Fluxo de caixa acumulado
A linha começa negativa porque você está pagando as parcelas. O ponto em que ela cruza o zero é o payback. Durante a pós já entra um ganho menor, medido entre os médicos que estão cursando.
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A escada de renda
| Grau de formação | Renda mensal | Por hora semanal | Diferença |
|---|
Perguntas frequentes
Como a estimativa é montada, de onde vêm os números e o que fica de fora.
Como o tempo de retorno é calculado?
A calculadora parte da diferença de renda por hora entre um generalista e um médico com uma especialização concluída, medida pela pesquisa, e aplica esse percentual sobre a renda que você informou. Durante o curso entra apenas o patamar de quem está cursando, 3,0%, porque a renda maior desse grupo vem sobretudo de mais plantões. Ao concluir, o percentual sobe para 34,2% ao longo de doze meses. Esse ganho é confrontado mês a mês com as parcelas, e o payback é o mês em que o saldo acumulado passa de zero.
Quando entra o ganho: ao concluir a pós ou só com o RQE?
Ao concluir a pós, segundo os dados que a calculadora usa. A pesquisa do Research Center classifica os participantes por formação concluída, não por registro no CRM: a amostra é descrita como generalista que ainda não se especializou, generalista pós-graduando, médico com uma especialização e médico com duas ou mais. Quem termina a pós entra no grupo com uma especialização, que declarou renda líquida média de R$ 26.441 em 2023 contra R$ 18.906 de quem não se especializou. O RQE é uma etapa separada e continua valendo: ele rege o direito de se anunciar especialista e o acesso a determinadas posições, mas não é o gatilho da diferença de renda medida nessa pesquisa.
De onde vêm os números de renda?
Da pesquisa Saúde Financeira do Médico, do Research Center da Afya, com 2.624 médicos e dados referentes a 2023. É renda líquida mensal declarada, somando todas as fontes: vínculo, plantões, consultório e procedimentos. Como os dados são de 2023, os valores exibidos estão corrigidos pelo INPC do IBGE até julho de 2026, um acréscimo de 12,7% acumulado. Essa correção repõe a inflação do período e não projeta ganho real: se a renda médica cresceu acima da inflação nesses anos, a calculadora está subestimando.
Por que não usar os dados oficiais do CAGED?
Porque eles descrevem uma fatia pequena do mercado médico. Segundo a mesma pesquisa, apenas 23,1% dos médicos têm vínculo CLT, enquanto 59,3% atuam como pessoa jurídica. O CAGED enxerga só a parte CLT e, dentro dela, só o salário-base de um vínculo, numa jornada contratual de cerca de 20 horas semanais. Na prática o médico brasileiro trabalha 51,2 horas por semana em 2,5 ambientes diferentes. Comparar o salário-base de um contrato com a renda real de um especialista subestima a conta de forma grosseira.
A média salarial da minha especialidade não deveria ser a base do cálculo?
Parece intuitivo, mas os dados do CAGED não sustentam essa conta. Normalizando pela jornada, como a própria fonte recomenda, todas as sete especialidades desta página aparecem abaixo do generalista: Cardiologia R$ 394 por hora semanal contra R$ 500 do generalista, Dermatologia R$ 408, Endocrinologia R$ 415. Isso não significa que especialista ganha menos: significa que o CAGED enxerga apenas o salário-base de vínculos CLT, que respondem por uma fatia pequena da renda médica, e que as amostras variam de 120 vínculos em Dermatologia a 16.429 em Clínica Médica. Por isso o ganho vem da pesquisa de renda líquida total, e a média CLT de cada especialidade aparece apenas como contexto.
Por que as fontes de renda médica divergem tanto entre si?
Porque medem coisas diferentes. O CAGED registra o salário-base de contratos CLT, que respondem por 23,1% dos vínculos médicos, numa jornada contratual de 20 horas. A pesquisa da Afya mede renda líquida declarada de todas as fontes. A Demografia Médica usa rendimento bruto do imposto de renda, que inclui ganhos que não são de trabalho. E o piso da FENAM é uma referência de negociação, não uma média observada. Nenhum está errado; eles simplesmente respondem a perguntas distintas.
| Fonte | Referência | O que mede |
|---|---|---|
| Portal Salário / CAGED 07/2025 a 06/2026 |
R$ 8 mil a R$ 9,6 mil | Salário-base de um vínculo CLT, jornada contratual de cerca de 20h semanais. Cobre os 23,1% dos médicos com carteira assinada. |
| Saúde Financeira do Médico Research Center Afya, 2023 usada aqui |
R$ 25.838 | Renda líquida declarada somando todas as fontes. Valor corrigido pelo INPC até julho de 2026. Amostra de 2.624 médicos da base da Afya. |
| Demografia Médica no Brasil 2025 FMUSP, Min. da Saúde e AMB |
R$ 36.818 | Rendimento bruto médio declarado no imposto de renda de 2022. Inclui rendimentos que não são de trabalho e não desconta impostos. |
| Piso FENAM 2026 | R$ 21.122,56 | Referência sindical para 20h semanais, corrigida pelo INPC. Não é obrigatória: serve de base para negociação coletiva. |
Quanto a especialização aumenta a renda, na média?
