Em quanto tempo a sua pós se paga?

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R$

Some tudo: vínculo, plantões e consultório. Na pesquisa, o generalista ganha R$ 21.301 em média.

O que entra no seu bolso com a pós e o RQE

Sua renda durante a pós
Com a pós concluída, depois com o RQE
Investimento total
Tempo de atuação exigido para o RQE

Fluxo de caixa acumulado

A linha começa negativa porque você está pagando as parcelas. O ponto em que ela cruza o zero é o payback. Durante a pós já entra um ganho menor, medido entre os médicos que estão cursando.

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A escada de renda

Grau de formaçãoRenda mensalPor hora semanalDiferença

Perguntas frequentes

Como a estimativa é montada, de onde vêm os números e o que fica de fora.

Como o tempo de retorno é calculado?

A calculadora parte da diferença de renda por hora entre um generalista e um médico com uma especialização concluída, medida pela pesquisa, e aplica esse percentual sobre a renda que você informou. Durante o curso entra apenas o patamar de quem está cursando, 3,0%, porque a renda maior desse grupo vem sobretudo de mais plantões. Ao concluir, o percentual sobe para 34,2% ao longo de doze meses. Esse ganho é confrontado mês a mês com as parcelas, e o payback é o mês em que o saldo acumulado passa de zero.

Quando entra o ganho: ao concluir a pós ou só com o RQE?

Ao concluir a pós, segundo os dados que a calculadora usa. A pesquisa do Research Center classifica os participantes por formação concluída, não por registro no CRM: a amostra é descrita como generalista que ainda não se especializou, generalista pós-graduando, médico com uma especialização e médico com duas ou mais. Quem termina a pós entra no grupo com uma especialização, que declarou renda líquida média de R$ 26.441 em 2023 contra R$ 18.906 de quem não se especializou. O RQE é uma etapa separada e continua valendo: ele rege o direito de se anunciar especialista e o acesso a determinadas posições, mas não é o gatilho da diferença de renda medida nessa pesquisa.

De onde vêm os números de renda?

Da pesquisa Saúde Financeira do Médico, do Research Center da Afya, com 2.624 médicos e dados referentes a 2023. É renda líquida mensal declarada, somando todas as fontes: vínculo, plantões, consultório e procedimentos. Como os dados são de 2023, os valores exibidos estão corrigidos pelo INPC do IBGE até julho de 2026, um acréscimo de 12,7% acumulado. Essa correção repõe a inflação do período e não projeta ganho real: se a renda médica cresceu acima da inflação nesses anos, a calculadora está subestimando.

Por que não usar os dados oficiais do CAGED?

Porque eles descrevem uma fatia pequena do mercado médico. Segundo a mesma pesquisa, apenas 23,1% dos médicos têm vínculo CLT, enquanto 59,3% atuam como pessoa jurídica. O CAGED enxerga só a parte CLT e, dentro dela, só o salário-base de um vínculo, numa jornada contratual de cerca de 20 horas semanais. Na prática o médico brasileiro trabalha 51,2 horas por semana em 2,5 ambientes diferentes. Comparar o salário-base de um contrato com a renda real de um especialista subestima a conta de forma grosseira.

A média salarial da minha especialidade não deveria ser a base do cálculo?

Parece intuitivo, mas os dados do CAGED não sustentam essa conta. Normalizando pela jornada, como a própria fonte recomenda, todas as sete especialidades desta página aparecem abaixo do generalista: Cardiologia R$ 394 por hora semanal contra R$ 500 do generalista, Dermatologia R$ 408, Endocrinologia R$ 415. Isso não significa que especialista ganha menos: significa que o CAGED enxerga apenas o salário-base de vínculos CLT, que respondem por uma fatia pequena da renda médica, e que as amostras variam de 120 vínculos em Dermatologia a 16.429 em Clínica Médica. Por isso o ganho vem da pesquisa de renda líquida total, e a média CLT de cada especialidade aparece apenas como contexto.

