoscópio, a fim de verificar crepitações, que sugerem pneumonia. Além disso, é possível confirmar o diagnóstico com hemograma, raio-X do tórax e com a cultura de secreção.

4. Bronquite

Caracterizada pela inflamação dos brônquios, responsáveis por levar o ar inalado até os pulmões, a bronquite é causada por vírus e costuma surgir junto de outras doenças de inverno, como a gripe e o resfriado.

Ela possui dois tipos: aguda e crônica. Os principais sintomas são: febre alta, dores no tórax, falta de ar e tosse com secreção. O diagnóstico clínico leva em consideração os sinais, os sintomas e o histórico do paciente. Para a confirmação é realizada a radiografia de tórax.

Vale frisar que a bronquite é uma doença que dura, aproximadamente, 15 dias. Não existe um tratamento específico para combater os casos provocados por vírus.

5. Sinusite

A sinusite é caracterizada pela inflamação dos seios nasais, que resulta no acúmulo de muco, provocando dor e infecção. Ela pode surgir por conta de um quadro alérgico, de uma infecção ou qualquer fator que prejudique a drenagem correta de secreção dos seios da face.

Os fatores de risco para a doença são as infecções respiratórias, como a gripe e o resfriado, ou doenças do trato respiratório que não foram tratadas e que podem inflamar e espessar as membranas sinusais.

Entre os principais sintomas, destacamos o surgimento de secreção nasal amarelada e espessa, sensação de pressão ou peso no rosto, cefaleia, redução do olfato e dificuldade para respirar.

O profissional da otorrinolaringologia é quem faz o diagnóstico da doença por meio de uma videoscopia nasal, exames de imagem, culturas nasais, testes de alergia ou exames de sangue para a detecção de doenças que podem afetar a imunidade.

6. Rinite alérgica

Durante o inverno, é comum que muitas pessoas manifestem rinite alérgica. Isso acontece por vários motivos, principalmente pela variação de temperatura nessa estação.

Trata-se de uma reação imunológica a partículas inaladas que o corpo considera estranhas. Essas partículas são chamadas de alérgenos e a pessoa que tem uma reação exagerada a essas substâncias manifesta os sintomas da rinite.

Os sinais mais comuns dessa reação são: obstrução nasal, prurido, espirros e coriza. Para diagnosticar a doença, é essencial descobrir quais são os alérgenos que desencadeiam alergia em cada pessoa. Para isso, um teste cutâneo alérgico pode ser feito.

7. Amigdalite

A amigdalite é uma doença infecciosa que atinge as amígdalas, provocando dores fortes na garganta. Ela pode ser causada por vírus, bactérias ou pelos dois agentes.

Os sintomas incluem, além de dor de garganta, febre, falta de apetite, hálito comprometido e, em alguns casos, inchaço dos linfonodos do pescoço e da mandíbula.

Para diagnosticar a doença o médico realiza um exame físico, a oroscopia, para ver se as amígdalas do paciente estão hipertrofiadas e hiperemiadas ou com placas. Alguns exames também podem ser solicitados, como a cultura e o teste rápido para Streptococos.

As doenças de inverno comprometem seriamente a qualidade de vida e o bem-estar. Por isso, os profissionais de saúde que atuam no pronto atendimento precisam ficar atentos, já que, além de dar o diagnóstico, precisam se prevenir contra cada uma delas.

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