A pesquisa registrou renda líquida mensal média de R$ 26.441 entre especialistas com uma especialização concluída, contra R$ 18.906 entre generalistas que ainda não se especializaram. Considerando todos os especialistas, a média sobe para R$ 27.180, uma diferença de 43,7% em relação aos generalistas. Foi a maior diferença registrada nas três edições da pesquisa.
E durante o curso, já muda alguma coisa?
Na média, sim: quem está cursando a pós declarou R$ 21.604 por mês, acima dos R$ 18.906 de quem não se especializou. Vale a ressalva de que essa diferença não vem só do curso. A mesma pesquisa mostra que os pós-graduandos são o grupo que mais faz plantão, com 44,1 horas semanais dedicadas a essa atividade, justamente para custear os estudos. A calculadora usa esse patamar durante a pós, mas ele reflete também uma jornada maior.
A calculadora não pergunta quantas horas eu trabalho. Por quê?
Porque a jornada que importa aqui é a dos grupos da pesquisa, não a sua. O percentual de 34,2% sai da comparação entre a renda por hora de especialistas e generalistas — especialistas com uma especialização trabalham 49,7 horas semanais em média, generalistas 47,7 e quem está cursando a pós, 52,9. Normalizar por essa jornada evita que hora trabalhada a mais seja confundida com valorização. Uma vez obtido o percentual, ele se aplica sobre a sua renda seja qual for a sua carga horária, porque a sua jornada atual já está embutida no valor que você ganha hoje.
Quem já ganha bem também tem retorno?
Sim, e proporcionalmente o mesmo. Como o ganho é um percentual sobre a sua renda atual, quem ganha mais recebe o mesmo acréscimo percentual sobre uma base maior — o retorno em reais é maior, e o payback, mais curto. Uma versão anterior desta calculadora media a distância até a média do especialista, o que produzia o efeito oposto e absurdo: quanto mais o médico ganhava, pior parecia o investimento, até zerar. A pesquisa mede a diferença entre grupos, não um teto para o qual todos convergem.
A forma de pagamento muda o tempo de retorno?
Muda em parte, e vale entender quando. As cinco especialidades têm o mesmo desenho de planos: valor de tabela ou 20% de desconto, em 24 ou 48 parcelas. O desconto sempre encurta o retorno, porque reduz o total investido. Já a escolha entre 24 e 48 parcelas só altera o payback quando ele acontece antes da última parcela: depois que as duas condições terminaram de ser pagas, o total desembolsado é o mesmo e as curvas se encontram. Na prática, quem tem renda mais alta e retorno mais rápido ganha alguns meses parcelando em 48 vezes; quem tem retorno mais longo vê o mesmo número nas duas. O que muda sempre é o fôlego durante o curso — em 48 vezes a parcela é metade. O desconto de 20% também não é o teto: a política interna permite negociação além disso, e quem confirma o valor final é o consultor.
Quanto tempo dura a pós-graduação?
Varia por curso. Pediatria Geral tem 12 meses e 360 horas; Clínica Médica, 16 meses e 680 horas; Cardiologia, Dermatologia, Endocrinologia, Gastroenterologia e Psiquiatria têm 24 meses. A calculadora usa a duração real de cada uma, o que muda o ponto em que as parcelas deixam de competir com o ganho.
A pós-graduação dá direito ao RQE?
Não. A pós-graduação lato sensu, por si só, não confere o título de especialista nem o RQE — e isso foi reafirmado pela Justiça Federal em 2025, em decisões do TRF-1 e da 9ª Vara Federal Cível de Minas Gerais obtidas pelo CFM. O RQE só é concedido a quem concluiu residência médica reconhecida pela CNRM ou foi aprovado em prova de título de uma sociedade ligada à AMB. Para quem não fez residência, os editais costumam exigir o dobro do tempo da residência em atuação comprovada: 4 anos em Cardiologia, Endocrinologia e Gastroenterologia, 6 anos em Dermatologia e Psiquiatria. Atenção a dois detalhes: o edital do TEC em Cardiologia exige também o pré-requisito de Clínica Médica, e o edital do TEP em Psiquiatria não computa pós-graduação lato sensu na contagem desse tempo. Confira sempre o edital do ano.
Quanto muda a renda depois do RQE?