Por que as fontes de renda médica divergem tanto entre si?

Porque medem coisas diferentes. O CAGED registra o salário-base de contratos CLT, que respondem por 23,1% dos vínculos médicos, numa jornada contratual de 20 horas. A pesquisa da Afya mede renda líquida declarada de todas as fontes. A Demografia Médica usa rendimento bruto do imposto de renda, que inclui ganhos que não são de trabalho. E o piso da FENAM é uma referência de negociação, não uma média observada. Nenhum está errado; eles simplesmente respondem a perguntas distintas.

FonteReferênciaO que mede
Portal Salário / CAGED
07/2025 a 06/2026
R$ 8 mil a R$ 9,6 mil Salário-base de um vínculo CLT, jornada contratual de cerca de 20h semanais. Cobre os 23,1% dos médicos com carteira assinada.
Saúde Financeira do Médico
Research Center Afya, 2023 usada aqui
R$ 25.838 Renda líquida declarada somando todas as fontes. Valor corrigido pelo INPC até julho de 2026. Amostra de 2.624 médicos da base da Afya.
Demografia Médica no Brasil 2025
FMUSP, Min. da Saúde e AMB
R$ 36.818 Rendimento bruto médio declarado no imposto de renda de 2022. Inclui rendimentos que não são de trabalho e não desconta impostos.
Piso FENAM 2026 R$ 21.122,56 Referência sindical para 20h semanais, corrigida pelo INPC. Não é obrigatória: serve de base para negociação coletiva.
Quanto a especialização aumenta a renda, na média?

A pesquisa registrou renda líquida mensal média de R$ 26.441 entre especialistas com uma especialização concluída, contra R$ 18.906 entre generalistas que ainda não se especializaram. Considerando todos os especialistas, a média sobe para R$ 27.180, uma diferença de 43,7% em relação aos generalistas. Foi a maior diferença registrada nas três edições da pesquisa.

E durante o curso, já muda alguma coisa?

Na média, sim: quem está cursando a pós declarou R$ 21.604 por mês, acima dos R$ 18.906 de quem não se especializou. Vale a ressalva de que essa diferença não vem só do curso. A mesma pesquisa mostra que os pós-graduandos são o grupo que mais faz plantão, com 44,1 horas semanais dedicadas a essa atividade, justamente para custear os estudos. A calculadora usa esse patamar durante a pós, mas ele reflete também uma jornada maior.

A calculadora não pergunta quantas horas eu trabalho. Por quê?

Porque a jornada que importa aqui é a dos grupos da pesquisa, não a sua. O percentual de 34,2% sai da comparação entre a renda por hora de especialistas e generalistas — especialistas com uma especialização trabalham 49,7 horas semanais em média, generalistas 47,7 e quem está cursando a pós, 52,9. Normalizar por essa jornada evita que hora trabalhada a mais seja confundida com valorização. Uma vez obtido o percentual, ele se aplica sobre a sua renda seja qual for a sua carga horária, porque a sua jornada atual já está embutida no valor que você ganha hoje.

Quem já ganha bem também tem retorno?

Sim, e proporcionalmente o mesmo. Como o ganho é um percentual sobre a sua renda atual, quem ganha mais recebe o mesmo acréscimo percentual sobre uma base maior — o retorno em reais é maior, e o payback, mais curto. Uma versão anterior desta calculadora media a distância até a média do especialista, o que produzia o efeito oposto e absurdo: quanto mais o médico ganhava, pior parecia o investimento, até zerar. A pesquisa mede a diferença entre grupos, não um teto para o qual todos convergem.

A forma de pagamento muda o tempo de retorno?

Muda em parte, e vale entender quando. As cinco especialidades têm o mesmo desenho de planos: valor de tabela ou 20% de desconto, em 24 ou 48 parcelas. O desconto sempre encurta o retorno, porque reduz o total investido. Já a escolha entre 24 e 48 parcelas só altera o payback quando ele acontece antes da última parcela: depois que as duas condições terminaram de ser pagas, o total desembolsado é o mesmo e as curvas se encontram. Na prática, quem tem renda mais alta e retorno mais rápido ganha alguns meses parcelando em 48 vezes; quem tem retorno mais longo vê o mesmo número nas duas. O que muda sempre é o fôlego durante o curso — em 48 vezes a parcela é metade. O desconto de 20% também não é o teto: a política interna permite negociação além disso, e quem confirma o valor final é o consultor.

Quanto tempo dura a pós-graduação?

Varia por curso. Pediatria Geral tem 12 meses e 360 horas; Clínica Médica, 16 meses e 680 horas; Cardiologia, Dermatologia, Endocrinologia, Gastroenterologia e Psiquiatria têm 24 meses. A calculadora usa a duração real de cada uma, o que muda o ponto em que as parcelas deixam de competir com o ganho.

A pós-graduação dá direito ao RQE?

Não. A pós-graduação lato sensu, por si só, não confere o título de especialista nem o RQE — e isso foi reafirmado pela Justiça Federal em 2025, em decisões do TRF-1 e da 9ª Vara Federal Cível de Minas Gerais obtidas pelo CFM. O RQE só é concedido a quem concluiu residência médica reconhecida pela CNRM ou foi aprovado em prova de título de uma sociedade ligada à AMB. Para quem não fez residência, os editais costumam exigir o dobro do tempo da residência em atuação comprovada: 4 anos em Cardiologia, Endocrinologia e Gastroenterologia, 6 anos em Dermatologia e Psiquiatria. Atenção a dois detalhes: o edital do TEC em Cardiologia exige também o pré-requisito de Clínica Médica, e o edital do TEP em Psiquiatria não computa pós-graduação lato sensu na contagem desse tempo. Confira sempre o edital do ano.

Quanto muda a renda depois do RQE?

A pesquisa não mede renda por registro no CRM, então esse patamar é uma estimativa e está marcado como tal na página. Ela vem do recorte mais próximo que existe: a mesma pesquisa separa quem se especializou por residência médica, que já sai com o título registrado, de quem se especializou por pós-graduação, que em geral ainda não tem. Na faixa de mais de 30 anos de formação, o grupo da residência passa de R$ 35.000 mensais enquanto o da pós-graduação fica em torno de R$ 30.000 — uma diferença de 16,7%, que a calculadora aplica sobre o patamar de quem concluiu a especialização. Duas ressalvas: o número vem de uma faixa específica da curva de tempo de formação, e a diferença entre os dois grupos não se explica só pelo registro, já que residência e pós formam por caminhos distintos.

O que muda de fato depois do RQE?

Não existe base que acompanhe o mesmo médico antes da pós e depois do RQE, então não é defensável afirmar que o título causa um aumento salarial de X%. O que os dados permitem mostrar é outra coisa: o RQE dá o direito de se anunciar especialista e abre acesso a posições e ao consultório especializado. Por isso a calculadora traz o consultório como cenário opcional, com 20 consultas particulares por mês a partir do mês em que o título se torna possível. São de R$ 7.000 a R$ 10.000 mensais conforme a especialidade, e é faturamento bruto, antes de custos de estrutura, equipe e impostos — não é salário nem renda garantida, e depende de construir uma carteira de pacientes. Em Dermatologia o preço de R$ 459 vem de base observada entre profissionais com RQE; nas demais especialidades é uma referência conservadora, não uma média nacional.

Qual especialidade se paga mais rápido?

Depende de quanto você ganha hoje, de quanto tempo já atua na área e do plano escolhido. O peso maior está no valor do curso, que varia bastante: Pediatria Geral custa R$ 41.207,89 de tabela e Clínica Médica R$ 70.451,85, enquanto Cardiologia, Dermatologia, Endocrinologia e Gastroenterologia custam R$ 159.889,90 e Psiquiatria R$ 161.514,25. A duração também difere: Pediatria Geral tem 12 meses, Clínica Médica 16 e as demais 24. Some a isso o prazo até a prova de título, que é de 4 anos em Cardiologia, Endocrinologia, Gastroenterologia e Clínica Médica, e de 6 anos em Dermatologia, Psiquiatria e Pediatria.