A pesquisa não mede renda por registro no CRM, então esse patamar é uma estimativa e está marcado como tal na página. Ela vem do recorte mais próximo que existe: a mesma pesquisa separa quem se especializou por residência médica, que já sai com o título registrado, de quem se especializou por pós-graduação, que em geral ainda não tem. Na faixa de mais de 30 anos de formação, o grupo da residência passa de R$ 35.000 mensais enquanto o da pós-graduação fica em torno de R$ 30.000 — uma diferença de 16,7%, que a calculadora aplica sobre o patamar de quem concluiu a especialização. Duas ressalvas: o número vem de uma faixa específica da curva de tempo de formação, e a diferença entre os dois grupos não se explica só pelo registro, já que residência e pós formam por caminhos distintos.
O que muda de fato depois do RQE?
Não existe base que acompanhe o mesmo médico antes da pós e depois do RQE, então não é defensável afirmar que o título causa um aumento salarial de X%. O que os dados permitem mostrar é outra coisa: o RQE dá o direito de se anunciar especialista e abre acesso a posições e ao consultório especializado. Por isso a calculadora traz o consultório como cenário opcional, com 20 consultas particulares por mês a partir do mês em que o título se torna possível. São de R$ 7.000 a R$ 10.000 mensais conforme a especialidade, e é faturamento bruto, antes de custos de estrutura, equipe e impostos — não é salário nem renda garantida, e depende de construir uma carteira de pacientes. Em Dermatologia o preço de R$ 459 vem de base observada entre profissionais com RQE; nas demais especialidades é uma referência conservadora, não uma média nacional.
Qual especialidade se paga mais rápido?
Depende de quanto você ganha hoje, de quanto tempo já atua na área e do plano escolhido. O peso maior está no valor do curso, que varia bastante: Pediatria Geral custa R$ 41.207,89 de tabela e Clínica Médica R$ 70.451,85, enquanto Cardiologia, Dermatologia, Endocrinologia e Gastroenterologia custam R$ 159.889,90 e Psiquiatria R$ 161.514,25. A duração também difere: Pediatria Geral tem 12 meses, Clínica Médica 16 e as demais 24. Some a isso o prazo até a prova de título, que é de 4 anos em Cardiologia, Endocrinologia, Gastroenterologia e Clínica Médica, e de 6 anos em Dermatologia, Psiquiatria e Pediatria.
O resultado é uma garantia de retorno?
Não. É uma estimativa construída a partir de médias de mercado e das premissas que você mesmo informou. Vale registrar que a pesquisa usada como referência é da própria Afya, feita com médicos recrutados na base da Afya, com valores autodeclarados, e que os dados são de 2023 corrigidos pela inflação. Por isso a página traz a comparação com outras três fontes, para você calibrar. A remuneração médica varia conforme região, vínculo, tempo de atuação, volume de atendimento e modelo de contratação. A Afya Educação Médica não garante retorno financeiro.
Como a conta é feita
O salto vem da conclusão do curso. A pesquisa do Research Center classifica os participantes por formação concluída, não por registro no CRM. Quem termina a pós entra no grupo com uma especialização, 34,2% acima do generalista por hora trabalhada. Durante o curso vale o patamar de quem está cursando, apenas 3,0%, porque a renda maior desse grupo vem de mais plantões e não de valorização da hora.
Quatro patamares. Sem especialização é a base. Cursando a pós, 3,0% acima por hora trabalhada. Com a pós concluída, 34,2%. Com o RQE, 56,6% — este último é estimativa, derivada da diferença entre especialistas formados por residência, que já têm o registro, e por pós-graduação, que em geral não têm.
O RQE é outra etapa. A pós lato sensu não confere o título de especialista nem o RQE, e o gráfico assinala o mês em que a prova de título se torna possível pelo edital da especialidade, descontando o tempo que você já atua na área. Esse marco rege o direito de se anunciar especialista e o acesso a certas posições — não a diferença de renda medida na pesquisa.
O ganho é proporcional. A pesquisa mede grupos, não pessoas, e o que ela permite afirmar é a razão entre os patamares. Por isso o percentual se aplica sobre a sua renda atual, e não como uma média para a qual todo mundo convergiria.
De onde saem os percentuais. Da renda por hora semanal de cada grupo, que é
renda mensal ÷ jornada semanal, a mesma conta da pesquisa. Em valor mensal direto a
diferença é de 39,9%; normalizando pela jornada, de 34,2%. Usamos a segunda, mais conservadora.
O consultório é um cenário à parte. Quando ligado, soma 20 consultas particulares por mês a partir do mês em que o título se torna possível. É faturamento bruto, antes de custos, e não entra no payback principal — aparece como uma segunda curva no gráfico, para comparação.
Payback. Primeiro mês em que o acumulado de ganho − parcela passa de zero.
O que não entra. Correção monetária, imposto de renda, custo de oportunidade do capital e o custo da prova de título. É uma estimativa de ordem de grandeza, não uma projeção contratual.
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As condições variam por unidade e por campanha vigente. Um consultor confirma o valor exato antes de você fechar a conta.