O resultado é uma garantia de retorno?

Não. É uma estimativa construída a partir de médias de mercado e das premissas que você mesmo informou. Vale registrar que a pesquisa usada como referência é da própria Afya, feita com médicos recrutados na base da Afya, com valores autodeclarados, e que os dados são de 2023 corrigidos pela inflação. Por isso a página traz a comparação com outras três fontes, para você calibrar. A remuneração médica varia conforme região, vínculo, tempo de atuação, volume de atendimento e modelo de contratação. A Afya Educação Médica não garante retorno financeiro.

Como a conta é feita

O salto vem da conclusão do curso. A pesquisa do Research Center classifica os participantes por formação concluída, não por registro no CRM. Quem termina a pós entra no grupo com uma especialização, 34,2% acima do generalista por hora trabalhada. Durante o curso vale o patamar de quem está cursando, apenas 3,0%, porque a renda maior desse grupo vem de mais plantões e não de valorização da hora.

Quatro patamares. Sem especialização é a base. Cursando a pós, 3,0% acima por hora trabalhada. Com a pós concluída, 34,2%. Com o RQE, 56,6% — este último é estimativa, derivada da diferença entre especialistas formados por residência, que já têm o registro, e por pós-graduação, que em geral não têm.

O RQE é outra etapa. A pós lato sensu não confere o título de especialista nem o RQE, e o gráfico assinala o mês em que a prova de título se torna possível pelo edital da especialidade, descontando o tempo que você já atua na área. Esse marco rege o direito de se anunciar especialista e o acesso a certas posições — não a diferença de renda medida na pesquisa.

O ganho é proporcional. A pesquisa mede grupos, não pessoas, e o que ela permite afirmar é a razão entre os patamares. Por isso o percentual se aplica sobre a sua renda atual, e não como uma média para a qual todo mundo convergiria.

De onde saem os percentuais. Da renda por hora semanal de cada grupo, que é renda mensal ÷ jornada semanal, a mesma conta da pesquisa. Em valor mensal direto a diferença é de 39,9%; normalizando pela jornada, de 34,2%. Usamos a segunda, mais conservadora.

O consultório é um cenário à parte. Quando ligado, soma 20 consultas particulares por mês a partir do mês em que o título se torna possível. É faturamento bruto, antes de custos, e não entra no payback principal — aparece como uma segunda curva no gráfico, para comparação.

Payback. Primeiro mês em que o acumulado de ganho − parcela passa de zero.

O que não entra. Correção monetária, imposto de renda, custo de oportunidade do capital e o custo da prova de título. É uma estimativa de ordem de grandeza, não uma projeção contratual.

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As condições variam por unidade e por campanha vigente. Um consultor confirma o valor exato antes de você fechar a conta.

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Fonte das referências de renda: pesquisa Saúde Financeira do Médico em 2023, Research Center da Afya. Coleta entre 06/02/2024 e 07/04/2024, 2.624 respostas, nível de confiança de 95% e margem de erro de 1,91 p.p. Os valores são autodeclarados pelos participantes, recrutados na base de médicos da Afya. Por ser uma pesquisa da própria Afya, vale confrontá-la com outras fontes: o Portal Salário / CAGED, que cobre apenas vínculos CLT, e a Demografia Médica no Brasil 2025 (FMUSP, Ministério da Saúde e AMB), baseada em rendimentos declarados no imposto de renda. Os preços de consulta do cenário de consultório vêm do documento "Formação, RQE e potencial de carreira médica" (Afya Educação Médica), com base em Doctoralia e preços públicos observados.

Os resultados são estimativas ilustrativas construídas a partir de médias de mercado e das premissas que você mesmo informou. A remuneração médica depende de região, vínculo, carga horária, tempo de atuação e modelo de contratação — a Afya Educação Médica não garante retorno financeiro.